Postagens com a tag ‘PNUMA’



21/06/2012


Uma nova iniciativa internacional para acelerar a transição global para uma economia verde através da utilização ddo poder de mudança de mercados dos gastos de governos e autoridades locais foi anunciada na quarta-feira (20/09), na Rio+20, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e por parceiros.

Apoiada por mais de 30 governos e instituições, a Iniciativa de Contratação Pública Sustentável Internacional (SPPI) pretende aumentar o nível de gastos públicos dirigidos para bens e serviços que maximizem benefícios ambientais e sociais.

Estudos indicam que contratações públicas sustentáveis (SPP), que representam de 15 a 25% do PIB, oferecem uma oportunidade formidável para inovação e sustentabilidade verdes.

Exemplos em todo o mundo mostram que a contratação pública sustentável tem o potencial de transformar mercados, estimular a competitividade de eco indústrias , economizar, conservar recursos naturais e promover a criação de empregos.

No grupo de países da OECD, a contratação pública representa cerca de 20% do PIB (mais de US$ 4,733 trilhões anuais). Em países em desenvolvimento, a proporção pode ser ligeiramente maior.

Na Índia, por exemplo, as contratações públicas representam cerca de US$ 300 bilhões e espera-se que cresça mais de 10% ao ano nos próximos anos.

A política de compra verde do Japão tem contribuído para o crescimento das eco indústrias do país, com valor estimado em cerca de € 430 bilhões em 2010.
A cidade de Viena economizou € 44,4 milhões e mais de 100.000 toneladas de CO2 entre 2001 e 2007 com o programa EcoBuy.

A Europa pode economizar até 64% de energia, ou 38 TWh de eletricidade, com a substituição da iluminação pública por soluções mais inteligentes.

Em Hong Kong, a substituição de semáforos incandescentes por LED gerou uma economia de US$ 240.000 ao longo da vida útil dos módulos de LED, o que também permitiu uma economia anual de 7,88 milhões KWh de eletricidade e uma redução de 5.500 toneladas de emissões de CO2.

No Brasil, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação conseguiu economizar 8.800 m3 de água, 1.750 toneladas de detritos e 250 kg de compostos organohalogenados com a decisão de substituir cadernos convencionais por outros fabricados com papel reciclado em 2010.

A nova iniciativa de SPP tenta dar apoio à implementação global de contratações públicas sustentáveis através da promoção de um melhor entendimento dos seus benefícios e impactos e da facilitação de uma maior colaboração entre partes interessadas importantes.

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21/06/2012


Apesar de defender que há avanços no documento final da Rio+20, o Presidente da França, François Hollande, afirmou na quarta-feira (20/06) que continuará a lutar por duas medidas não adotadas: a criação de uma agência especializada para o desenvolvimento e metas mais específicas de financiamento para o desenvolvimento sustentável.

Hollande afirmou que uma nova agência seria importante para criar uma maior coerência nas discussões sobre desenvolvimento sustentável. “Essa agência permitiria um engajamento multilateral e unir todas as conferências a partir de uma mesma perspectiva e uma mesma organização.”

Sobre o financiamento, o Presidente francês disse ser favorável a uma taxação adicional sobre transações financeiras e sobre o carbono para financiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.



17/06/2012


Países devem acelerar o processo de transição de uma estrutura contábil baseada em renda para uma estrutura contábil de riqueza, recomenda o relatório sobre Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), lançado hoje (17/06) pela Universidade das Nações Unidas (UNU) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O IRI vai além Produto Interno Bruto (PIB) e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para incluir uma ampla gama de ativos – como o capital manufaturado, humano e natural – para apresentar as perdas causadas pelo crescimento econômico para as próximas gerações no total das riquezas de um país, tornando a análise e a formulação de políticas mais fieis à realidade.

“A importância em cuidar de todo o leque de bens de capital de um país torna-se particularmente evidente quando o crescimento populacional é levado em conta”, afirmou Diretor Executivo do Programa Internacional de Dimensões Humanas sobre Mudança Ambiental Global da UNU, professor Anantha Duraiappah.

Para o professor, o crescimento econômico apresentado pelo PIB mascara o fato de que os recursos naturais estão se esgotando.

O documento conclui que 25% dos países com tendência positiva quando medido pelo PIB per capita e pelo IDH, computaram IRI per capita negativo; o capital humano tem aumentado em todos os países e é a forma de compensar a diminuição do capital natural na maioria das economias.



