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29/08/2012


Rio+20

A Rio+20, uma das maiores conferências convocadas pelas Nações Unidas, inicia uma nova era para implementar o desenvolvimento sustentável – desenvolvimento que integra plenamente a necessidade de promover prosperidade, bem-estar e proteção do meio ambiente. A Conferência foi uma rara oportunidade para o mundo concentrar-se em questões de sustentabilidade – para examinar ideias e criar soluções.

Houve vários desfechos para a Rio+20. Um documento final de 53 páginas, acordado por 188 países, dita o caminho para a cooperação internacional sobre desenvolvimento sustentável. Além disso, governos, empresários e outros parceiros da sociedade civil registraram mais de 700 compromissos com ações concretas que proporcionem resultados no terreno para responder a necessidades específicas, como energia sustentável e transporte. Os compromissos assumidos no Rio incluem 50 bilhões de dólares que ajudarão um bilhão de pessoas a ter acesso a energia sustentável.

Recomendações refletindo as vozes da sociedade civil constituem um terceiro resultado.

“O documento final oferece uma base sólida para o bem-estar social, econômico e ambiental”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, aos participantes durante a cerimônia de encerramento. “Agora é nossa responsabilidade construir sobre esta base. A Rio+20 afirmou princípios fundamentais – renovou compromissos essenciais – e deu-nos uma nova direção.”

OS RESULTADOS DO RIO

O documento político

Países renovaram seus compromissos com o desenvolvimento sustentável na Rio+20 – prometendo promover um futuro econômico, social e ambientalmente sustentável para o nosso planeta e para as gerações do presente e do futuro. Países também reafirmaram os princípios enunciados na Cúpula da Terra de 1992 e em diversas conferências subsequentes sobre desenvolvimento sustentável.

  • A economia verde: Pela primeira vez, países elaboraram sobre o que está – e o que não está – envolvido no desenvolvimento de uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. No documento final, países dedicaram uma seção para detalhar como as políticas econômicas podem ser uma ferramenta para avançar no desenvolvimento sustentável, observando que todos os países estão aprendendo como tornar suas economias mais verdes e aprendendo uns com os outros a partir do compartilhamento de experiências e lições.
  • Lidar globalmente com a sustentabilidade: No Rio, países concordaram com duas medidas que fortalecerão a arquitetura de apoio às ações internacionais de desenvolvimento sustentável. Isto inclui um novo organismo para futura tomada de decisões globais, assim como o fortalecimento da capacidade da ONU de monitorar, avaliar e lidar com questões ambientais.
    • Os países concordaram em estabelecer um fórum político de alto nível sobre desenvolvimento sustentável com adesão universal que reunirá tomadores de decisão de governos e sociedade civil para discussões sobre como integrar as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento sustentável.
    • Os países também concordaram com um fortalecimento significante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente [PNUMA] ao torná-lo um corpo de adesão universal e ampliar seu financiamento. Especificamente, o acordo pede “seguros, estáveis, adequados e ampliados recursos financeiros do orçamento regular da ONU e contribuições voluntárias para cumprir seu mandato.”
  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Reconhecendo o extraordinário sucesso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para promover ações de desenvolvimento humano e combate à pobreza, os países, na Rio+20, concordaram com a necessidade de estabelecer alguns objetivos de desenvolvimento sustentável que são “ações orientadas, concisas e de fácil compreensão” e que sejam de natureza global e universalmente aplicáveis a todos os países. Os ODS, como ficaram conhecidos, serão estabelecidos ao longo dos próximos dois anos com empenho nas áreas prioritárias do desenvolvimento sustentável, ajudando a medir o progresso. O processo para estabelecer esses objetivos será integrado com esforços para repetir o sucesso alcançado pelos ODM e criar estratégias para o caminho a seguir. Um painel será nomeado pelo Secretário-Geral da ONU para considerar opções para depois de 2015, ano término dos ODM, assim como a Assembleia Geral da ONU estabelecerá um painel intergovernamental de 30 membros para desenvolver os ODS.
  • Recursos: Os países concordaram em desenvolver uma estratégia de financiamento do desenvolvimento sustentável para atender os compromissos acordados no Rio, incluindo esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por meio da Assembleia Geral, um processo intergovernamental analisará necessidades de financiamento, considerando a eficácia de instrumentos e estruturas de financiamento existentes e avaliando iniciativas adicionais, com uma visão para preparar um relatório propositivo com opções sobre uma estratégia efetiva de financiamento do desenvolvimento sustentável para facilitar a mobilização de recursos e suas aplicações no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Um comitê intergovernamental, compreendendo 30 especialistas nomeados por grupos regionais, com representação geográfica equitativa, implementará este processo, concluindo seu trabalho em 2014.
  • Produção e consumo sustentáveis: Um quadro de programas sobre produção e consumo sustentáveis foi adotado para guiar os países nos próximos dez anos para tornar seus padrões mais sustentáveis. Na sessão da Assembleia Geral que começa em setembro de 2012, um corpo de Estados-Membros será convocado para adotar as medidas necessárias para liderar a implementação do quadro.
  • Tecnologia: O documento final da Rio+20 pede o fortalecimento da colaboração em pesquisa internacional sobre tecnologias ambientalmente saudáveis e solicitações relevantes de agências da ONU para identificar opções para um mecanismo de facilitação de transferência de tecnologia.
  • Medir o crescimento sustentável: Reconhecendo que as medidas atuais, como o Produto Interno Bruto [PIB], não refletem o progresso nas dimensões social e ambiental do desenvolvimento sustentável, países concordaram que medidas mais amplas de progresso eram necessárias para complementar o PIB. A Comissão de Estatística da ONU foi requisitada a lançar um programa de trabalho nesta área a partir de iniciativas existentes.
  • Relatórios de sustentabilidade empresarial: A Rio+20 deu um grande passo ao encorajar empresas, especialmente de capital aberto e grandes companhias, a considerar a integração de informações de sustentabilidade em seus relatórios periódicos.

