Postagens com a tag ‘Oceanos’



14/06/2012


‘Economia verde precisa de espinha dorsal azul’, defende Greenpeace na Rio+20 ( ONU / Martine Perret)

O Greenpeace defendeu hoje (14/06) a proteção dos oceanos para o alcance do desenvolvimento sustentável. “Uma economia verde precisa de uma espinha dorsal azul” foi o mote da organização no debate de um Plano de Resgate dos Oceanos. As propostas discutidas pelo Major Group Oceanos podem ser acrescentadas no documento final da Conferência das nações Unidas sobre desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Pesquisadores de várias organizações levantaram as principais medidas necessárias para a proteção dos mares. Fonte de biodiversidade, alimento e desenvolvimento econômico para bilhões de pessoas, os ecossistemas marinhos estão sob constante ameaça por causa de pescas ilegais, industriais e predatórias, lacunas no sistema de governança e poluição.

Segundo os especialistas, um dos grandes desafios é a integração dessas distintas áreas em apenas um instrumento internacional de implementação sob a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS).

Da esquerda: Kristina Gjerde, International Union for the Conservation of Nature; Tony Haymet, Scripps Institution of Oceanography; Richard Page, Greenpeace International; Matthew Sebastian, International Collective in Support of Fishworkers (UNIC Rio / André F. Kishimoto)“É preciso deixar claro que os diversos setores que precisam ser protegidos são integrados, da pesca predatória ao combate à poluição”, disse Richard Page, Coordenador de campanha Oceanos, do Greenpeace.

Para ele, outro ponto fundamental é basear essa proteção nos direitos humanos, já que milhões de pescadores artesanais e trabalhadores da pesca em pequena escala dependem dos mares para viver. “A proteção dos oceanos é um imperativo ambiental, econômico e social”, afirmou Page.

Atualmente, segundo a International Union for the Conservation of Nature, 64% das águas internacionais não estão protegidas por diretrizes globais.

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06/06/2012


Depois de dois dias no mar, remando 150 quilômetros, as gêmeas Cláudia e Kátia Alencar, 41 anos, chegaram na terça-feira (05/06) à Baía de Guanabara. Ex-atletas da seleção brasileira de remo, as ativistas celebraram o Dia Mundial do Meio Ambiente como as primeiras mulheres brasileiras a fazer a travessia Angra dos Reis-Rio de Janeiro em barco a remo para o mar.

Ao longo do percurso, com apoio de instrutora ambiental, as irmãs coletaram dez amostras de água, entregues para pesquisadores do Laboratório de Instrumentação Eletrônica e Análises Técnicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. A previsão é que o relatório de qualidade seja divulgado em uma semana. A atividade foi registrada no site do Desafio Mundial do Meio Ambiente, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Praticante da modalidade há mais de 18 anos, Cláudia avalia que a aventura teve um gostinho especial. “Para a gente que viveu o esporte de uma maneira diferente, nas raias, competindo, enfrentar o mar foi o que a gente precisava para ver que nosso caminho é esse; que a gente pode, sim, usar o esporte para disseminar as mensagens de proteção do meio ambiente e, neste momento, a gente se sente fazendo parte dessa imensidão.”

Kátia conta que aprendeu diversas lições, especialmente no trecho de restinga, onde pegaram ventos de até 50 km/h e tiveram de recorrer ao veleiro de apoio. “Não dá para enfrentar a natureza, agora não é hora, em alguns momentos a gente teve que ceder e vir, ceder e vir, porque faz parte. O importante, o nosso maior desafio não era cruzar em si os 150 quilômetros, era a mensagem. Se a gente realmente não parar pra pensar nas consequências, nas responsabilidades e no compromisso de cada um no planeta, não vai ser real. Não é esperar pelos outros, mas fazer.”

A equipe registrou momentos preciosos como o baile de golfinhos na saída de Angra, mas também muitas garrafas jogadas nas praias e voos de urubus em Sepetiba. As cenas serviram para Cláudia e Kátia pedirem a preservação dos mares, tema que será debatido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A travessia “Remar para Preservar: Oceanos sem Resíduos”, iniciada na manhã de domingo com um abraço de canoístas à Ilha de Cataguases, foi também uma aventura virtual. Os detalhes de navegação foram transmitidos via satélite para a internet, por meio de um chip colocado no barco de apoio.

