Postagens com a tag ‘Sustentabilidade’



21/06/2012


Em declaração na cerimônia de abertura da Assembleia Geral da Rio+20, a presidenta Dilma Rousseff, também presidenta da Conferência, afirmou que a recuperação da atual crise econômica mundial deve seguir o caminho do desenvolvimento sustentável e ser aplicada de forma global, respeitando as características de cada país.

“Os seres humanos devem estar no centro das discussões na Rio+20 e a crise internacional dá um significado especial à Conferência. Os atuais modelos de desenvolvimento são incapazes de suportar os desafios que temos. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) significam a criação de empregos, distribuição de renda, acesso a educação, saúde e segurança pública, a erradicação da pobreza, e são a melhor resposta pra as mudanças climáticas”, disse.

De acordo com Dilma, o Brasil tem dado exemplo de sustentabilidade. “Temos procurado fazer nossa parte, dando nossa atenção aos mais pobres. Adotamos fontes de energia sustentáveis – que hoje chegam a 45% de nossa matriz energética-, ampliamos as áreas de proteção ambiental. Estamos produzindo mais riquezas e desmatando menos”.



20/06/2012


Os oito maiores bancos de desenvolvimento multilateral (MDBs, sigla em inglês) anunciaram hoje (20/6) que vão investir 175 bilhões de dólares para financiar sistemas de transporte mais sustentáveis na próxima década. A ideia é impulsionar o desenvolvimento econômico com eqüidade, proteger o ambiente e a saúde pública em todo o mundo em desenvolvimento. Os compromissos do Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Mundial e outros seis MDBs foram firmados no início da Conferência Rio+20.

“Esses compromissos sem precedentes podem salvar centenas de milhares de vidas, limpando o ar nas cidades, tornando as estradas mais seguras, reduzindo os congestionamento e diminuindo o efeito nocivo dos transportes nas alterações climáticas. A ideia é criar uma maior eficiência no transporte de cargas e passageiros, estimulando o crescimento urbano e econômico sustentável”, disse Joan Clos, diretor executivo do ONU-HABITAT.

Os compromissos voluntários são resultado da campanha Parceria sobre Transportes Sustentável de Baixo Carbono (SloCaT, sigla em inglês).

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20/06/2012


Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon em coletiva de imprensa no Riocentro (UNIC Rio / Diego Blanco)

Após a abertura oficial da Rio+20 hoje (20/6) no Riocentro, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que esperava um documento final da Rio+20 mais ousado, declarando que as negociações foram difíceis já que diversos interesses locais, dos países, estavam na mesa de discussão. Apesar disso, ele informou que mais de 200 compromissos devem ser assinados entre Governos, sociedade civil, ONGs, empresas, entre outros.

“Há um simbolismo atrás da escolha dos líderes mundiais em voltar ao Rio de Janeiro. Em 1992 concordamos com a Agenda 21 mas não concretizamos suas metas. Precisamos pensar na economia do século XXI, num futuro sustentável com a erradicação da pobreza e preservação dos recursos naturais. Não podemos mais ficar somente sonhando, temos que tomar ações concretas”.

O Secretário-Geral disse que este é o começo dos processos que estão por vir. “Se o compromisso dos líderes mundiais não se tornarem ações concretas, este documento será apenas um pedaço de papel. Nos próximos três dias queremos uma visão concreta dos países em busca dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

 



19/06/2012



A redução da pobreza e a proteção ao meio ambiente devem caminhar juntas, afirmou Helen Clark, Administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), durante entrevista da Rio+Social. O evento, que ocorre paralelamente à Rio+20, é organizado pela Fundação das Nações Unidas e outros parceiros.

“Não é sustentável produzir pobreza”, disse Helen Clark, ao ressaltar a necessidade de políticas públicas para permitir o acesso das pessoas mais pobres a serviços essenciais como educação, transporte e saúde. “Os governos devem priorizar os menos favorecidos, especialmente crianças e jovens. Se esse acesso não é fornecido, não há sustentabilidade”, completou.

A administradora do PNUD também citou a Nova Zelândia como uma referência para o desenvolvimento sustentável, embora não seja um país que hoje tenha graves problemas sociais. “Apesar do isolamento geográfico do país e seus limitados recursos naturais, há soluções muito interessantes, por exemplo, no sistema de transporte e na matriz energética, que é 70% renovável”.

Helen Clark disse ainda que todos esses eventos que acontecem durante a Rio+20, oficiais e paralelos, estão absolutamente conectados e devem servir para o mesmo propósito de contribuir para o avanço das resoluções e ações.