Além do documento negociado, o maior legado da Rio+20 são os compromissos voluntários anunciados no Rio para colocar o desenvolvimento sustentável em ação. A Rio+20 mobilizou estimados 513 bilhões de dólares e mais de 700 compromissos voluntários de grupos da sociedade civil, empresas, governos, universidades e outros listados no principal website da Rio+20.

Para o Secretário-Geral da ONU, “se o documento final é a base para a próxima etapa da nossa jornada para o desenvolvimento sustentável, os compromissos anunciados no Rio são os tijolos e o cimento. Eles serão um concreto e duradouro legado da Rio+20.”

Compromissos no valor de bilhões de dólares foram feitos para aumentar o acesso a energia limpa; melhorar a eficiência energética; e ampliar o uso de energias renováveis. Um grande compromisso foi assumido para financiar a mudança para modos mais sustentáveis de transporte ao longo da próxima década.

  • Iniciativa da ONU Energia Sustentável para Todos: Mais de 50 governos da África, Ásia, América Latina e pequenas ilhas estão desenvolvendo planos e programas energéticos para atingir os três objetivos da iniciativa – assegurar acesso a energia, dobrar a eficiência energética e dobrar o compartilhamento de energia renovável – tudo até 2030. Empresas e investidores comprometeram-se com mais de 50 bilhões de dólares para alcançar os três objetivos da iniciativa. Mais de um bilhão de pessoas serão beneficiadas pelos compromissos dos setores público e privado com o Energia Sustentável para Todos. Alguns exemplos:
    • d.Light Design, um empreendedor social, está comprometido em oferecer lampadas solares para 30 milhões de pessoas em mais de 40 países até 2015.
    • Gana, um dos primeiros países parceiros da iniciativa, está desenvolvendo um plano de ação nacional de energia para apoiar a capacidade de desenvolvimento e mecanismos inovadores de financiamento.
    • Sinopec, a quinta maior companhia do mundo, prometeu um bilhão de dólares em compromissos para melhorar a pegada ambiental e a energia da empresa até 2015, o que inclui reduzir o consumo de água e as emissões de resíduos, aumentando a eficiência energética.
    • Os Estados Unidos anunciaram que proverão dois bilhões em subsídios, empréstimos e garantias de empréstimos para o desenvolvimento de políticas e regulamentação, parcerias público-privadas em tecnologia energética, além de empréstimos e garantias de empréstimos para impulsionar o investimento privado em tecnologia de energia limpa.
  • Transporte sustentável: A iniciativa de Transporte Sustentável de Baixo Carbono – SloCaT – reuniu oito bancos de desenvolvimento multilateral, liderados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, que anunciou que eles oferecerão financiamento de mais de 175 bilhões de dólares até 2020 para apoiar o transporte sustentável em países em desenvolvimento. Congestionamento, ar poluído, acidentes em rodovias e mudança climática relacionada ao transporte pode custar a um país de 5% a 10% de seu PIB anual. O setor de transporte é agora a fonte de gases de efeito estufa que mais cresce, um resultado de décadas de planejamento urbano que concentrou-se na melhoria da mobilidade para automóveis em detrimento dos usuários de transporte público, ciclistas e pedestres. Esta iniciativa, acompanhada de outros 16 compromissos assumidos no Rio, marca a maior mudança para o transporte sustentável.
  • Oceanos: O Banco Mundial anunciou que mais de 80 países, grupos da sociedade civil, companhias privadas e organizações internacionais declararam apoio à nova Parceria Global pelos Oceanos.
  • Empresas: Mais de 200 compromissos para o desenvolvimento sustentável feitos por empresas foram anunciados na conclusão do Fórum de Sustentabilidade Corporativado Pacto Global, incluindo:
    • Kingfisher, o maior varejista europeu de materiais de construção e itens de melhoria para casas, prometeu usar 100% de madeira e papel de fontes responsáveis em todas as suas operações até 2020.
    • A Microsoft afirmou que alcançará a neutralidade de carbono por meio de ações compensatórias.
    • A Unilever está lançando um movimento para reduzir o impacto dos gases de efeito estufa de seus produtos.
    • A meta da Nike é de zero descarga de substâncias químicas perigosas em toda sua cadeia de suprimentos até 2020.
    • 23 companhias prometeram transparência e divulgação de seus impactos sobre as mudanças climáticas.