17/06/2012


Uma série de políticas transformadoras e inspiradoras de iniciativa de cidades e governos locais, que podem ajudar a criar um século 21 sustentável, foi destacada em um relatório divulgado neste sábado (16/06) pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O Panorama Ambiental Global 5 (Global Environment Outlook) – GEO-5 para Governos Locais cita dezenas de políticas, desde sistemas “de estabelecer um teto e negociar” (Cap and Trade) em Tóquio até a gestão ambiental em Windhoek, na Namíbia, que mostram que a ação transformadora no nível local pode contribuir com as metas globais e retardar ou interromper a degradação ambiental.

O relatório afirma que os governos locais têm papel central no desenvolvimento sustentável, moldando a transição para uma economia verde, e faz recomendações que podem apoiar esse trabalho e ajudar a transferência/transposição de suas políticas bem sucedidas para outras cidades e países.

O estudo, lançado recentemente, é um relatório complementar ao GEO-5, uma avaliação abrangente sobre a situação do meio ambiente, coordenada pelo PNUMA.

O relatório GEO-5 adverte que se a humanidade não mudar urgentemente seus padrões insustentáveis de produção e de consumo de recursos naturais, os governos deverão lidar com níveis de danos e degradação sem precedentes.

Cidades e governos locais, que já se ressentem de muitas tensões ambientais, terão que enfrentar novos desafios, principalmente frente ao crescimento das populações e da urbanização, identificadas pelo GEO-5 como as principais impulsionadoras da mudança ambiental.

A segurança energética, o acesso à água e ao saneamento, e a biodiversidade podem ser afetados de forma negativa pelo crescimento das cidades, a menos que os governos locais os inclua no plano diretor de expansão urbana.

Apesar dos desafios, cidades e governos locais têm estado no centro dos esforços para responder às mudanças ambientais mesmo quando a resposta global e nacional continua fraca.

“O mundo é rico em políticas, iniciativas e projetos locais e, na ausência de uma ação internacional forte, suas respostas representam sinais de esperança”, disse o Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. “Por exemplo, a mudança climática foi um ponto focal para uma ação local antes mesmo da introdução de mecanismos internacionais sobre o clima.”

O GEO-5 afirma que é possível alcançar um ambicioso conjunto de metas de sustentabilidade até meados do século se as políticas e estratégias atuais forem modificadas e reforçadas. Muitos dos exemplos de sucesso no relatório foram realizações de âmbito local de cidades e metrópoles onde reside mais da metade da população mundial.

O levantamento desses estudos de casos são feitos para os governos locais e incluídos no relatório do ICLEI como destaques das melhores políticas e como incentivo às cidades e governos locais para que continuem a agir. Para acelerar a realização do desenvolvimento sustentável e das metas acordadas internacionalmente, o governo local deve ser apoiado por uma liderança global e nacional sobre o meio ambiente.

“As cidades e os governos locais desempenham um papel importante no fornecimento de exemplos que podem ser replicados, e portanto contribuição deles para atingir objetivos e metas deve ser reconhecida como fundamental”, declarou Konrad Otto-Zimmermann, secretário-geral do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. “Eles já estão mostrando que mudanças radicais são possíveis, e que os líderes mundiais podem aproveitar essas conquistas na Rio+20.”

Seguem alguns exemplos de políticas e ações bem-sucedidas por cidades e governos locais destacados no relatório:

  • Uma parceria público-privada em Pangkalpinang, Indonésia, transformou uma antiga área de mineração de estanho em um jardim botânico com novos serviços ecológicos, incluindo abastecimento de água para as comunidades locais
  • Tóquio desenvolveu um sistema verde de “estabelecer um teto e negociar” para o programa Green Buildings (Edifícios Verdes) para reduzir as emissões de carbono em 25% até 2020, comparado com os níveis de 2000
  • Bonn, na Alemanha, está promovendo a aquisição de bens e serviços sustentáveis, atuando como catalizadora nos esforços de adoção do verde pelas cadeias de abastecimento às margens do perímetro urbano.
  • Bogotá, na Colômbia, foi pioneira no ordenamento criativo e integrado do uso do solo e é conhecida pelo seu sistema de ônibus expresso
  • Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, aplicou a administração costeira integrada, estabelecendo limites para o desenvolvimento urbano – isolando as áreas críticas e definindo as áreas preservadas.
  • San José, nos Estados Unidos, introduziu uma política de construção verde para reduzir o consumo de energia e água em novos projetos de construção residencial, comercial e industrial
  • A câmara municipal de Windhoek, na Namíbia, introduziu um plano de gestão ambiental para proteger o abastecimento de água na barragem de Goreangab da contaminação por um assentamento informal em expansão.

