Postagens com a tag ‘alimentação’



22/06/2012


Secretário-Geral da ONU lança Desafio Fome Zero (UNIC Rio / Diego Blanco)A erradicação da fome é fundamental para se alcançar o desenvolvimento sustentável e tirar mais de 925 milhões de pessoas da situação de insegurança alimentar. Esta é a ideia principal do programa “Desafio Fome Zero”, lançado na quinta-feira (21/6) durante a Rio+20 pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

“Alimentação e nutrição estão entre as minhas prioridades. Em um mundo de abundância, ninguém – nem uma única pessoa – deve passar fome. Não estou propondo um novo objetivo, mas estou compartilhando minha visão para o futuro. Um futuro onde os sistemas alimentares são resistentes. Onde todo mundo tem seu direito a alimentação garantido. Isso aumentaria o crescimento econômico, reduziria a pobreza e protegeria o meio ambiente. É promover a paz e a estabilidade”, afirmou Ban durante o evento.

O Desafio Fome Zero possui cinco objetivos: 100% de acesso a uma alimentação nutritiva e suficiente durante todo o ano a todos; acabar com a desnutrição na gravidez e primeira infância; criar sistemas alimentares sustentáveis em todo mundo; aumentar a produtividade e rendimento dos pequenos agricultores – especialmente mulheres; e erradicar o desperdício de alimentos.

No evento, o Diretor-Geral da Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, disse que o exemplo do Brasil pode ser visto como um caminho para a erradicação da fome no mundo. “Quando começamos o programa Fome Zero no país muitos críticos diziam que seria impossível acabar com a fome e a pobreza. Nós mostramos que eles estavam errados. Grandes problemas exigem mobilização e soluções ousadas, como é esta iniciativa do Secretário-Geral Ban Ki-moon”.

O “Desafio Fome Zero” conta com o apoio da FAO, do Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (IFAD), da ONG Biodiversidade Internacional e do Banco Mundial.



21/06/2012


O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, assinou na quinta-feira (21/06), durante a Rio+20, acordo de 3,5 milhões de dólares com o Ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. A assinatura ocorreu na Arena Socioambiental, espaco paralelo da conferência da ONU.

O objetivo do projeto é contribuir para o desenvolvimento rural sustentável da América Latina e Caribe, aumentando a capacidade dos países e da sociedade civil em desenvolver políticas públicas participativas de apoio à agricultura familiar campesina.

“Fortalecer o diálogo com a sociedade civil é muito importante para encontrar os consensos necessários para promover o desenvolvimento rural e a luta contra a fome”, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

Meio ambiente

Na quarta-feira (20/06), Graziano também assinou termo de cooperação técnica no valor de 300 mil dólares com a Ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira.

O projeto prevê o fortalecimento das políticas agroambientais nos países da América Latina e Caribe. O objetivo é promover o diálogo e o intercâmbio de experiências nacionais em políticas públicas da área.



18/06/2012


Governos e empresas se unem ao PNUD para impulsionar a agricultura sustentável. (PNUD)O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apresentou hoje (18/06) uma iniciativa para impulsionar a agricultura sustentável nos países em desenvolvimento através de parcerias entre governos, empresas e pequenos agricultores.

“Construindo Mercados de Amanhã” é uma aliança do PNUD com governos de países doadores e produtores – incluindo Dinamarca, Costa Rica, Gana, Indonésia – e empresas como a Kraft, Johnson & Johnson e IKEA. Tem como objetivo ajudar os governos na criação de plataformas de commodities, onde os parceiros do setor público e privado se reúnem para ajudar a escala de produção sustentável. A ação visa também melhorar a reforma política e o planejamento agrícola, aumentando o acesso ao financiamento e o fornecimento de treinamento, particularmente para produtores de baixa renda, muitos dos quais são mulheres.

