Postagens com a tag ‘Mudanças Climáticas’



25/06/2012


Relatório Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana é lançado na Rio+20 (ACNUR).

As mudanças climáticas e os desastres naturais aumentam a vulnerabilidade de solicitantes de refúgio, refugiados, apátridas e deslocados internos. Essa é a conclusão do relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) “Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana”, lançado na quinta-feira (21/06) na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

As mudanças climáticas, diz o relatório, levam à escassez de água e alimentos, problemas na administração de campos e abrigos e intensificam os deslocamentos forçados. O documento do ACNUR pede que sejam criados novos fundos criativos, soluções sustentáveis e abordagens inovadoras para a proteção, mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O órgão da ONU para refugiados estabeleceu como metas para a Rio+20 a promoção do uso eficiente de energia e de fontes renováveis em campos de refugiados. O reflorestamento desses campos também entraram na lista de objetivos.

O relatório lembra que pessoas que ultrapassaram fronteiras devido a razões ambientais não são consideradas refugiadas dentro da Convenção de Refugiados de 1951. A Noruega, Suíça, ACNUR e o Conselho da Noruega para Refugiados já lançaram a “Iniciativa Nansen” para que esses deslocados por motivos ambientais recebam proteção.

Para conferir o relatório completo, clique aqui.



13/06/2012


Foram um milhão e 300 mil mortos, 4,4 bilhões afetados e US$ 2 trilhões em perdas econômicas.

A representante especial do Secretário-Geral para Redução do Risco de Desastres, Margareta Wahlström, pediu hoje (13/6) aos Estados-Membros da ONU que enfrentem as realidades do impacto humano e econômico de desastres desde a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, vinte anos atrás.

“Espero que a Conferência das Nações Unidas deste mês sobre o desenvolvimento sustentável tenha em conta as perdas que este planeta sofreu nos vinte anos desde a última conferência desse tipo. Durante esse tempo vimos um recorde em perdas econômicas, um grande número de pessoas mortas e bilhões deslocadas, feridas ou desabrigadas por causa da crescente exposição a eventos extremos, alimentados pela rápida urbanização, pobreza, degradação ambiental, mudanças climáticas e falta de boa governança”, disse Wahlström.

Ao longo dos últimos vinte anos, a Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UNISDR) estima que, a partir de dados conservadores, os desastres já mataram um milhão e 300 mil pessoas, afetou outras 4,4 bilhões e resultou em perdas econômicas de US$ 2 trilhões. “Estes são números surpreendentes quando você considera o que isso significa em termos de oportunidades perdidas, vidas destroçadas, habitações perdidas, escolas e unidades de saúde destruídas, perdas culturais e estradas levadas”.

Para Wahlström, a Conferência Rio +20 precisa ser um marco e introduzir os objetivos de desenvolvimento sustentável, a partir de prazos realistas, de modo a erradicar o enorme desperdício de recursos humanos, sociais e econômicos. “Sabemos como fazê-lo. Temos as ferramentas”, afirmou.

Todos os Estados-Membros da ONU aprovaram, lembrou a representante da ONU, o Marco de Ação de Hyogo, que detalha quais as prioridades em termos de redução do risco de desastres e a adaptação à mudança climática. “No entanto, precisamos acelerar as ações. Isto é especialmente importante na ausência de qualquer progresso significativo na luta contra a mudança climática e pela redução das emissões de gases de efeito estufa.”



31/05/2012


O número de pessoas deslocadas deve aumentar significativamente nos próximos dez anos por causa de conflitos, desastres naturais e mudanças climáticas. A conclusão é do relatório “A Situação dos Refugiados do Mundo: Na Buca por Solidariedade”, lançado hoje (31/05) pelo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

“O mundo está gerando rapidamente mais deslocamentos do que soluções para o problema”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Isto significa apenas uma coisa: mais pessoas vivendo muito tempo no exílio, impossibilitadas de voltar para casa e de se estabelecer em um lugar ou em outro. O deslocamento global é um problema internacional que exige soluções  internacionais – e com isso, quero dizer principalmente soluções políticas”, alertou.

O documento afirma que já há mais deslocados por desastres naturais do que por conflitos armados, mas a lei internacional não reconhece como refugiado quem deixa um país para fugir de mudanças climáticas e desastres naturais. E nesta mudança de perfil, coloca o deslocamento interno como um desafio primordial.

Atualmente, a maioria das 43 milhões de pessoas no mundo forçadas a abandonar suas casas não é refugiada, mas indivíduos deslocados internamente em seus países. Em todo o mundo, cerca de 26 milhões de indivíduos estão nesta categoria, enquanto de 15 a 16 milhões são refugiados e cerca de um milhão é solicitante de refúgio.

Aproximadamente 80% dos refugiados hoje vivem em países em desenvolvimento.

Uma grande solidariedade internacional é necessária para lidar com estes desafios todos, conclui o relatório. Isso significa aumentar as oportunidades de reassentamento de refugiados em países industrializados, desenvolver projetos cooperativos que promovam o regresso voluntário sustentável ou a integração local, além do apoio às comunidades que acolhem refugiados.

É necessário que se estabeleça um novo pacto de divisão de esforços e responsabilidades em todo o campo da proteção aos refugiados, desde a prevenção de conflitos à solução dos problemas.



24/05/2012


Os desastres naturais e as mudanças climáticas estão deslocando cada vez mais pessoas, e a comunidade internacional precisa se mobilizar para elaborar instrumentos legais efetivos que garantam a proteção dessas populações. O alerta foi feito na quarta-feira (23/05) pelo representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Andrés Ramirez, na abertura do VIII Encontro Nacional das Redes de Proteção, em Brasília.

O encontro sobre “Deslocamentos Humanos por Motivos Ambientais e Catástrofes Naturais” contou com a participação de 50 entidades de todo o país envolvidas com a atenção a migrantes e refugiados.

Segundo Ramirez, “as mudanças climáticas acentuam outros fatores que geram migrações, como urbanização, escassez de recursos e conflitos”.

O Representante do ACNUR lembrou que a convenção de 1951 da ONU, relativa ao estatuto dos refugiados, não previu mecanismos de proteção para este tipo de deslocamento forçado, mas as pessoas vítimas de desastres naturais encontram-se em situação de extrema vulnerabilidade, com necessidades de abrigo, apoio material e garantia de direitos civis.

“O desafio está posto para o sistema humanitário internacional”, disse Ramirez, destacando que o debate continuará durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Para acompanhar a agenda proposta pelo ACNUR para a Rio+20, clique aqui.