Volume do Investimento Estrangeiro Direto no Brasil caiu 2% em 2012, mostra UNCTAD

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

No entanto, fluxo continua robusto, confirmando o país como principal destino desses investimentos na América Latina e Caribe.

Diretor da Divisão de Investimento e Empresa da UNCTAD, James Zhan (UNCTAD) O volume de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil em 2012 sofreu queda de 2% em relação ao ano anterior, de acordo com o “Monitor de Tendências do Investimento Global”, relatório divulgado nesta quarta-feira (23) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). No entanto, o documento ressalta que o volume de IED no Brasil continua robusto, confirmando a liderança do país como destino desses investimentos na América Latina e Caribe, respondendo por 28% do total.

O relatório observa um aumento positivo do volume de IED na América Latina e Caribe, com crescimento mais forte na América do Sul e redução na América Central.

Segundo o documento, a fragilidade macroeconômica e a incerteza política para os investidores resultaram numa queda de 18% do IED global no ano passado. O volume foi de cerca de 1,3 trilhão de dólares, próximo à marca de 2009, quando os fluxos de IED atingiram seu nível mais baixo, de 1,2 trilhão de dólares.

“Nós pensamos que era uma recuperação saudável, firme e agora sentimos que vai demorar mais tempo do que o esperado para a recuperação do IED”, disse o Diretor da Divisão de Investimentos e Empresas da UNCTAD, James Zhan, acrescentando que há um otimismo cauteloso para 2013 e 2014.

Na Europa e Estados Unidos, o volume de IED caiu de forma drástica, especialmente na Alemanha e Bélgica. Simultaneamente, os fluxos de IED para os países em desenvolvimento permaneceram estáveis em 2012, atingindo 680 bilhões de dólares, o segundo maior nível já registrado. As economias em desenvolvimento absorveram 130 bilhões de dólares a mais do que os países desenvolvidos.

Para acessar o relatório em inglês, clique aqui


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