Conclusões e recomendações

O relatório mostra que as autoridades locais desempenham um papel crucial na implementação de acordos ambientais multilaterais, facilitando a transição das economias das cidades para economias urbanas verdes e também para definir objetivos e metas mais ambiciosos de desenvolvimento sustentável.

O relatório faz as seguintes recomendações específicas:

  • Metas globais, que devem ser mensuráveis, precisam ser complementadas com metas nacionais, regionais e locais
  • Os governos nacionais precisam ser mais receptivos às demandas locais, modificando dispositivos institucionais, de procedimentos e outras disposições, além de fornecer suporte jurídico, técnico ou financeiro necessário localmente
  • Na ausência de objetivos, metas e diretivas nacionais, os governos locais ainda assim devem tomar medidas para apoiar o desenvolvimento de objetivos de âmbito nacional
  • Capacidade local e a criação de condições são necessárias para promover um desenvolvimento urbano sustentável, particularmente onde houver/se estiver ocorrendo rápida urbanização
  • Estruturas e processos organizacionais, institucionais, jurídicos e políticos que promovam o planejamento e a implementação são necessários para evitar a degradação ambiental e gerar flexibilidade urbana e comunitária.

Para ler a íntegra do relatório, clique aqui.



15/06/2012


O Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, vai abrir hoje (15/06), às 12h, o evento sobre Clima e Poluição do Ar, no Parque dos Atletas. Também participarão do evento o Enviado Especial dos Estados Unidos para assuntos de Mudanças Climáticas, Jonathan Pershing, a Embaixadora de Meio Ambiente da Suíça, Annika Markovic, e o Cientista-Chefe do PNUMA, Joseph Alcamo.



06/06/2012


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou hoje (06/06), no Rio de Janeiro, a quinta edição do Panorama Ambiental Global (GEO-5, na sigla em inglês), que avaliou 90 das mais importante metas e objetivos ambientais contidas em acordos internacionais.

Uma das principais constatações é que somente em quatro pontos houve avanços: eliminação da produção e uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, eliminação do uso de chumbo em combustíveis, acesso crescente a fontes melhoradas de água e mais pesquisas para reduzir a poluição do meio ambiente marinho.

Na ocasião estiveram presentes o Diretor-Executivo do PNUMA, Achim Steiner, a Coordenadora Executiva da Conferência Rio+20, Henrietta Elizabeth Thompson, a Chefe do Setor de Avaliação Científica do Programa, Fatoumata Keita-Ouane, o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, Carlos Nobre, e o Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Brasil, Carlos Klink.

“Este relatório fala diretamente à Rio+20. É um trabalho feito pelo PNUMA em nome das Nações Unidas como uma contribuição para as discussões da Conferência. Fala sobre um novo entendimento do ambientalismo no século XXI, mostrando fatos e caminhos para o debate”, afirmou Achim Steiner. Ele também destacou que, se forem mantidas as atuais tendências de consumo de recursos naturais, logo os governos precisarão “administrar níveis sem precedentes de danos e degradação” e a solução pode estar na implementação global do conceito de Economia Verde. No conteúdo do GEO-5 ainda estão destacados estudos de caso e boas práticas já aplicadas pelo mundo e que são exemplos de desenvolvimento sustentável e respeito ao meio ambiente.

A Coordenadora-Executiva da ONU para a Rio+20, Henrietta Elizabeth Thompson, considera que o GEO-5 é uma das mais importantes ferramentas para as discussões sobre meio ambiente já feitas pela ONU. “Acredito que o lançamento desse relatório deve significar aos países, empresas, cidadãos, líderes, o porquê de estarmos aqui no Rio. O Geo-5 nos apresenta o atual estado do planeta e mostra as consequências sociais, econômicas e ambientais se não tomarmos as decisões apropriadas nos próximos dias. Esta Conferência pode ser a plataforma para servir na transição do mundo para uma economia em que tenhamos maior respeito aos recursos naturais e a forma com os consumimos, com um maior investimento em capital humano, social e natural pensando no desenvolvimento que seja sustentável”.

Especificamente para o Brasil, o GEO-5 diz que o desafio abrange dois componentes. O primeiro determina a busca de melhoria da qualidade de vida nas áreas já ocupadas, sobretudo nas grandes áreas urbanas, onde as concentrações populacionais estão degradando em ampla escala os recursos naturais (água, por exemplo). O segundo desafio consiste em garantir a preservação e exploração consciente dos recursos naturais restantes através da gestão sustentável desses recursos.

Após o lançamento do GEO-5 foi realizado um debate com especialistas que participaram do relatório.

Ouça aqui a íntegra das apresentações.

