‘Ser mulher, pobre e negra é ser triplamente discriminada’, diz Michelle Bachelet

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Em sua primeira visita ao Brasil como Diretora Executiva da ONU Mulheres, a ex-presidenta do Chile debate questões de raça, igualdade e a participação feminina na política.

Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, debate política com a bancada feminina no Congresso em Brasília / Foto: Deputada Federal Marina Sant'AnnaPara a Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, “ser mulher, pobre e negra é ser triplamente discriminada”. “A discriminação racial é um fator que mantém as desigualdades”, ponderou durante a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. O evento reuniu nesta quarta-feira (14/12) cerca de três mil mulheres em Brasília.

Bachelet, que também é ex-presidenta do Chile, destacou a importância dos investimentos nas políticas para as mulheres, autonomia feminina e igualdade de gênero. Em sua primeira visita ao Brasil como Diretora Executiva da agência, falou do papel da ONU Mulheres, em especial na América Latina.

“As mulheres estão ativamente envolvidas na nova onda de demandas pela liberdade política e dignidade”, avaliou Bachelet, para quem “a crescente presença de mulheres em postos de decisão no Brasil deve servir como inspiração”.

Mais cedo, Bachelet já havia debatido gênero e política com a bancada feminina no Congresso e reforçado a parceria institucional com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Hoje, a Diretora Executiva da ONU Mulheres vai se reunir com a presidenta Dilma Rousseff.


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