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21/06/2012


Igualdade de gênero, expansão das oportunidades econômicas e empoderamento das mulheres e meninas. Estes são alguns dos principais assuntos incluídos no documento “O Futuro que as mulheres querem”, lançado em pela Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, ONU Mulheres, durante a Conferência Rio+20.

Ouça aqui o áudio do evento:

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No evento Cúpula das Mulheres na Rio+20, realizada hoje (21/6), diversas mulheres Chefes de Governo, ex-Chefes de Governo, ativistas e homens que defendem a causa se encontraram no Riocentro para discutir os avanços nas políticas voltadas às mulheres e seu futuro. Entre as participantes da mesa estiveram presente a ex-presidenta do Chile e Diretora Geral da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e a Presidenta do Brasil e da Rio+20, Dilma Rousseff.

Em sua declaração, Michele Bachelet afirmou que este é um momento histórico. “Hoje mulheres Chefes de Governo e ex-Chefes de Governo encontram-se para a mobilização em torno de uma agenda única, com o objetivo de usar nossa influência como líderes para avançar na equidade de gêneros, expansão das oportunidades econômicas e empoderamento das mulheres no contexto do desenvolvimento sustentável. Não podemos mais permitir que metade da população mundial [as mulheres] continue marginalizada, que não participe da economia e das decisões políticas. A iguadade não é mais uma opção, é uma necessidade”.

Em seu discurso, a Presidenta Dilma Rousseff disse que a Conferência apresenta a oportunidade e o desafio de incorporar o direito das mulheres como dimensão crucial e estruturante no processo de desenvolvimento sustentável. “Sem isso não atingiremos os objetivos que nos trazem ao Rio de Janeiro. As mulheres como geradoras de vida ocupam em todas as sociedades um papel especial e a preocupação com a consolidação da presença das mulheres na política e na economia deve nortear as iniciativas ligadas a cada um dos pilares do desenvolvimento social. Para alcançarmos a cidadania plena das mulheres ainda temos que enfrentar lutas antigas, em essencial o igual acesso a oportunidades de trabalho, remuneração e proteção social e, muitas vezes, na defesa física contra a violência”.

Acesse aqui o documento “O Futuro que as mulheres querem”.



18/06/2012


A Subsecretária-Geral e Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, conferência de imprensa do programa 'O Futuro Que Querem as Mulheres' (UNIC Rio / Pieter Zalis)A Diretora Executiva da ONU Mulheres e ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, recomendou hoje no Riocentro a maior participação feminina na sociedade, indústria, comércio e principalmente política mundial, essenciais para atingir o verdadeiro desenvolvimento sustentável da humanidade. Falando à imprensa a apenas três dias da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Bachelet disse que o caminho até que a mulher receba a consideração almejada permanece longo.

“Há avanços, mas a mulher ainda está longe na maioria dos países de participar da sociedade no mesmo pé de igualdade que os homens”, disse Bachelet. Ela disse que para haver desenvolvimento sustentável, é essencial que os governos incluam programas ativos de inclusão da mulher em todas as áreas: comercial, social, de saúde, política, educacional e nas ciências e pesquisa, entre tantas outras.

“Mulheres e crianças continuam excluídas”

Bachelet dividiu o pódio com Gro Harlem Brundtland, ex-Primeira Ministra da Noruega e atual representante do Secretário Geral para mudanças climáticas, considerada uma das maiores lideranças do mundo ambiental. Autora do relatório ‘ Nosso Futuro Comum’ no final da década de 1980, Brundtland antecipou com o documento a agenda da Rio-92 – a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (UNCED – sigla em inglês) – realizada no Rio em 1992.

“Nos últimos anos venho estudando tudo o que se passou desde de 1992 e o que me vem mais à cabeça são as meninas e mulheres, que continuam em sua maioria excluídas de participar da sociedade mundial”, disse Brundtland. “Principalmente, é essencial que o mundo respeite o direito da mulher em determinar quantos filhos quer ter e como quer controlar o seu corpo, isso é o primeiro passo em determinar a paridade social dos gêneros”, analisou.