O vídeo com o evento poderá ser acessado clicando aqui.

Mais informações sobre o relatório GEO-5, clique aqui.



06/06/2012


Confira abaixo o áudio da coletiva que marcou o lançamento da quinta edição do Panorama Ambiental Global 5 (GEO-5), relatório do PNUMA que analisa estado ambiental global e o progresso rumo às metas internacionais.

O evento foi realizado nesta quarta-feira, 6 de junho, no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro.

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Informações adicionais clique aqui. Para acessar o relatório visite www.unep.org/geo

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06/06/2012


Depois de dois dias no mar, remando 150 quilômetros, as gêmeas Cláudia e Kátia Alencar, 41 anos, chegaram na terça-feira (05/06) à Baía de Guanabara. Ex-atletas da seleção brasileira de remo, as ativistas celebraram o Dia Mundial do Meio Ambiente como as primeiras mulheres brasileiras a fazer a travessia Angra dos Reis-Rio de Janeiro em barco a remo para o mar.

Ao longo do percurso, com apoio de instrutora ambiental, as irmãs coletaram dez amostras de água, entregues para pesquisadores do Laboratório de Instrumentação Eletrônica e Análises Técnicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. A previsão é que o relatório de qualidade seja divulgado em uma semana. A atividade foi registrada no site do Desafio Mundial do Meio Ambiente, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Praticante da modalidade há mais de 18 anos, Cláudia avalia que a aventura teve um gostinho especial. “Para a gente que viveu o esporte de uma maneira diferente, nas raias, competindo, enfrentar o mar foi o que a gente precisava para ver que nosso caminho é esse; que a gente pode, sim, usar o esporte para disseminar as mensagens de proteção do meio ambiente e, neste momento, a gente se sente fazendo parte dessa imensidão.”

Kátia conta que aprendeu diversas lições, especialmente no trecho de restinga, onde pegaram ventos de até 50 km/h e tiveram de recorrer ao veleiro de apoio. “Não dá para enfrentar a natureza, agora não é hora, em alguns momentos a gente teve que ceder e vir, ceder e vir, porque faz parte. O importante, o nosso maior desafio não era cruzar em si os 150 quilômetros, era a mensagem. Se a gente realmente não parar pra pensar nas consequências, nas responsabilidades e no compromisso de cada um no planeta, não vai ser real. Não é esperar pelos outros, mas fazer.”

A equipe registrou momentos preciosos como o baile de golfinhos na saída de Angra, mas também muitas garrafas jogadas nas praias e voos de urubus em Sepetiba. As cenas serviram para Cláudia e Kátia pedirem a preservação dos mares, tema que será debatido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A travessia “Remar para Preservar: Oceanos sem Resíduos”, iniciada na manhã de domingo com um abraço de canoístas à Ilha de Cataguases, foi também uma aventura virtual. Os detalhes de navegação foram transmitidos via satélite para a internet, por meio de um chip colocado no barco de apoio.

O encerramento marcou ainda a XIII Regata Ecológica da Marinha, na qual universitários e alunos da Escola Naval recolheram, em uma hora, 200 kg de lixo que flutuavam na Baía de Guanabara.



04/06/2012


Fábio Barbosa, brasileiro vencedor do prêmio Campeões da Terra 2012. ( Daniel Mendonça / UNIC Rio)

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) agraciou hoje (04/06) seis personalidades que se destacaram em suas atividades em prol do Desenvolvimento Sustentável com o prêmio Campeões da Terra 2012. Na ocasião estiveram presentes o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, além de quatro dos premiados (ver foto).

Atualmente Diretor-Executivo do grupo Abril S.A., o empresário brasileiro Fábio Barbosa foi laureado na categoria Visão Empresarial, por sua contribuição de mais de 10 anos na integração entre práticas sociais e ambientais conscientes na gestão de empresas e bancos, como o Real/ABN AMRO Bank , e como presidente da FEBRABAN.

Premiação do PNUMA, Campeões da Terra 2012 (da esq. para dir.):  Sander Van der Leeuw, Fábio Barbosa,Tsakhia Elbegdorj, Achim Steiner, Izabella Teixeira e Samson Parashina. (Daniel Mendonça / UNIC Rio)

“Ainda existe um preconceito. Muitas vezes se acha que, ou se fortalece a economia e a produção agrícola, ou se leva em consideração o impacto ambiental. O tempo tem mostrado que estas questões não são excludentes. Podemos considerar a questão econômica e cuidar da questão ambiental com harmonia. Demonstramos que, com atitudes e bom senso, é possível compatibilizar os dois pontos e todos saem ganhando”, disse Fábio Barbosa na premiação.

