Rio+20 - Os temas em debate

EmpregosAs pessoas hoje são mais saudáveis, vivem mais, têm mais educação formal e mais acesso a bens e serviços do que em 1990. O número de pessoas vivendo na extrema pobreza diminuiu em todas as regiões do mundo. O uso de telefones móveis e Internet cresceu vertiginosamente nos últimos 15 anos, com quase 6 bilhões de assinaturas de celulares e um terço dos 7 bilhões de habitantes do mundo com acesso à internet.

Baixe este texto em PDFEnquanto mais pessoas no mundo estão desfrutando de uma maior prosperidade, ela chegou com um preço. A cada ano, as pessoas consomem mais do que 1,3 vezes os recursos naturais que a Terra pode renovar. Como a população global deverá aumentar para quase 9 bilhões até 2040, e o número de consumidores de classe média subir em 3 bilhões nos próximos 20 anos, a demanda por recursos deverá crescer exponencialmente. Em 2030, o mundo precisará de pelo menos 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30% mais água. Porém, mais de um bilhão de pessoas ainda viverão na pobreza. A desigualdade entre ricos e pobres, tanto dentro quanto entre países, está crescendo. Muitos pairam um pouco acima da linha da pobreza. As pessoas que vivem na pobreza são as mais vulneráveis a injustiças políticas, desigualdade social e crises econômicas. A persistente desigualdade de gênero, a falta de oportunidades de emprego para jovens e a necessidade de maiores oportunidades educacionais também têm impedido o progresso.

A recessão econômica teve um papel importante sobre a quantidade e a qualidade dos empregos em todo o mundo. De acordo com o último relatório Tendências Globais de Emprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 200 milhões de pessoas estão atualmente desempregadas e mais de 600 milhões de empregos serão necessários nos próximos 10 anos. No topo disso, 80% da população mundial vive em países onde a disparidade de renda está aumentando. Isso simplesmente não é sustentável.

A mudança climática e o uso excessivo de recursos escassos estão ocasionando chamadas urgentes rumo a um desenvolvimento mais sustentável e a economias mais verdes. A promoção de empregos verdes é fundamental para essa transição. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente define “empregos verdes” como empregos na agricultura, indústria, serviços, administração e muitos outros setores que contribuem para a preservação e a restauração do meio ambiente. Os empregos verdes podem ser criados em todos os setores e tipos de empresas, nos meios urbanos e rurais, e em países em todos os níveis de desenvolvimento econômico.

A mudança para uma economia verde requer um ecologização da educação, desenvolvimento de habilidades e treinamentos práticos no mercado de trabalho. Tornar a economia mais sustentável também exigirá uma transição justa para aqueles que agora têm empregos nas indústrias de uso intensivo de carbono e nas indústrias poluentes.

Fatos-chave

80% da população mundial mora em países onde a disparidade de renda está aumentando.

Em todas as regiões do mundo em desenvolvimento, o percentual de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia declinou, mais de um bilhão de pessoas ainda vivem na pobreza.

A agricultura ainda é o maior setor de trabalho no mundo. Mais de 1,3 bilhão de pessoas dependem da biodiversidade e do ecossistema em bens e serviços básicos para sua subsistência.

De acordo com o recente relatório da OIT Tendências Globais de Emprego, 200 milhões de pessoas estão atualmente desempregadas e mais de 600 milhões de empregos serão necessários nos próximos 10 anos.

A transformação para uma economia mais verde poderia gerar entre 15 a 60 milhões de novos empregos no mundo nas próximas duas décadas e tirar dezenas de milhões de trabalhadores da pobreza, segundo a OIT.

Em 2010, cerca de 75,1 milhões de jovens em todo o mundo se esforçaram para encontrar trabalho, e a probabilidade de jovens estarem desempregados é três vezes maior que a de adultos.

Estima-se que 2,5 milhões de engenheiros e técnicos serão necessários só na África Subsaariana para conseguir melhorar o acesso à água potável e ao saneamento.

A OMS estima que mais de um bilhão de pessoas não possuem acesso a serviços de saúde porque eles não estão disponíveis ou as pessoas não podem pagar por eles.

150 milhões de pessoas por ano sofrem severas catástrofes financeiras porque elas ficam doentes e precisam pagar por serviços de saúde sem qualquer perspectiva de reembolso.

O que funciona

No Quênia, em uma iniciativa para trabalhos jovens e meio ambiente organizada pelo PNUD e pelo Ministério da Juventude e dos Esportes, 200 jovens no distrito Kajiado do Norte plantaram e cuidaram de 30 mil árvores num terreno cedido pelo Ministério das Florestas. O objetivo do Quênia é aumentar a sua cobertura florestal em até 4% ainda este ano.

O Ato de Garantia de Emprego Rural da Índia custou cerca de 0,5 % do PIB em 2009 e beneficiou 45 milhões de domicílios – um décimo da força de trabalho.