Médica, Brundtland foi também diretora executiva da Organização Mundial de Saúde (OMS). Nascida em 1939, a geração de Brundtland abriu frentes inusitadas no mundo da política escandinava, conquistando espaços e direitos nos países nórdicos até então considerados impossíveis – como a igualdade de direitos na educação e na economia, simultaneamente ao direito universal de cuidar da família sem sofrer penalidades econômicas e profissionais.



18/06/2012


O Fórum de Líderes sobre o Futuro que as Mulheres Querem é o evento culminante da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Organizado em colaboração com o Governo do Brasil e outros parceiros, será realizado nos dias 19 e 21 de junho, e vai reunir mulheres Chefes de Estado e de Governo e outras líderes e defensores da igualdade de gênero e direitos das mulheres, organizações do Sistema das Nações Unidas, organizações da sociedade civil, incluindo grupos de mulheres rurais, grupos indígenas e jovens, universidades e o setor privado.

O objetivo é reafirmar a importância da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres na concretização do desenvolvimento sustentável em suas três dimensões – económica, social e ambiental.

Amanhã, 19 de junho, o Fórum vai promover e traçar o perfil do papel das mulheres, como líderes, participantes, contribuintes e beneficiários em esforços para promover o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. O ponto culminante será a Cúpula de Líderes Mulheres sobre o Futuro que as Mulheres Querem, na quinta-feira (21/6).



16/06/2012


“As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, painel promovido pela Organização das Nações Unidas em parceria com o Governo do Estado de Rio de Janeiro | Painel 1 - Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza |   Da esquerda para a direita: Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ, Antonio Claret Subdiretora Geral de Ciências Naturais da UNESCO, Gretchen Kalonji Assessor Especial do PNUD Brasil para a Rio+20, Eduardo Gutierrez Diretora Executiva Adjunta da ONU Mulheres, Lakshmi Puri Diretora de Meio Ambiente e Energia do PNUD, Veerle Wandeweerd. (UNIC Rio / André F. Kishimoto)Representantes de diversas agências das Nações Unidas firmaram hoje (16/6) um compromisso de fazer com que os aspectos sociais, econômicos e ambientais não sejam tratados isoladamente nos programas de cooperação internacional para o desenvolvimento.

“É possível fazer políticas públicas dirigidas aos três pilares do desenvolvimento sustentável (…), desmetindo alguns dos intelectuais (…) que defendem que é preciso fazer primeiro o econômico, depois o social e o ambiental”, afirmou o Coordenador Residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek. “É imperativo fazer com que os três pilares caminhem juntos”, acrescentou.

Chediek participou da abertura do Seminário “As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, organizado pela ONU em conjunto com o Estado do Rio de Janeiro no Parque dos Atletas.

Contribuição das agências para a Rio+20

No seminário, temas como educação, meio ambiente, habitação, acesso a água, empoderamento das mulheres, desigualdade e outros campos prioritários no trabalho das agências da ONU no Brasil foram abordados na programação, como forma de reforçar o processo prévio da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Participaram do Seminário representantes das seguintes Agências da ONU que atuam no Brasil: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), União Internacional de Telecomunicações (ITU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).



15/06/2012


Adiantando-se à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), programada para a próxima semana no Rio de Janeiro, a Diretora Executiva da  Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, fez um apelo aos líderes mundiais por ações ousadas e compromissos firmes, a fim de promover o direito de igualdade, oportunidade e participação das mulheres. A Rio+20 reunirá Chefes de Estado e de Governo, bem como representantes da sociedade civil e do setor privado, com vistas a elaborar um roteiro para um futuro sustentável, com o objetivo de reduzir a pobreza e promover a igualdade e a proteção do meio ambiente.

A Rio+20 acontece duas décadas depois da Cúpula da Terra no Rio, ocasião em que se chegou ao acordo unânime de que o desenvolvimento sustentável não pode ser alcançado sem igualdade de gênero. Entretanto, 20 anos depois, mulheres e meninas continuam a enfrentar discriminação e violência e a reivindicar igualdade e justiça.

Atualmente, as mulheres representam 43% da mão  de obra na agricultura em países em desenvolvimento, no entanto continuam a ver negados o acesso igualitário à terra, ao crédito e a outros recursos. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que se fosse proporcionado às mulheres o mesmo acesso que têm os homens a fertilizantes, sementes e ferramentas, a produção agrícola nacionalaumentaria em até 4% e o número de vítimas da fome seria reduzido em 100 ou 150 milhões.

