Surto de cólera na República Democrática do Congo recua em uma área, mas avança em outras duas

Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários advertiu que, apesar do progresso, 15 zonas na província de Equateur permanecem sob vigilância das autoridades de saúde.

30 de Dezembro de 2011 · Destaque
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Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários advertiu que, apesar do progresso, 15 zonas na província de Equateur permanecem sob vigilância das autoridades de saúde.

Camas de cólera utilizadas no tratamento. A doença continua sendo uma ameaça global e é um dos principais indicadores de desenvolvimento social, de acordo com a OMS.

O surto de cólera que já infectou milhares de pessoas em toda a República Democrática do Congo (RDC) está quase no fim na província mais afetada, mas novos casos estão sendo registrados em duas outras áreas, afirmou ontem (29) um relatório do braço humanitário das Nações Unidas.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em uma atualização divulgada nesta quinta-feira (29/12), disse que um comitê do governo na província de Equateur anunciará em breve o fim do surto da área, depois de três semanas sem relatos de novos casos.

O comitê decidiu encerrar este mês um centro de tratamento dedicado à cólera em Mbandaka, capital da província, e identificou um hospital na mesma cidade para abrigar uma unidade de tratamento para lidar com outros casos.

O OCHA advertiu que, apesar do progresso, 15 zonas na província permanecem sob vigilância das autoridades de saúde.

Com o relato de 165 mortes e 3.045 casos, Equateur é a província mais afetada pelo surto este ano em toda a RDC, embora Bandundu e províncias do leste e a capital nacional, Kinshasa, também tenham sido atingidas.

Em Kinshasa, novos casos ainda estão sendo registrados, com alarmantes 351 novos casos e pelo menos 13 mortes nas últimas três semanas.

O OCHA observou que grande parte da crescente população de Kinshasa – mais de oito milhões de pessoas – vive em condições precárias de higiene, aumentando a probabilidade de que a doença se espalhe. A cidade também é uma base para embarcações fluviais para outras províncias afetadas pelo surto.

Kivu do Sul, no extremo leste do país, também registrou um aumento no número de casos recentemente – cerca de 70 novos casos entre 19 e 25 de dezembro.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) tem apoiado organizações não governamentais na gestão e limpeza da água nas áreas urbanas de Bagira, Ibanda e Kadutu.

No total, pelo menos 575 congoleses morreram no atual surto e mais de 21.500 casos foram registrados. A falta de acesso a água potável e saneamento decente continua a ser o maior problema na tentativa de deter a propagação do surto.

A cólera é uma infecção intestinal aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados com a bactéria conhecida como Vibrio cholerae. A doença tem um período de incubação curto e produz uma toxina que provoca diarreia aquosa contínua, uma condição que pode levar rapidamente à desidratação grave e à morte, caso o tratamento não seja administrado imediatamente. Vômitos também ocorrem na maioria dos pacientes.

A doença continua sendo uma ameaça global e é um dos principais indicadores de desenvolvimento social, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Enquanto a cólera já não representa uma ameaça para os países com elevados padrões de higiene, continua sendo um desafio em países com acesso limitado a água potável e saneamento adequado.


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