  • Desenvolvimento sustentável e educação: 260 grandes escolas econômicas e universidades de todo o mundo aprovaram uma Declaração para Instituições de Ensino Superior, comprometendo-se a incorporar questões de sustentabilidade no ensino, pesquisa e em suas próprias gestões e atividades organizacionais.
  • Segurança alimentar e agricultura sustentável: O Secretário-Geral da ONU lançou o ‘Desafio Fome Zero’ na Rio+20, apelando a todas as nações para que sejam corajosamente ambiciosas ao trabalharem por um futuro onde todas as pessoas desfrutem do direito a alimentação e todos os sistemas alimentares sejam resilientes. O objetivo do desafio é fornecer 100% de acesso a alimentação adequada durante o ano inteiro, aumentando a produtividade e acabando com o desperdício de alimentos. Vários países já entraram no desafio. O Reino Unido, por exemplo, prometeu 150 milhões de libras esterlinas (aproximadamente 234 milhões de dólares) para ajudar pequenos agricultores a alimentar milhões de pessoas.
  • Sustentabilidade e ciência: Uma nova plataforma de dez anos para para coordenar a pesquisa científica para sustentabilidade global, chamada de “Terra do Futuro”, foi apresentada na Rio+20 para oferecer alertas prévios sobre riscos ambientais e encontrar as melhores soluções científicas para os problemas transdisciplinares de satisfazer as necessidades humanas de comida, água, energia e saúde. ‘Terra do Futuro’ também busca promover e incentivar jovens cientistas. A aliança Terra do Futuro é patrocinada pelo Conselho Internacional para a Ciência (ICSU, na sigla em inglês), uma organização não governamental baseada em Paris com associados de 121 organismos científicos nacionais e 30 sindicatos científicos internacionais. Também no Rio, o Governo brasileiro anunciou a criação do Rio+Centre, o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. O Rio+Centre facilitará a pesquisa, a troca de conhecimento e o debate internacional sobre desenvolvimento sustentável. Seus parceiros incluem o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura do Rio e diversas agências da ONU, assim como instituições acadêmicas, empresas e grupos da sociedade civil.

Os desafios que enfrentamos: Os resultados da Rio+20 são um importante passo para lidar com problemas críticos como o crescimento continuado das emissões que estão causando as mudanças climáticas e a perda de habitat que gera perda de biodiversidade. Aqui, alguns dos desafios que o mundo está enfrentando:

  • Dois terços dos serviços que a natureza oferece para a humanidade estão em declínio, assim como a maioria dos habitats, e o ritmo de espécies em extinção parece estar acelerando.
  • As emissões globais anuais de dióxido de carbono de combustíveis cresceram 38% entre 1990 e 2009, com aumento maior após o ano 2000.
  • 20% da população mundial ainda carece de acesso a eletricidade e 2,7 bilhões de pessoas ainda dependem de biomassa para cozinhar.
  • 85% de todas as espécies de peixes estão sobre-exploradas, esgotadas, em recuperação ou plenamente exploradas.
  • Globalmente, a pobreza ainda mantém 57 milhões de crianças fora da escola primária e cerca de 16% dos adultos – 793 milhões, dos quais 1/3 mulheres – carecem de habilidades básicas de alfabetização.
  • O mundo ainda está perdendo cobertura florestal em uma taxa alarmante, cerca de 5,2 milhões de hectares de perda líquida por ano, apesar de a taxa de desmatamento mostrar agora sinais de redução.

Plano de fundo: A Assembleia Geral da ONU apelou para que a Rio+20 garantisse compromisso político renovado para o desenvolvimento sustentável, analisasse o progresso e as lacunas na implementação de resultados da maior cúpula sobre desenvolvimento sustentável, e enfrentasse os novos e emergentes desafios. Decidiu que os dois temas da Conferência seriam a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável. A meta primordial da Rio+20 era estimular a ação sobre desenvolvimento sustentável.

A Conferência foi convocada no 20º aniversário da Cúpula da Terra de 1992, também realizada no Rio de Janeiro, onde o mundo reuniu-se para adotar a Agenda 21, o modelo do desenvolvimento sustentável, talvez um dos mais extensos e complexos documentos já negociados. Duas convenções – sobre mudança climática e biodiversidade – foram assinadas na Cúpula da Terra, e as negociações começaram em um terço, para combater a desertificação.

