Secretário-geral da ONU avalia propostas a Conselho de Segurança por solução pacífica para a Síria

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Para Ban Ki-moon, anos de conflito no país produziram “paralisia constrangedora” no Conselho de Segurança, que terá de agir se uso de armas químicas for confirmado.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta segunda-feira (9) que dois anos e meio de conflito na Síria produziram apenas uma “paralisia constrangedora” no Conselho de Segurança das Nações Unidas e está avaliando propostas para o órgão.

Ban reiterou a necessidade de realizar a conferência de Genebra II, que incluiria representantes de partidos da Síria, os Estados Unidos, as autoridades russas e das Nações Unidas, para encontrar uma solução política para a crise no país, acrescentando que esta “é a única opção viável neste momento”.

Em sua primeira coletiva de imprensa em Nova York desde que regressou da Cúpula do G20, em São Petersburgo, Rússia, Ban disse que caso a equipe de armas da ONU confirme o uso de agentes químicos no incidente ocorrido na Síria em 21 de agosto, este seria um “crime abominável” e que a comunidade internacional “certamente terá de tomar providências”.

“Caso o relatório de Sellström [cientista sueco que lidera a investigação] confirme o uso de armas químicas, isso exigirá união do Conselho de Segurança para dar uma resposta.”

Ban relatou estar avaliando propostas para fazer ao Conselho quando apresentar as conclusões da investigação sobre o uso de armas químicas na Síria, como solicitar ao Conselho que exija a transferência imediata de armas químicas e estoques precursores químicos para lugares dentro da Síria onde possam ser armazenados e destruídos de forma segura.

O secretário-geral também pediu que Damasco se torne membro da Organização para a Proibição de Armas Químicas – órgão de execução da Convenção sobre Armas Químicas. A Síria já é signatária do Protocolo de Genebra de 1925, que proíbe o uso de armas químicas e biológicas.

As amostras coletadas pela equipe da ONU de inspeção de armas químicas estão sob análise em laboratórios europeus desde a semana passada. O secretário-geral garantiu que compartilhará os resultados das análises com o Conselho de Segurança e todos os 193 Países-Membros assim que recebê-los.


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