O encerramento marcou ainda a XIII Regata Ecológica da Marinha, na qual universitários e alunos da Escola Naval recolheram, em uma hora, 200 kg de lixo que flutuavam na Baía de Guanabara.



31/05/2012


Os Diálogos de Desenvolvimento Sustentável são um espaço aberto pelo Governo brasileiro, com apoio das Nações Unidas, que terão lugar no Riocentro, entre 16 e 19 de junho. Vão compreender dez painéis de reflexão e debate entre representantes da sociedade civil, incluindo setor privado, ONGs, academia, entre outros. A ideia é que as recomendações resultantes dos debates sejam levadas aos Chefes de Estado e de Governo presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Haverá três sessões por dia (manhã, tarde e noite) nos dias 16, 17 e 18, e uma última sessão na manhã do dia 19. Os temas, selecionados com base em sua relevância para a reflexão sobre o desenvolvimento sustentável, são os seguintes: Desemprego, trabalho decente e migrações; Desenvolvimento Sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras; Desenvolvimento Sustentável para o combate à pobreza; A economia do Desenvolvimento Sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo; Florestas; Segurança alimentar e nutricional; Energia sustentável para todos; Água; Cidades sustentáveis e inovação; e Oceanos.

Não haverá participação entre os debatedores de representantes de governos nacionais nem de agências das Nações Unidas.

Os Diálogos contam com uma plataforma digital, espaço de discussão aberto e interativo. Para acessar a plataforma, clique aqui.

A entrada na plenária do Riocentro será permitida somente para participantes credenciados e munidos de passe secundário.

Para fazer sua inscrição como espectador dos Diálogos, clique aqui.

Clique aqui para ver a programação completa.



22/05/2012


Para marcar o Dia Internacional da Diversidade Biológica (22/05), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou o frágil estado dos oceanos no mundo, pedindo maior proteção à biodiversidade marinha.

“Os oceanos cobrem quase três quartos da superfície do globo. Hospedam o maior animal conhecido que já habitou o planeta – a baleia azul – assim como bilhões e bilhões dos mais pequenos microrganismos. Dos areais costeiros à escuridão das profundidades do mar, os oceanos e a sua costa suportam uma rica teia de vida, da qual dependem as comunidades humanas”, disse Ban Ki-moon em mensagem para este Dia.

Ban Ki-moon também destacou que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) será uma oportunidade para retomar o progresso realizado até agora.

“A Rio+20 deve mobilizar ações para melhorar a gestão e a conservação dos oceanos através de iniciativas das Nações Unidas, governos, e outros parceiros para controlar a sobrepesca, expandir as zonas marinhas protegidas e reduzir a poluição dos oceanos e o impacto da mudança climática.”



09/04/2012


Conceito foi debatido durante encontro preparatório para a conferência, realizado no fim de março, em Nova York; proposta se assemelha à da economia verde que prevê a sustentabilidade na produção de bens e serviços.

Da Rádio ONU

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Poluição marinhaOs participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, deverão debater o conceito de economia azul, baseado no potencial gerado pelos oceanos. A proposta constou de um encontro preparatório da Rio+20, realizado no fim de março, em Nova York. A conferência da ONU ocorrerá, no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de junho.

Arrecifes

Segundo os defensores da chamada “economia azul”, é preciso avaliar as consequências da queda de arrecifes de corais, aumento do nível dos oceanos, a erosão costeira e a poluição marinha. Se bem administrados, os oceanos podem gerar oportunidades de emprego e negócios.

Uma outra preocupação para o avanço de uma “economia azul”, em todo o mundo, são a pesca excessiva, as ações prejudiciais aos ecossistemas e as comunidades de países-ilha.

A Rio+20 vai marcar os 20 anos da realização da ‘Rio 92′ e deve abordar temas fundamentais para o futuro de um planeta sustentável.

Uma das novidades desta reunião, se comparada à realizada em 1992, no Rio de Janeiro, é a participação da sociedade civil, que está sendo convidada para enviar sugestões a líderes internacionais com a ajuda também dos canais de mídia social.

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