No entanto, nos anos seguintes, a implementação da Agenda 21 mostrou-se difícil. Houve progressos na redução do número de pessoas vivendo na pobreza – a porcentagem da população mundial vivendo na pobreza absoluta caiu de 46% em 1992 para 27% em 2005. Mas mudanças nos principais sistemas ambientais do mundo, destacadas pelos aumentos de temperatura e elevação na frequência e severidade de secas e inundações, são sem precedentes e os esforços para reduzir a taxa ou a extensão da mudança ainda não funcionaram.

Rio+20 em números: Mais de 100 países foram representados por Chefes de Estado ou de Governo; participantes incluíram 57 Chefes de Estado, oito Vice-Presidentes, 31 Chefes de Governo e nove Primeiros-Ministros. Adicionalmente, 487 ministros compareceram.

Foram 30 mil participantes; 45 mil credenciais foram emitidas para ingresso no local da conferência. Ao longo dos dez dias relacionados com a Rio+20, de 13 a 22 de junho, aconteceram 498 eventos paralelos no Riocentro, onde a conferência foi realizada. O evento utilizou 205 quilômetros de cabos de rede de fibra ótica e teve capacidade de acesso a internet sem fio de até 32 mil usuários simultâneos.

Mais de 4 mil jornalistas estiveram no Rio para cobrir a conferência e, mundialmente, mais de 160 mil matérias foram publicadas sobre a Rio+20.

A participação na Conferência estendeu-se muito além do Rio. Virtualmente, mais de 50 milhões de pessoas compartilharam ou visualizaram ideias e pensamentos sobre desenvolvimento sustentável e o futuro que elas querem, e mais de um bilhão de impressões foram geradas no Twitter com #Rioplus20.

Postagens em língua portuguesa foram amplamente vistas, com a campanha brasileira sobre a Rio+20 alcançando mais de um milhão de pessoas no Facebook.

Para mais informações sobre a Rio+20, visite www.uncsd2012.org e www.onu.org.br/rio20

CONTATOS PARA A IMPRENSA

Departamento de Informação Pública da ONU: Dan Shepard, tel. +1-212-963-9495, [email protected], ou Morana Song, tel. 1-212-963-2932, [email protected]

No Brasil, pelo email [email protected] ou (21) 2253-2211.



28/06/2012


O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, participou hoje (28/6) de um encontro na Assembleia Geral, na sede de Nova York, para comentar os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Leia abaixo a declaração de Ban Ki-moon na íntegra:

“Obrigado por me convidarem a falar hoje.

Voltei no sábado [23/6] da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Imediatamente antes, eu estava em Los Cabos, no México, para a Cúpula do G20.

Em Los Cabos, encorajei os líderes a se concentrarem em reduzir a pobreza, criar empregos e priorizar o desenvolvimento sustentável.

E, no Rio, vi que os governos do mundo estão preparados para fazer exatamente isso.

Cheguei com a notícia de que o documento final da Rio+20 – O Futuro que Nós Queremos – havia sido acordado.

Isso representa uma vitória importante para o multilateralismo depois de meses de difíceis negociações.

Eu agradeço à Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e sua equipe pela liderança e pela diplomacia que nos trouxe a esta conclusão frutífera.

Agradeço também aos muitos membros da Assembleia Geral cujos negociadores estavam trabalhando dia e noite com um senso de flexibilidade e compromisso.

E também agradeço ao Subsecretário-Geral Sha Zukang e sua equipe, que tem trabalhado como Secretário-Geral da Conferência e que fez desta Conferência Rio+20 um grande sucesso.

Excelências,

Deixe-me ser claro. A Rio+20 foi um sucesso.

No Rio, vimos a evolução de um movimento global inegável para a mudança.

Mais de 100 Chefes de Estado ou de Governo estiveram representados na Conferência. Muitos outros envolvidos diretamente a partir de suas capitais.

E a sociedade civil e o setor privado tiveram um papel sem precedentes.

O essencial da Rio+20 é o documento final. Isso fornece uma base sólida para construir um futuro sustentável.

Há muitos destaques sobre O Futuro que Nós Queremos – muitos para listar aqui – então deixe-me selecionar apenas sete.

Primeiro – e mais importante –, a Rio+20 renovou e reforçou o compromisso político para o desenvolvimento sustentável.

Equilibrou as visões de 193 Estados-Membros das Nações Unidas e reconheceu a pobreza como o maior desafio para o bem-estar econômico, social e ambiental.

Em segundo lugar, vocês – os Estados-Membros – concordaram em lançar um processo para estabelecer objetivos universais de desenvolvimento sustentável, ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável].

