‘Ser mulher, pobre e negra é ser triplamente discriminada’, diz Michelle Bachelet

15 de Dezembro de 2011 · Destaque
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Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, debate política com a bancada feminina no Congresso em Brasília / Foto: Deputada Federal Marina Sant'AnnaPara a Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, “ser mulher, pobre e negra é ser triplamente discriminada”. “A discriminação racial é um fator que mantém as desigualdades”, ponderou durante a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. O evento reuniu nesta quarta-feira (14/12) cerca de três mil mulheres em Brasília.

Bachelet, que também é ex-presidenta do Chile, destacou a importância dos investimentos nas políticas para as mulheres, autonomia feminina e igualdade de gênero. Em sua primeira visita ao Brasil como Diretora Executiva da agência, falou do papel da ONU Mulheres, em especial na América Latina.

“As mulheres estão ativamente envolvidas na nova onda de demandas pela liberdade política e dignidade”, avaliou Bachelet, para quem “a crescente presença de mulheres em postos de decisão no Brasil deve servir como inspiração”.

Mais cedo, Bachelet já havia debatido gênero e política com a bancada feminina no Congresso e reforçado a parceria institucional com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Hoje, a Diretora Executiva da ONU Mulheres vai se reunir com a presidenta Dilma Rousseff.


Comentários

2 comentários para “‘Ser mulher, pobre e negra é ser triplamente discriminada’, diz Michelle Bachelet”

  1. ELIANE GONÇALVES VASCONCELLOS DA COSTA em 19 de Dezembro de 2011 às 1:25 am

    LUTAMOS PELA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER, O RACISMO QUE A MULHER SOFRE E AS MENOS FAVORECIDAS, LUTAMOS POR UM PAÍS SEM DESIGUALDADE SOCIAL, ERRADICANDO A MISÉRIA , OS ASSASSINATOS DE MULHERES QUE FICA IMPUNE NO NOSSO PAÍS!! QUE O PODER JUDICIÁRIO E EXECUTIVO POSSA DAR MAIS ATENÇÃO AS MULHERES VÍTIMA DA VIOLÊNCIA, POIS AS MEDIDAS PROTETIVAS, NÃO SÃO RESPEITADAS, AMPLIANDO MAIS DEAMS E JUIZADOS DE MULHERES EM TODO NOSSO PAÍS. SOFRI VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FIQUEI EM ABRIGO DA MULHER, SEI MUITO BEM O QUE É ISSO, ESTOU FALANDO EM NOME DE MILHARES DE MULHERES, QUE POR MEDO SE CALAM!! ASOOC. MULHERES DE GARRA DO BRASIL PRECISAMOS NOS UNIR!! LUTAR!! COMPARTILHAR!! SOU VERDADEIRAMENTE UMA MILITANTE!! ME ORGULHO DE SER MULHER!! SOU UMA GUERREIRA!! E MÃE NATUREZA JÁ ESTÁ REAGINDO!!! TODOS SÓ PENSAM NO HOJE!! E O AMANHÃ? TEMOS QUE AJUDAR UMAS AS OUTRAS, POIS NÓIS NÃO VAMOS FICAR AQUI PRA SEMPRE E OS NOSSAS FILHAS E NETAS!! MULHERES DE GARRA!! ELIANE

  2. LINDAJARA em 24 de Agosto de 2014 às 12:25 pm

    Fui empurrada varias vezes, eu e meu filho, por policiais militares que diziam estávamos traficando. eles mandaram pararmos de entregar panfletos para uma escola pois diziam que sabiam por fonte segura que éramos traficantes. a pessoa que inventou tamanha mentira é dona de uma loja de bolsas em Esteio no rio grande do sul. ao final do dia fui até a dona dessa loja e perguntei educadamente por que ela tinha inventado isso para os policiais. ela me olhava com nojo e disse que não queria gente como nós na calçada dela e que negro quando se junta é por que está roubando ou traficando. Eu tremi de raiva e disse, calmamente, que isso era preconceito. ela disse que eu estava ameaçando e que ela iria chamar a polícia e sumir comigo e meu filho. mandou eu sair da calçada pois minha presença fedia e que cada vez que eu fosse entregar panfletos ela iria chamar os policiais, que são amigos dela. Nunca me senti tão humilhada, tratada piorque lixo. fui até a polícia para registrar a ocorrencia e o policial disse que eu não poderia, pois não tinha fundameto. sou negra, pobre e honesta. nenhum de meus filhos depende de bolsa familia, não temos passagem pela polícia. Meu defeito foi ter nascido negra e pobre.

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