Desde 1990, a participação das mulheres no mercado de trabalho na América Latina aumentou dramaticamente, enquanto a participação masculina diminuiu ligeiramente. Essa mudança reduziu a diferença na participação de mercado entre homens e mulheres de 48% em 1990 para 28% em 2009.

No Brasil, a OIT tem apoiado a construção de 500 mil casas com sistemas de aquecimento solar, resultando em 30 mil novos postos de trabalho.

Na China, o setor energético como um todo gerou 17 bilhões de dólares e empregou cerca de 1,5 milhão de pessoas até o fim de 2009, dos quais 600 mil estavam em “empregos verdes”.

Propostas para a Rio+20

O Painel de Alto Nível do Secretário-Geral da ONU sobre Sustentabilidade Global recomenda que os países trabalhem para garantir que todos os cidadãos tenham acesso às redes de segurança essencial por meio de esforços nacionais apropriados e da provisão de capacitação, finanças e tecnologia. Ele instou os países a desenvolverem um conjunto universal de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável baseados no sucesso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O Painel também pediu aos governos que estabeleçam uma meta para prover acesso universal à educação de qualidade para além das etapas primárias e secundárias até 2030, destacando as habilidades e conhecimentos necessários para o crescimento sustentável e para o emprego.

Para enfrentar os desafios de hoje e aproveitar oportunidades, é preciso avançar na educação para o desenvolvimento sustentável, incluindo o ensino secundário e vocacional, e no desenvolvimento de competências que ajudem a garantir que toda a sociedade possa contribuir para as soluções.

Outras propostas que foram apresentadas nas negociações para a Rio+20 incluem uma medida de progresso que vai além do Produto Interno Bruto. Algumas propostas pedem indicadores de desenvolvimento sustentável que levem em consideração o bem-estar das pessoas e o uso dos recursos naturais. Há também propostas para chamar os governos a desenvolver e implementar políticas que fortaleçam as redes de segurança sociais, particularmente para as populações mais vulneráveis, e para o empoderamento das mulheres e jovens em todos os níveis.

Produzido pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas, junho de 2012.

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Comentários
Comentário de Hugo - 12/06/2012 at 14:07

Tenho torcido muito para que o ser humano seja mais flexível, mais amoroso com seu semelhante, esteja mais atento as dificuldades naturais e não esteja disperso as necessidades alheias. Portanto desejo sucesso e que Deus abençoe estas ações.

Comentário de Hugo Rodrigues - 12/06/2012 at 14:19

Tenho certeza que a colaboração de uma organização grande e renomada como ONU juntamente com a participação das pessoas, levando em conta as reais necessidades humanas e da natureza, será benéfica e oportuna, visto que há uma grande desigualdade social que pode ser a grande causadora de tantos desastres… Que Deus abençoe a todos.

Comentário de FRANCISCO JORGE DIAS - 12/06/2012 at 19:56

ESSE ENCONTRO NÃO VAI DAR EM NADA, É COISA DE QUEM NÃO TEM O QUE FAZER E QUER PASSEAR NO RIO DE JANEIRO. ORA, O BRASIL É U PAIS DA CORRUPPÇÃO, BRAWSILIA SÓ TEM LADRÃO, ALIÁS EM TODO O BRASIL SÓ TEM POLITICO LADRÃO, ISSO É UMA PERDA DE TEMPO.

Comentário de Sebastião - 13/06/2012 at 16:50

Todo e qualquer movimento para tornar a existência humana na terra possível , é valida. Desde que tudo não seja posto nas mão de plíticos corruptos, a sociedade tem sim sua parcela de responsabilidade junto a esta reunião. Todo e qualquer debate ou acordo feito as bases de uma mesa de negociação é válida, já está na hora de discutirmos sobre o futuro da humanidade sem armas.

Comentário de Nelde Daiane Becker - 16/06/2012 at 10:45

Acho muito interessante…É uma forma de concientizar as pessoas e desenvolver novas tecnicas de desenvolvimento sustentável…Show de bola Rio+20…(RS) curtiu muito…Valeu

Comentário de Jaqueline de Almeida - 16/06/2012 at 14:40

É por causa de pessoas com esse pensamento que está cada vez mais difícil conscientizar as pessoas da importância desta conferência.E não podemos nos esquecer de que nós que elegemos quem ira nos representar.

Comentário de eu quero um Brasil melhor - 19/06/2012 at 15:07

boa tarde eu gostaria muito de receber conteudo sobre o rio mais vinte para fins de trabalho social e de escola,muito obrigada

Comentário de Reginaldo da costa - 24/06/2012 at 15:25

Devemos criar uma conscientização é repensa sobre todos os nossos atos a respeito dos impactos que causamos para o planeta é dar um feio no consumismo egoísta é deixar de pensa no individual é pensa no coletivo.