Os ODS estarão baseados em nossos avanços no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio [ODM], e eles serão parte integral do quadro de desenvolvimento pós-2015.

O Sistema das Nações Unidas vai trabalhar em estreita colaboração com os Estados-Membros para desenvolver os ODS e as ferramentas que precisamos para medir o seu sucesso.

Em terceiro lugar, o documento enfatiza a importância da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. Esta é uma prioridade importante para mim. É fundamental para o desenvolvimento sustentável. Recomendo aos Estados-Membros que enfatizem esta importante questão.

Em quarto lugar, as parcerias.

Os governos permanecem no centro. Mas sabemos que os governos sozinhos não podem fazer o trabalho. Precisamos da participação ativa e apoio de todos os principais grupos da sociedade civil, incluindo o setor privado.

Para o meu segundo mandato, identifiquei as parcerias como um meio central de alcançar nossos principais objetivos. Nossas parcerias sobre a saúde das mulheres e das crianças, segurança alimentar e nutricional, e Energia Sustentável para Todos estão tendo um impacto crescente.

Em quinto lugar, o documento final concorda em fortalecer a arquitetura para apoiar ações internacionais para o desenvolvimento sustentável.

Isto inclui o estabelecimento de um fórum político de alto nível sobre o desenvolvimento sustentável e do fortalecimento do Programa da ONU para o Meio Ambiente [PNUMA].

Em sexto lugar, a Rio+20 adotou um quadro de dez anos de Programas sobre o Consumo e a Produção Sustentáveis.

Além disso, o documento final reconheceu a necessidade de ir além do produto interno bruto [PIB] como uma medida do progresso, e reconheceu o papel que a economia verde pode desempenhar na redução da pobreza, no crescimento econômico e na preservação ambiental.

O Sistema das Nações Unidas tem uma experiência considerável neste domínio e está pronto para trabalhar com todos os Estados-Membros que desejam explorar as opções da economia verde.

Em sétimo lugar, a Rio+20 reconheceu o direito à alimentação e a importância da segurança alimentar e nutricional para todos. Reconheceu que estes podem ser alcançados através da agricultura e dos sistemas alimentares sustentáveis.

Na Rio+20, lancei o Desafio Fome Zero. Trabalhando com governos, sociedade civil, empresas e parceiros de desenvolvimento, pretendemos proporcionar um melhor acesso a alimentos nutritivos para todos. Queremos acabar com a desnutrição infantil, promover sistemas alimentares sustentáveis, aumentar a produtividade dos pequenos agricultores e parar a perda e o desperdício de alimentos.

Excelências, Senhoras e Senhores,

Se o documento final é a base para a próxima fase da nossa jornada para o desenvolvimento sustentável, os compromissos anunciados no Rio são os tijolos e o cimento.

Eles serão um legado concreto e duradouro da Rio+20.

Eles nos ajudarão a implementar a nossa visão em todas as regiões.

Mais de 700 compromissos foram registrados.

Entre eles estão os compromissos em matéria de transporte sustentável de oito bancos multilaterais, liderados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento.

Outro grande destaque dos compromissos é a Energia Sustentável para Todos.

Energia é o fio dourado que liga inclusão, desenvolvimento social e proteção ambiental.

Mais de um bilhão de pessoas serão beneficiadas de compromissos públicos e privados para uma Energia Sustentável para Todos nas próximas duas décadas.

Mais de 50 governos estão avançando, com outros se unindo todos os dias.

Mas os compromissos do Rio não param por aí.

A Iniciativa de Sustentabilidade na Educação Superior atraiu centenas de apoiadores e compromissos de 250 universidades em cerca de 50 países.

Esta iniciativa é transformadora, de alcance global e poderá chegar a milhares de graduados das universidades e escolas de negócios.

E não nos esqueçamos das 64 milhões de ações individuais trazidas pela iniciativa “Ações Voluntárias Contam”, liderada pelos Voluntários das Nações Unidas.

Esta é uma prova notável do compromisso crescente e de base.

É mais uma demonstração de como a Rio+20 está mobilizando um movimento global para a mudança.

A Rio+20 foi também a primeira Conferência da ONU que se concentrou em atrair as pessoas em todo o mundo por meio das redes sociais.

Centenas de milhões de pessoas de todo o mundo se uniram à conversa ‘online’ para compartilhar suas visões para o futuro e exigir ação.

E a conversa continuará.

O mundo está assistindo e manterá a todos nós como responsáveis perante os compromissos assumidos no Rio de Janeiro.

Excelências,

Imediatamente antes da Rio+20, o Governo do Brasil ajudou a organizar a Cúpula dos Povos.

Eu conheci os seus representantes no último dia da Conferência, e escutei suas preocupações.

A Cúpula dos Povos nos lembra que a Carta das Nações Unidas começa com as palavras “Nós os povos”.