 



19/06/2012


"A desigualdade é insustentável", uma das exposições no espaço Humanidade 2012 (UNIC Rio / Diego Blanco)

A exposição Humanidade 2012, uma das atividades paralelas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ocupa uma área de cerca de sete mil metros quadrados no Forte de Copacabana por onde já circulou , até a última segunda-feira (18/06), 150 mil pessoas, superando todas as expectativas de público, antes estimadas em uma média de 10 mil por dia.

As atividades previstas no projeto Humanidade 2012 ocorrem em uma estrutura de tubos galvanizados – um edifício-andaime – que sustenta salas suspensas com 170 metros de comprimento, 40 metros de largura e altura, o equivalente a um prédio de seis andares.
Crianças e jovens deixam suas mensagens no Forte de Copacabana, onde ocorre o Humanidade 2012 (UNIC Rio / Diego Blanco)
Ao todo, foram utilizadas 500 mil toneladas de tubos e todo material será 100% reutilizado, já que as estruturas modulares do edifício-andaime são plenamente reaproveitadas.

A exposição recebe visitantes até o encerramento da Rio+20, no dia 22 de junho.

 



17/06/2012


Na primeira etapa do Diálogos Sustentável, iniciado no sábado (16/06) pelo Governo brasileiro com a participação da sociedade civil, foi consenso a necessidade de mudança de paradigmas no que diz respeito ao tema Desemprego, trabalho decente e migrações. que começou sábado na Rio+20. Baseada em pesquisas, a conferencista Sharan Burrow, da Confederação Sindical Internacional, afirmou que os trabalhadores de todo o mundo estão se sentindo fragilizados e sem esperanças em um futuro melhor. Para alterar essa situação, segundo os palestrantes, é necessária uma mudança de paradigma no mundo do trabalho.

Durante a atividade foram escolhidas três propostas sobre o tema a serem enviadas para os Chefes de Estado. A primeira diz respeito à centralidade da educação no mundo do trabalho e do desenvolvimento sustentável. Outro ponto trata da promoção do trabalho decente com a participação de todos. Já o terceiro pede compromisso dos países no apoio aos direito do trabalhador migrante. “Não podemos ter migrantes, especialmente aqueles que migram por causa de catástrofes ambientais, trabalhando sem nenhuma proteção”, diz Burrow.

As propostas ainda podem sofrer alterações e caberá aos presidentes reunidos a partir do dia 20 de junho, quando começa a Rio+20,  incluí-las ou não no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.



16/06/2012


“As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, painel promovido pela Organização das Nações Unidas em parceria com o Governo do Estado de Rio de Janeiro | Painel 1 - Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza |   Da esquerda para a direita: Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ, Antonio Claret Subdiretora Geral de Ciências Naturais da UNESCO, Gretchen Kalonji Assessor Especial do PNUD Brasil para a Rio+20, Eduardo Gutierrez Diretora Executiva Adjunta da ONU Mulheres, Lakshmi Puri Diretora de Meio Ambiente e Energia do PNUD, Veerle Wandeweerd. (UNIC Rio / André F. Kishimoto)Representantes de diversas agências das Nações Unidas firmaram hoje (16/6) um compromisso de fazer com que os aspectos sociais, econômicos e ambientais não sejam tratados isoladamente nos programas de cooperação internacional para o desenvolvimento.

“É possível fazer políticas públicas dirigidas aos três pilares do desenvolvimento sustentável (…), desmetindo alguns dos intelectuais (…) que defendem que é preciso fazer primeiro o econômico, depois o social e o ambiental”, afirmou o Coordenador Residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek. “É imperativo fazer com que os três pilares caminhem juntos”, acrescentou.

Chediek participou da abertura do Seminário “As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, organizado pela ONU em conjunto com o Estado do Rio de Janeiro no Parque dos Atletas.

Contribuição das agências para a Rio+20

No seminário, temas como educação, meio ambiente, habitação, acesso a água, empoderamento das mulheres, desigualdade e outros campos prioritários no trabalho das agências da ONU no Brasil foram abordados na programação, como forma de reforçar o processo prévio da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Participaram do Seminário representantes das seguintes Agências da ONU que atuam no Brasil: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), União Internacional de Telecomunicações (ITU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).



15/06/2012


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apresentou hoje (15/06), em evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), resultados de levantamentos sobre fatores que impulsionam ou desaceleram o desmatamento brasileiro e da avaliação do Plano de Ação para Proteção e Controle do Desmatamento na Amazônia, do Governo Federal  (PPCDAM).

Segundo o pesquisador Jorge Hargrave, o plano foi bem sucedido tanto em decorrência do aumento das ações de fiscalização, multa e monitoramento implementadas pelo governo, quanto pelo aumento expressivo no número de áreas protegidas. Esses são fatores que comprovadamente contribuem para a redução do desmatamento, de acordo com outros estudos do IPEA.