“A adoção e a promoção de práticas sustentáveis de produção exigem um esforço conjunto, algo que na prática é muitas vezes ausente ou insuficiente. Fazer essa mudança necessária na escala exige liderança voltada para o futuro nos setores público e privado”, disse a Administradora do PNUD, Helen Clark, na apresentação da iniciativa no Fórum de Sustentabilidade Empresarial Rio+20. O evento, realizado de 15 a 18 de junho, no Rio de Janeiro, reuniu representantes de centenas de governos, setor privado e ONGs para fortalecer a contribuição das empresas para o desenvolvimento sustentável.

Mais de dois terços dos agricultores vivem com menos de um dólar por dia

Como principal impulsionador do crescimento e maior empregador em muitos países em desenvolvimento, a agricultura representa uma oportunidade para alcançar a população pobre. Mais de dois terços das pessoas vivem com menos de um dólar por dia de trabalho na agricultura, e as mulheres são uma proporção significativa.

Na Indonésia, uma plataforma nacional de óleo de palma será lançada no próximo mês para impulsionar a subsistência de pequenos agricultores e reduzir o desmatamento, envolvendo grandes grupos produtores e companhias compradoras, incluindo a IKEA, Kraft e Johnson & Johnson, em uma nova parceria do PNUD com o governo da Indonésia.

O Fórum de Sustentabilidade Empresarial Rio+20 terminou com um apelo a governos, empresas e outros parceiros a aderir à iniciativa e ajudar a construir os mercados sustentáveis e inclusivos de amanhã.



16/06/2012


“As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, painel promovido pela Organização das Nações Unidas em parceria com o Governo do Estado de Rio de Janeiro | Painel 1 - Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza |   Da esquerda para a direita: Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ, Antonio Claret Subdiretora Geral de Ciências Naturais da UNESCO, Gretchen Kalonji Assessor Especial do PNUD Brasil para a Rio+20, Eduardo Gutierrez Diretora Executiva Adjunta da ONU Mulheres, Lakshmi Puri Diretora de Meio Ambiente e Energia do PNUD, Veerle Wandeweerd. (UNIC Rio / André F. Kishimoto)Representantes de diversas agências das Nações Unidas firmaram hoje (16/6) um compromisso de fazer com que os aspectos sociais, econômicos e ambientais não sejam tratados isoladamente nos programas de cooperação internacional para o desenvolvimento.

“É possível fazer políticas públicas dirigidas aos três pilares do desenvolvimento sustentável (…), desmetindo alguns dos intelectuais (…) que defendem que é preciso fazer primeiro o econômico, depois o social e o ambiental”, afirmou o Coordenador Residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek. “É imperativo fazer com que os três pilares caminhem juntos”, acrescentou.

Chediek participou da abertura do Seminário “As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, organizado pela ONU em conjunto com o Estado do Rio de Janeiro no Parque dos Atletas.

Contribuição das agências para a Rio+20

No seminário, temas como educação, meio ambiente, habitação, acesso a água, empoderamento das mulheres, desigualdade e outros campos prioritários no trabalho das agências da ONU no Brasil foram abordados na programação, como forma de reforçar o processo prévio da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Participaram do Seminário representantes das seguintes Agências da ONU que atuam no Brasil: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), União Internacional de Telecomunicações (ITU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).



01/06/2012


Alimentos tradicionalmente usados por povos indígenas podem ser uma importante ferramenta para combater a fome e a má nutrição. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), adotar uma cesta alimentar semelhante a dos índios pode resultar em dietas balanceadas com a vantagem de se gerar uma pegada de carbono menor a de muitos outros métodos da agricultura moderna.

Essas discussões fazem parte do simpósio regional Promoção dos Alimentos Indígenas Subutilizados para a Segurança Alimentar e Nutrição na Ásia e no Pacífico que irá até 2 de junho na Tailândia.