O desenvolvimento sustentável é sobre pessoas – o bem-estar dos indivíduos, famílias, comunidades e nações.

A Rio+20 nos deu uma nova chance.

Não foi um fim, mas um novo começo – um marco em uma jornada essencial.

A Rio+20 reafirmou princípios essenciais para o desenvolvimento sustentável.

Deu-nos avanços em uma série de questões setoriais e institucionais.

E trouxe novos compromissos a partir de uma ampla gama de parceiros.

Excelências, Senhoras e Senhores,

Agora começa o trabalho.

Nós temos as ferramentas. Vamos usá-las para tornar este mundo sustentável para todos.

Obrigado.”



25/06/2012


Rio+20 em Números. Foto: UNIC Rio/Diego Blanco

Durante nove dias (13 a 22 de junho), milhares de eventos foram realizados no período que antecedeu e durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em todo Rio de Janeiro, incluindo mais de 500 eventos oficiais e paralelos no Centro de Convenções Riocentro, onde a Conferência foi realizada.

A Rio+20 foi a maior Conferência da ONU já realizada, com ampla participação de líderes dos setores privado, do governo e da sociedade civil, bem como funcionários da ONU, acadêmicos, jornalistas e o público em geral.

Abaixo estão alguns dados da Rio+20.

Compromissos

No total, serão investidos 513 bilhões de dólares somente nos 13 principais projetos, bem como nas demais parcerias, programas e ações nos próximos 10 anos nas áreas de transporte, energia, economia verde, redução de desastres e proteção ambiental, desertificação, mudanças climáticas, entre outros assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável.

705 compromissos voluntários para o desenvolvimento sustentável registrados por governos, empresas, grupos da sociedade civil, universidades e outros.

Participantes no Riocentro, até o fechamento em 22 de junho

  • Total de participantes: 45.381
  • Delegações de 188 Estados-Membros e três observadores
  • Mais de 100 Chefes de Estado e de Governo
  • Delegados: aproximadamente 12.000
  • ONGs e Major Groups: 9.856
  • Mídia: 4.075
  • Credenciais para os dias dos Diálogos para a sociedade civil (16 a 19): 1.781
  • Pessoal de Segurança: 4.363
  • Cerca de 5.000 pessoas trabalharam no Riocentro diariamente.

Voluntários

  • 1.500 pessoas se ofereceram para o trabalho voluntário, incluindo os jovens, selecionadas a partir de escolas técnicas, estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro, estudantes universitários e profissionais de todo o Brasil.
  • Cerca de 700 jovens de comunidades vulneráveis ​​foram selecionados.
  • 5% dos voluntários eram pessoas com deficiência.

Sobre o Riocentro

  • Área total do Riocentro: 571 mil m², dos quais 100 mil m² foram construídos para a Rio+20.
  • 205 km de rede de cabo de fibra óptica.
  • Acesso a Internet sem fio para até 32.000 usuários simultâneos.
  • 8 km de cabos telefônicos.
  • Mais de 5.000 equipamentos de TIC (computadores, equipamentos de rede).
  • Capacidade de rede equivalente a uma cidade de 120.000 habitantes.
  • Infraestrutura compartilhada de 600 estações de trabalho.
  • 17 restaurantes na praça de alimentação.
  • 36 portais de raios-X.

Transporte para o Riocentro

  • Cerca de 350 ônibus transportaram os participantes credenciados.
  • Sete linhas de ônibus ligadas a partir do Centro, Zona Sul e Barra da Tijuca até o Riocentro.
  • Duas linhas conectadas a partir de dois aeroportos do Rio de Janeiro à área de hotéis.

Parque dos Atletas

  • Próximo ao Riocentro, uma área de exposição, aberta ao público em geral, foi criada no Parque dos Atletas para mostrar práticas de desenvolvimento sustentável, com exposições de 57 países (área total de 7.000 m²) e 33 organizações internacionais e agências especializadas (área total de 1.305 m²).

Hotéis

  • Segundo a Associação Brasileira de Hotéis do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação dos hotéis foi de 95% durante os nove dias.

Acesso a informação

  • 161 totens (pontos de informação eletrônicos) foram instalados nos principais hotéis, aeroportos e outros locais pela cidade com informações sobre o evento, dicas para o turismo na cidade, opções de transporte, a agenda da Conferência, mapas e outros serviços de informação, todos em português, inglês e espanhol.

Fontes: Nações Unidas e do Comitê Nacional Organizador (CNO) do Brasil para a Rio+20.

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25/06/2012


Chefes de vinte agências da ONU em encontro com o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, no Parque dos Atletas, durante a Rio+20 (UNIC Rio / Diego Blanco) O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou na sexta-feira (22/06), último dia da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que anunciará em breve um Representante Especial da ONU para a Juventude. A declaração foi feita em reunião com chefes de 19 agências, programas e alto comissariados do Sistema ONU.