O desmatamento no país caiu 76,9% desde 2004, quando o programa foi instituído. “É inegável que o PPCDAM teve um impacto importante na redução do desmatamento, mas agora é preciso avançar em novas direções”, afirma.

Já entre os fatores que aumentam o desmatamento na região amazônica estão a flutuação no preço da soja e da carne, o subsídio a produtores agrícolas e o estabelecimento de assentamentos.

O estudo de avaliação do PPCDAM recomendou que agora o plano seja concentrado no fomento de atividades produtivas sustentáveis para o oferecimento de alternativas atraentes de renda para a população da região. Também deve ser focada a questão da regularização das terras.

Para Juliano Assunção, da Climate Policy Initative, os estudos apresentados não deixam claro se a diminuição do desmatamento será duradoura. “É preciso que o governo faça coisas novas”, afirmou.

Uma alternativa importante pode estar no uso de terras improdutivas na região. Segundo levantamento do instituto Imazon, há cerca de 11 milhões de hectares de terras subutilizada – uma área maior do que a de toda a produção de cana de açúcar brasileira. “É um prejuízo enorme para o país, tanto sob a perspectiva econômica quanto da ótica ambiental”, afirmou Paulo Barreto, pesquisador da organização.



15/06/2012


O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, destacou hoje (15/06) a contribuição popular para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) através dos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável, durante seu discurso na abertura da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. O projeto é uma iniciativa do Governo brasileiro e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que busca aumentar a participação da sociedade civil na Conferência.

De acordo com o Ministro, o Governo recebeu cerca de um milhão de recomendações do público para o documento final da Rio+20. Cerca de 50 mil pessoas participaram da campanha, cuja votação online encerra hoje.

As 30 recomendações mais votadas pelo público serão discutidas nos Diálogos Rio+20, evento que começa amanhã (16/06) e vai até o dia 19 de junho. As melhores propostas serão transmitidas diretamente aos Chefes de Estado e de Governo que estarão reunidos no Riocentro de 20 a 22 de junho.



13/06/2012


Desenvolvimento sustentável não é possível sem o devido respeito aos direitos humanos. A declaração foi feita pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, nesta terça-feira (12/6), antes da retomada das negociações para o documento final da Rio+20. Pillay irá participar da conferência na próxima semana para pressionar os governos sobre a necessidade da inclusão da questão nas discussões, determinações e acordos.

“Direitos humanos e desenvolvimento sustentável estão inextricavelmente ligados: sem garantias explícitas de direitos humanos, políticas destinadas a promover metas ambientais ou objetivos de desenvolvimento podem ter graves impactos negativos sobre os direitos das pessoas e seus meios de subsistência”, afirmou Pillay.

A última rodada de negociações prévias sobre o documento político da Rio+20, conhecido como “O Futuro Que Queremos”, começa nesta quarta-feira (13/6), no Rio de Janeiro, antes da chegada de mais de 100 chefes de Estado e ministros para tomar as decisões finais na Conferência entre 20 e 22 de junho.

Grito pelos Direitos Humanos

Pillay tem sido uma forte defensora para que a economia verde e os direitos humanos avancem de mãos dadas.

“Simplificando, o desenvolvimento participativo, responsável, não discriminatório e empoderado é mais eficaz, mais justo e, por fim, mais sustentável”, disse a chefe de direitos humanos para os Estados-Membros da ONU em uma carta aberta no início do processo de negociações.

Pillay salientou ainda a necessidade de que os Estados integrem plenamente os princípios dos direitos humanos, deem atenção explícita aos direitos a alimentação, água e saneamento, saúde, educação e desenvolvimento, e incluam a coerência política baseada nesses princípios e avaliação de impacto nos resultados da Rio+20.

As demandas de Pillay têm sido ecoadas por muitos, como mostram as reações entusiasmadas no mundo inteiro, especialmente da sociedade civil, a um “Grito pelos Direitos Humanos no Futuro Que Nós Queremos: #RightsRio”, campanha de mídia social realizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Alguns governos manifestaram, recentemente, o apoio aos direitos humanos nas negociações e propostas relevantes foram levadas adiante.

Retrocesso para Direitos Humanos

“Mas a batalha está longe de ser ganha. A maior parte dos direitos humanos continuam entre colchetes”, adverte Pillay, em referência ao modo como são marcados no documento final os trechos que ainda estão sob discussão. “Vinte anos depois do Rio, a esperança e a expectativa era a de que tivéssemos seguido em frente, e não para trás, nos compromissos de direitos humanos essenciais contidos na Declaração do Rio”.

A chefe de direitos humanos da ONU está organizando com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) um evento sobre “Direitos Humanos no Centro do Desenvolvimento Sustentável”, no Rio de Janeiro, para participar da discussão e se envolver com os negociadores-chave durante a Conferência Rio+20 .


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