‘Uma agenda pós-2015 transformadora’ é tema central nos debates da 69ª sessão da Assembleia Geral

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Para o secretário-geral da ONU, esta pode ser a Assembleia mais importante em uma geração e para a geração seguinte. “Há muitas razões para estarmos preocupados com a atual situação do mundo. Mas também há muitas razões para termos esperança.”

O novo presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa Kahamba,faz seu discurso de abertura. Foto: ONU/Amanda Voisard

O novo presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa Kahamba, faz seu discurso de abertura. Foto: ONU/Amanda Voisard

“Entregar e implementar uma agenda de desenvolvimento pós-2015 transformadora” é o tema central nos debates da 69ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que teve início nesta terça-feira (16). Em seu primeiro discurso, o novo presidente do órgão, Sam Kahamba Kutesa, enfatizou aos 193 países-membros que o momento é fundamental e histórico para construir uma agenda pós-2015 que traga resultados concretos na luta contra a pobreza e a fome, e a melhoria na vida de todas as pessoas através do crescimento econômico sustentável e inclusivo.

“Vamos abordar esta fundamental 69ª sessão com um sentido de urgência, de esperança e de maior cooperação”, disse Kutesa. “A lista é longa como a pobreza e a fome desafiantes; o desemprego persistente; os conflitos armados violentos; os sistemas de ensino inconstantes; a mudança climática e o aumento do nível do mar; e a infraestrutura inadequada”, acrescentou.

O novo presidente do órgão também enfatizou que o ano de 2015 é um “momento decisivo” para a ONU, onde será comemorado o 70º aniversário da fundação da Organização, os 15 anos da adoção da Declaração do Milênio, os 10 anos da Cúpula Mundial e a implementação da nova agenda do desenvolvimento pós-2015. 

Na ocasião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon disse que esta Assembleia “pode ser a mais importante em uma geração e para uma geração” e acrescentou: “Há muitas razões para estarmos preocupados com a atual situação do mundo. Mas também há muitas razões para termos esperança.” 

Outros debates também foram destacados como o avanço dos direitos dos povos indígenas do mundo, da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres; a luta contra o Ebola e o reforço na cooperação entre a ONU e as organizações regionais. “Isto exigirá reforço da parceria global e da cooperação entre os Países-membros, o setor privado e a sociedade civil”, acrescentou Kutesa. 

Ele exortou aos chefes de Governo e de Estado de todo o mundo que aproveitem a oportunidade e apresentem, durante esta sessão, as oportunidades e soluções encontradas para os desafios enfrentados pela humanidade. A partir da próxima quarta-feira (24), as autoridades dos 193 Países-membros da ONU poderão fazer suas deliberações sobre várias questões preeminentes do mundo. 


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