A promoção da igualdade de direitos e oportunidades é fundamental para um futuro sustentável. O enfrentamento da mudança do clima e de outros desafios exige a participação plena das mulheres, bem como a sabedoria coletiva e a inteligência disponível no mundo.

As mulheres têm um papel central no desenvolvimento sustentável, e as soluções do desenvolvimento sustentável, por sua vez, podem melhorar significativamente a vida das mulheres, mediante a redução da pobreza, a liberação do tempo da mulher e a proteção contra a violência e outros impactos adversos em sua saúde e ambiente. A título de exemplo, 2 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas da fumaça produzida por fogões tradicionais, sendo mais de 85% mulheres e crianças.

Salientando a necessidade de que o documento final da Rio+20 assegure a participação plena das mulheres no desenvolvimento sustentável, Bachelet reafirmou o papel imprescindível que as mulheres desempenham como promotoras, bem como defensoras do desenvolvimento sustentável. “O mundo não pode mais se permitir a exclusão das mulheres. O desenvolvimento sustentável não pode acontecer sem metade da população mundial.”

A liderança e participação das mulheres é uma necessidade urgente para que se alcance a mudança transformadora essencial para o desenvolvimento sustentável.

Para saber as principais recomendações da ONU Mulheres para a Rio+20, clique aqui.



14/06/2012


Severn Cullis-Suzuki, ativista que participou da Rio-92 com 12 anos de idade voltar a reivindicar mudanças para Chefes de Estado. (Divulgação)Em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), a menina canadense Severn Cullis-Suzuki, de 12 anos, falou aos Chefes de Estado presentes na Conferência sobre a importância de se pensar na preservação ambiental e nas gerações futuras. Na Rio+20, ela volta ao Rio e vai falar novamente aos representantes das nações do mundo, desta vez no papel de mãe.

Assista ao depoimento de Severn Cullis-Suzuki na Rio-92:

“Há 20 anos eu estive no Rio e pude falar aos Chefes de Estado, eu tinha 12 anos. Pedi para que se lembrassem de suas crianças quando fossem decidir suas ações. Passei os últimos 20 anos pedindo que o mundo transforme a sociedade de insustentável para sustentável, que mude o pensamento de curto prazo para longo prazo. Vinte anos depois, este é um tempo essencial para a reflexão. Eu estarei no Rio novamente, desta vez como mãe. Minha perspectiva mudou, mas minha mensagem não. Hoje vivemos num mundo onde mais de 50% da população tem menos de 30 anos (…) temos que lutar contra os crimes intergeracionais, como a mudança climática”, comenta a canadense em vídeo publicado no You Tube.

Veja a mensagem dela em 2012, às vésperas da Rio+20:



14/06/2012


ONU MULHERESMichellle Bachelet defenderá igualdade de gênero rumo ao Desenvolvimento Sustentável na Rio+20

Na Cúpula da Terra em 1992, chegou-se ao acordo unânime de que o desenvolvimento sustentável não pode ser realizado sem a igualdade de gênero. No entanto, hoje, 20 anos depois, as mulheres ainda enfrentam discriminação e continuam a reivindicar direitos, oportunidades e participação igualitários. Para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro, a Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, afirmará a necessidade de políticas e acordos consistentes para eliminar as barreiras discriminatórias, assegurar o papel central das mulheres no desenvolvimento sustentável, e trazer uma mudança real na vida das pessoas. Ao destacar que a igualdade de gênero é fundamental para um futuro sustentável, os eventos da ONU Mulheres durante a Conferência amplificarão as vozes das mulheres e darão uma amostra das estratégias inovadoras que têm feito diferença nas comunidades ao redor do mundo.

Todos os eventos da ONU Mulheres serão transmitidos ao vivo pelo site www.unwomen.org.