Além do brasileiro, os outros laureados desta edição do Campeões da Terra foram:  o presidente da Mongólia, Tsakhia Elbegdorj (na categoria Liderança Política), o sultão dos Emirados Árabes Unidos, Ahmed Al Jaber (na categoria Visão Empresarial), o empresário suíço, Bertrand Piccard (categoria Inspiração e Visão), o cientista holandês, Sander Van der Leeuw (categoria Ciência e Inovação) e o líder comunitário queniano da etnia Massai, Samson Parashina (categoria especial – Iniciativas de Raízes).

Liderança para o Desenvolvimento Sustentável

Durante a premiação, o Diretor-Executivo do PNUMA, Achim Steiner, abriu o evento fazendo um resumo sobre a importância dos líderes que promovem o Desenvolvimento Sustentável. “Hoje celebramos a coragem, a liderança, a inovação, o espírito de mobilizar as comunidades em busca do desenvolvimento sustentável. Nossa capacidade de mudar o mundo passa pelas ações de líderes que sabem como lidar e superar as dificuldades”.

Para Fábio Barbosa este reconhecimento mostra que o caminho que está percorrendo é o melhor e mais correto. “Muitas organizações estão adotando esta pauta [do desenvolvimento sustentável] e acredito que este prêmio dá mais visibilidade às pessoas que estão investindo nesta ideia”.

Lançado em 2005, o Campeões da Terra já havia reconhecido 51 indivíduos e organizações por sua liderança em questões ambientais. Entre os laureados de edições anteriores do prêmio estão o ex-vice-Presidente dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Al Gore; o Presidente do México, Felipe Calderón; a atriz e ativista chinesa, Zhou Xun; e a lenda global da música, Angélique Kidjo.



04/06/2012


No Rio, Gisele Bündchen e Diretor do PNUMA pedem a crianças que protejam meio ambiente  (Diego Blanco / UNIC Rio)

Da Rádio ONU

A estrela da moda e embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Gisele Bünchen, participou hoje (04/06) de um tour pelo Green Nation Fest, um festival de cinema e novas mídias com instalações montadas na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

A modelo compareceu ao evento numa visita surpresa. O plateia era formada, na maioria, por alunos dos Sistemas Municipal e Estadual de ensino público.

Ouça a matéria:

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Impacto do Ser Humano

“Acho que a coisa mais importante que a gente pode fazer é conscientizar e educar as pessoas sobre o que realmente está acontecendo e qual é o impacto do ser humano no meio ambiente. E como a gente pode fazer a nossa parte. É muito legal que as crianças possam ver isso de perto”, disse Gisele.

Sob o olhar atento da criançada e sem cerimônias, a modelo colocou as mãos na terra para plantar a primeira de 50 mil árvores previstas em um projeto de reflorestamento na cidade. O ato fez parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta terça-feira, 5 de junho.

“Os recursos naturais são finitos e é importante a gente saber que precisa preservar. A gente precisa se educar para fazer um futuro melhor para todos nós nesse planeta que é um presente”, concluiu ela.

Oficinas fazem parte da metodologia educativa do festival. ( Diego Blanco / UNIC Rio)

Economia Verde

O passeio contou também com a participação do Diretor Executivo do Programa Mundial para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner.
“A discussão sobre o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente muitas vezes é uma discussão de negativa, os problemas de nossa sociedade. Mas a perspectiva do Pnuma hoje é uma perspectiva positiva. A transição para a economia verde é uma oportunidade de fazer uma conexão entre a economia, o bem estar da sociedade e o meio ambiente, que é uma fundação do desenvolvimento.”

Desequilíbrios

O evento na Quinta da Boa Vista contou ainda com a presença do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O Green Nation Fest tem como ideia de fundo o alerta de cientistas sobre o aquecimento global e os desequilíbrios climáticos, para simular um planeta cinco graus mais quente, com situações como a queimada de florestas, desgelo e inundações. São diversas atrações como a Feira Interativa e Sensorial; a Mostra Internacional de Cinema com 12 longas-metragens; e a Competição de Cinema e Novas Mídias.

O diretor do evento, Marcos Diderot falou sobre a estratégia educativa. ”A gente criou instalações, aonde as pessoas vêm para se divertir, mas por trás da diversão elas aprendem a sustentabilidade.”

Esta é a primeira edição do Green Nation Fest, que começou no dia 31 de maio e vai até 7 de junho. O evento, que tem entrada gratuita, é realizado pelo Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente, Cima, com apoio do Pnuma e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio).


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