Na opinião de Ban, o maior empoderamento dos jovens é parte dos avanços necessários para o desenvolvimento sustentável. “Nós dissemos que os jovens vão liderar o futuro, mas eles também lideram o presente.”

Para o Diretor Executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, a ONU precisa participar mais da realidade da juventude. “Precisamos dar espaço para os jovens.”

Já a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, defendeu o acesso à escola. “Sem educação, não teremos expertise e uso do potencial total do desenvolvimento sustentável.”



25/06/2012


Relatório Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana é lançado na Rio+20 (ACNUR).

As mudanças climáticas e os desastres naturais aumentam a vulnerabilidade de solicitantes de refúgio, refugiados, apátridas e deslocados internos. Essa é a conclusão do relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) “Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana”, lançado na quinta-feira (21/06) na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

As mudanças climáticas, diz o relatório, levam à escassez de água e alimentos, problemas na administração de campos e abrigos e intensificam os deslocamentos forçados. O documento do ACNUR pede que sejam criados novos fundos criativos, soluções sustentáveis e abordagens inovadoras para a proteção, mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O órgão da ONU para refugiados estabeleceu como metas para a Rio+20 a promoção do uso eficiente de energia e de fontes renováveis em campos de refugiados. O reflorestamento desses campos também entraram na lista de objetivos.

O relatório lembra que pessoas que ultrapassaram fronteiras devido a razões ambientais não são consideradas refugiadas dentro da Convenção de Refugiados de 1951. A Noruega, Suíça, ACNUR e o Conselho da Noruega para Refugiados já lançaram a “Iniciativa Nansen” para que esses deslocados por motivos ambientais recebam proteção.

Para conferir o relatório completo, clique aqui.



25/06/2012


Há 50 anos a Inter Press Service (IPS), agência de notícias global, foca sua atuação no jornalismo independente sobre justiça social , direitos humanos e desenvolvimento, com o apoio do Conselho Social e Econômico da ONU (ECOSOC, sigla em inglês). Durante a Rio+20 a IPS lançou, em 21 de junho, uma rede de jornalistas e a webtv IPS, que vão entrar em operação em 2013 com o intuito de dar mais voz aos países pobres e em desenvolvimento do Sul do Planeta, abordando temas sobre o desenvolvimento sustentável, meio ambiente, direitos, energia, alimentos, sociedade civil, entre outros.

Na apresentação das iniciativas esteve presente o Presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Nasser, que destacou que o lançamento da iniciativa na Rio+20 não foi à toa. “Aqui no Rio de Janeiro estamos tendo a oportunidade geracional de criar o Futuro que nós Queremos. Estamos passando por grandes transformações nas comunicações e nosso trabalho deve apoiar a informação livre e o direto de expressão, deve contribuir com a solidariedade e o desenvolvimento sustentável. A IPS é tradicional na cobertura de assuntos da agenda multilateral em 130 países e agora a webtv vai possibilitar uma maior disseminação e interação entre os agentes da sustentabilidade”.



24/06/2012


Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e Administradora Geral do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) fecham acordo para criar Centro Rio+ durante a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. (UNIC Rio / Diego Blanco)O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar o Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável, apelidado de Centro Rio+, que vai dar continuidade aos diálogos e decisões tomadas na Rio+20. A Administradora Geral do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark, e a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinaram na sexta-feira (22/06) o documento fundador do novo órgão.

De acordo com Helen Clark, o Centro Rio+ será o coordenador das ideias e ações da agenda política multilateral em torno do desenvolvimento sustentável. “Uma das formas de fazer as coisas da melhor forma é saber como os outros fazem melhor. No Centro Rio+ as informações sobre cooperação e melhores práticas sobre desenvolvimento sustentável serão centralizadas e apresentadas de forma integrada para serem discutidas e aplicadas por governos e sociedade civil”.

O Centro Rio+20, localizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ilha do Fundão, será financiado por um fundo de doações voluntárias das entidades apoiadoras e já conta com cerca de 5 milhões de dólares em caixa. A Prefeitura da capital, o Governo estadual do Rio de janeiro, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e diversas ONGs também apoiam o Centro Rio+.



22/06/2012


Plenária na Rio+20 UNIC Rio / Vitor Brunoro.
As delegações dos 188 Estados-Membros presentes na Rio+20, acompanhados por mais três observadores, aprovaram na noite de sexta-feira (22/06), no encerramento da Conferência, o documento “O Futuro que Queremos”. Após decisão consensual em assembleia, as delegações expressaram contentamento com os esforços multilaterais, mas também reservas de interpretação para pontos específicos do documento.