Os eventos da ONU Mulheres no Centro de Convenções Riocentro incluem:

18 de junho
Coletiva de imprensa com Michelle Bachelet, Subsecretária-Geral e Diretora-Executiva da ONU Mulheres, e Gro Harlem Brundtland, Ex-Primeira-Ministra da Noruega e Enviada Especial do Secretário-Geral da ONU para Mudança Climática.
Local: Sala principal das coletivas de imprensa, Centro de Mídia, Pavilhão 3
Horário: 10h00-10h30

19 de junho
O Futuro Que As Mulheres Querem: Cúpula de Líderes sobre a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres para o Desenvolvimento Sustentável.
Centenas de representantes de governos, chefes de delegação das Nações Unidas, sociedade civil e setor privado irão fazer ouvir sua voz nesse dia inteiro da Cúpula organizada pela ONU Mulheres em colaboração com o Governo do Brasil e outros parceiros. Na ocasião, Michelle Bachelet, Diretora-Executiva da ONU Mulheres, fará os discursos de abertura e de encerramento. O evento destacará as estratégias e os programas que fomentam a igualdade de gênero e o desenvolvimento sustentável. Os temas incluem: promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres nas economias verdes; os quadros normativos e a integração dos três pilares (econômico, ambiental e social) do desenvolvimento sustentável; e modelar o novo quadro do desenvolvimento internacional.
Local: T-2 do Riocentro
Horário: 09h30-18h00
O evento é aberto à imprensa, mas o número de lugares é limitado. Favor fazer a inscrição junto à lista de contatos de imprensa.

21 de junho
“Chamado à Ação” realizado por Mulheres Chefes de Estado e de Governo sobre o Futuro Que As Mulheres Querem.
Na Cúpula de Mulheres Líderes, organizada pela ONU Mulheres em colaboração com o Governo do Brasil, as Chefes de Estado e de Governo emitirão um efetivo “Chamado à Ação”, dando a garantia de seu apoio e exortando os governos, a sociedade civil e o setor privado a priorizar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, e acelerar suas ações neste sentido. A Diretora-Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, que convoca a Cúpula juntamente com a Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, fará o discurso de abertura do evento e defenderá a ideia de que um mundo em equilíbrio requer uma participação plena e igual das mulheres nas tomadas de decisão.
Local: P3-1 do Riocentro
Horário: 11h00-13h00
O evento é aberto à imprensa, mas o número de lugares é limitado. Favor fazer a inscrição junto à lista de contatos de imprensa.

Contatos de imprensa:

Gisele Netto, Tel.: + 55 (61) 8175-6315 / (21) 7817-1047; E-mail: gisele.netto@unwomen.org
Oisika Chakrabarti, Tel: +1 646.781.4522; E-mail: oisika.chakrabarti@unwomen.org
Nanette Braun, Tel: +1. 917.975.7915; E-mail: nanette.braun@unwomen.org

Mais informações:

ONU Mulheres: www.unwomen.org
ONU Mulheres e Rio+20: http://j.mp/unwomenrio
Siga os eventos no Twitter: Inglês (@UN_Women), Espanhol e Português (@ONUMujeres); hashtag #WomenRio.
Assessoria de Comunicação
Gisele Netto
gisele.netto@unwomen.org
+ 55 61 3038-9287
+55 61 8175-6315



06/06/2012


Depois de dois dias no mar, remando 150 quilômetros, as gêmeas Cláudia e Kátia Alencar, 41 anos, chegaram na terça-feira (05/06) à Baía de Guanabara. Ex-atletas da seleção brasileira de remo, as ativistas celebraram o Dia Mundial do Meio Ambiente como as primeiras mulheres brasileiras a fazer a travessia Angra dos Reis-Rio de Janeiro em barco a remo para o mar.

Ao longo do percurso, com apoio de instrutora ambiental, as irmãs coletaram dez amostras de água, entregues para pesquisadores do Laboratório de Instrumentação Eletrônica e Análises Técnicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. A previsão é que o relatório de qualidade seja divulgado em uma semana. A atividade foi registrada no site do Desafio Mundial do Meio Ambiente, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Praticante da modalidade há mais de 18 anos, Cláudia avalia que a aventura teve um gostinho especial. “Para a gente que viveu o esporte de uma maneira diferente, nas raias, competindo, enfrentar o mar foi o que a gente precisava para ver que nosso caminho é esse; que a gente pode, sim, usar o esporte para disseminar as mensagens de proteção do meio ambiente e, neste momento, a gente se sente fazendo parte dessa imensidão.”