Bolívia, Venezuela, Equador, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Noruega e Santa Sé apresentaram reservas e comentários que, segundo o Negociador-Chefe do Brasil na Rio+20, Embaixador Luiz Alberto Figueiredo, serão acrescentados à Ata da Assembleia. As reservas foram direcionadas a temas como, por exemplo, a definição da economia verde, a racionalização dos recursos energéticos, o direito a água e os direitos reprodutivos. Alguns dos parágrafos mencionados foram 56, 121, 225, 253, 267 e 272.

“Avançamos, mas perdemos oportunidade histórica.”, disse a delegação da Suíça exemplificando, em seguida, com o tema dos direitos reprodutivos no documento final. A Islândia classificou esses direitos como inegociáveis.

“Tenho que respeitar quem pensa diferente de mim”

Em coletiva de imprensa pouco antes do encerramento da Conferência, a Presidenta Dilma Rousseff, reconheceu que o mundo precisa de muito mais rapidez nas decisões para enfrentar os desafios ambientais, sociais e econômicos.

A Presidenta lamentou o fato de ainda ser preciso avançar em temas como o financiamento para o desenvolvimento sustentável, mas destacou o multilateralismo como uma das principais conquistas da Rio+20. “Hoje é tempo de multilateralismo, que se constrói consensos históricos, o consenso possível. Não há método único. Tenho que respeitar quem pensa diferente de mim”.

Ela anunciou aumento do financiamento do Brasil e da China para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em torno de 6 milhões de dólares, além de ajuda de 10 milhões de dólares para países africanos e pequenas ilhas. As propostas seguirão ainda para o Congresso Nacional.

“Agora começa o trabalho”

“O documento final fornece fundação firme para um um bem-estar social, econômico e ambiental”, disse o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, no encerramento da Rio+20.

De acordo com ele, o texto demonstra acordo sobre a criação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um plano de dez anos para produção e consumo sustentáveis, a importância das questões de gênero, do direito a água e comida, além da urgência em se combater a pobreza.

Ban Ki-moon também enfatizou o poder da Rio+20 em mobilizar sociedade civil, governos, bancos multilaterais e setores privados. Todos assumiram, voluntariamente, quase 700 compromissos, representando centenas de bilhões de dólares.

“A Rio+20 afirmou princípios fundamentais, renovou compromissos essenciais, e nos deu novas direções. Chega o fim das discussões e agora começa o trabalho”, disse.



22/06/2012


Relatório do PNUMA alerta para riscos envolvendo a pescados no mundo e outras fontes de alimento. (Relatório PNUMA)O Cientista-chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Joseph Alcamo, afirmou na quinta-feira (20/05) que um terço do pescado mundial está sobrecarregado e muitos dos habitats aquáticos estão gravemente afetados.

Um dos responsáveis apontados pelo cientista por esse desequilíbrio é a construção de infraestruturas como barragens em rios. Essas construções estão destruindo e modificando o habitats dos peixes, defende Alcamo.

De acordo com o Cientista-Chefe do PNUMA, mais de 50% dos maiores rios do mundo já foram modificados por barragens em seu canal principal. Nos afluentes, a estatística aumenta para 59%.

Sobre agricultura, o Cientista-Chefe comentou que há um excesso no uso de fertilizantes e que há grandes riscos que a ocorrerência de secas aumente no futuro.

Ele participou do lançamento do relatório Evitando a Fome Futura: Fortalecendo a base Ecológica da Segurança Alimentar através de Sistemas Alimentares Sustentáveis, durante a Rio+20, no Riocentro.

Clique aqui para acessar o relatório.

 



22/06/2012


Em um movimento para uma maior sustentabilidade, a Conferência Rio+20 é a primeira grande conferência da ONU em que se realizou o programa “PaperSmart”, que pretende reduzir o uso de papel, reduzindo significativamente a consumo de papel em até 20 milhões de folhas.

A redução do uso de papel tem sido acompanhada por uma série de esforços do governo brasileiro para tornar a Conferência mais sustentável, em linha com os objetivos da Rio+20.

“Normalmente, em uma conferência grande como a Rio+20, teriam sido usadas mais de 20 milhões de folhas de papel”, disse Magnus Olafsson, que está dirigindo a iniciativa da ONU PaperSmart. “Mas para a Rio+20 esperamos utilizar menos de um milhão.”

Ele disse que os delegados e participantes até agora têm se adaptado rapidamente ao modelo PaperSmart. “Durante os três dias da reunião preparatória final para a Rio+20, não havia um único pedido de impressão de qualquer dos documentos oficiais. Os pedidos de impressão foram limitados ao texto em negociação pelos grupos. Curiosamente, estes pedidos eram limitados às poucas páginas que o grupo havia planejado para negociar e não o texto todo de 90 página, o que teria sido comum em conferências anteriores.”

“PaperSmart” não significa “sem papel”, e as Nações Unidas reconhecem que ainda existem grandes quantidades de papel a ser distribuídos em todo o local da Conferência. No entanto, a quantidade de papel em circulação é muito menor do que em conferências anteriores.


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