Kátia conta que aprendeu diversas lições, especialmente no trecho de restinga, onde pegaram ventos de até 50 km/h e tiveram de recorrer ao veleiro de apoio. “Não dá para enfrentar a natureza, agora não é hora, em alguns momentos a gente teve que ceder e vir, ceder e vir, porque faz parte. O importante, o nosso maior desafio não era cruzar em si os 150 quilômetros, era a mensagem. Se a gente realmente não parar pra pensar nas consequências, nas responsabilidades e no compromisso de cada um no planeta, não vai ser real. Não é esperar pelos outros, mas fazer.”

A equipe registrou momentos preciosos como o baile de golfinhos na saída de Angra, mas também muitas garrafas jogadas nas praias e voos de urubus em Sepetiba. As cenas serviram para Cláudia e Kátia pedirem a preservação dos mares, tema que será debatido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A travessia “Remar para Preservar: Oceanos sem Resíduos”, iniciada na manhã de domingo com um abraço de canoístas à Ilha de Cataguases, foi também uma aventura virtual. Os detalhes de navegação foram transmitidos via satélite para a internet, por meio de um chip colocado no barco de apoio.

O encerramento marcou ainda a XIII Regata Ecológica da Marinha, na qual universitários e alunos da Escola Naval recolheram, em uma hora, 200 kg de lixo que flutuavam na Baía de Guanabara.



31/05/2012


O Fórum de Líderes sobre o Futuro que as Mulheres Querem é o evento culminante da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Organizado em colaboração com o Governo do Brasil e outros parceiros, será realizado nos dias 19 e 21 de junho, e vai reunir mulheres Chefes de Estado e de Governo e outras líderes e defensores da igualdade de gênero e direitos das mulheres, organizações do Sistema das Nações Unidas, organizações da sociedade civil, incluindo grupos de mulheres rurais, grupos indígenas e jovens, universidades e o setor privado.

O objetivo é reafirmar a importância da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres na concretização do desenvolvimento sustentável em suas três dimensões – económica, social e ambiental. Em 19 de junho, o Fórum vai promover e traçar o perfil do papel das mulheres, como líderes, participantes, contribuintes e beneficiários em esforços para promover o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. O ponto culminante será a Cúpula de Líderes Mulheres sobre o Futuro que as Mulheres Querem, no dia 21 de junho.



31/05/2012


ONU MulheresA Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) convida a imprensa credenciada a comparecer à Cúpula de Mulheres Chefes de Estado pelo Futuro que as Mulheres Querem, que acontecerá no dia 21 de junho, no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Pela primeira vez na história, Presidentas e Primeiras-Ministras se reunirão para fazer um chamado a ações concretas para a integração plena das mulheres no desenvolvimento sustentável.

Já estão confirmadas as presenças das Presidentas Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina), Laura Chinchilla (Costa Rica), Dalia Grybauskaite (Lituânia) e Ellen Johnson-Sirleaf (Libéria), além das Primeiras-Ministras Kamla Persad-Bissessar (Trinidad e Tobago) e Helle Thorning-Schmidt (Dinamarca) e da Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.

A cúpula é o encerramento do Fórum de Mulheres Líderes pela Igualdade de Gênero, o Empoderamento das Mulheres e o Desenvolvimento Sustentável, evento realizado em colaboração com o Governo Brasileiro, nos dias 19 e 21 de junho, no Riocentro.

No dia 19 de junho de 2012, o Fórum reunirá líderes e especialistas de governos, organizações da sociedade civil, meio acadêmico e setor privado, para discutir e reafirmar a centralidade e as interligações da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres com as três dimensões do desenvolvimento sustentável – social, econômica e ambiental.

Histórico

Há 20 anos, na Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, houve um acordo unânime no sentido de que o desenvolvimento sustentável não pode acontecer sem as mulheres e a igualdade de gênero.

Às vésperas da Rio+20, o mundo continua seguindo um caminho com desigualdades crescentes, fome e degradação ambiental. As mulheres seguem enfrentando discriminação e violência, e continuam marginalizadas nas esferas decisórias.

A ONU Mulheres está trabalhando com diferentes países em todas as regiões do mundo para remover os obstáculos que permitem uma plena igualdade entre homens e mulheres e assegurar as oportunidades para um desenvolvimento mais justo, equitativo e sustentável.

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