A agência ainda afirma que a globalização tem reduzido o número de espécies de plantas usadas para fins alimentares de cerca de 100 mil para apenas 30. Como a população mundial deverá chegar a nove bilhões em 2050, a FAO está preocupada que o mundo não será capaz de produzir alimentos suficientes para atender à demanda.

“Se conseguirmos com êxito melhorar a informação sobre a utilização desses recursos alimentares indígenas – considerando um marketing mais eficaz – produtores rurais, inclusive as comunidades indígenas, poderão se beneficiar muito mais em termos de melhoria da saúde, nutrição, bem-estar e redução da pobreza”, afirmou o presidente da Universidade Khon Khen, Kittichai Triratanasirichai.



23/05/2012


A fome crônica afeta mais de 900 milhões de pessoas em todo o mundo, totalizando quase 16%  da população dos países em desenvolvimento. Mais de 1,2 bilhão de pessoas vivem em áreas de escassez severa de água. E cerca de 75% da diversidade genética das culturas agrícolas foi perdida desde 1900.

Estes são alguns dos fatos apresentados no documento Fazendo a ligação entre Pessoas, Comida e Meio ambiente, lançado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), visando alertar os participantes e tomadores de decisões na Conferência Rio+20. No total são 100 fatos relacionados a assuntos diversos, tais como: fome, silvicultura, gênero, pesca, terra, produção e desperdício de comida.

Clique aqui para ver o documento (em inglês).



11/05/2012


O Comitê sobre Segurança Alimentar Mundial, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aprovou hoje (11/05) um conjunto de amplas diretrizes globais para ajudar os governos a protegerem os direitos das pessoas, especialmente dos pobres, de possuir ou ter acesso a terra, florestas e áreas de pesca – o Guia Voluntário sobre Governança Responsável da Posse da Terra, Pesca e Florestas no Contexto da Segurança Alimentar Nacional.

“Dar a pessoas pobres e vulneráveis a garantia de direitos equitativos de acesso a terra e a outros recursos naturais é uma condição essencial na luta contra a fome e a pobreza”, disse o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva.

Entre as questões tratadas no Guia se encontra o chamado fenômeno da ‘grilagem’. O documento recomenda que medidas de segurança sejam tomadas para proteger o direito de posse das populações locais  dos riscos que poderiam surgir a partir de aquisições de grandes escala de terra, e também para proteger os direitos humanos, os meios de subsistência, a segurança alimentar e o meio ambiente.



30/04/2012


(PNUMA)

Brasil, Quênia, Sri Lanka e Turquia lançaram o Projeto De Biodiversidade para Alimentação e Nutrição no sábado (28/04),  durante o Congresso Mundial de Nutrição 2012, realizado no Rio de Janeiro. A iniciativa, que busca renovar a ênfase na manutenção da variedade natural de grãos para combater a desnutrição, tem investimentos de 35 milhões de dólares, incluindo 5,5 milhões do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (Global Environmental Facility – GEF). A coordenação é da Biodiversity International, com apoio de implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

A ideia é tratar da pouca variedade da alimentação popular, com alimentos processados e pobres em nutrientes dominando as mesas, o que causa uma série de problemas de saúde. Um terço da população mundial sofre com a fome ou a nutrição deficiente de micronutrientes e a obesidade e doenças crônicas relacionadas a dietas pobres atingiram níveis alarmantes.  A diversidade de grãos e afins, árvores, animais, micróbios e outras espécies que contribuem para a produção de alimentos pode contrapor essas tendências, segundo o Diretor-Geral da Biodiversity International, Emile Frison.

O Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), Bráulio Dias, disse que “para dar resposta aos desafios de alimentar uma população mundial de cerca de 9 bilhões de pessoas até 2050, precisamos considerar não só a produção sustentável de alimentos suficientes, mas também trabalhar para diversificar a nutrição, o que significa oferecer uma dieta saudável a todos”.

Os resultados intensificarão o desenvolvimento de políticas e estruturas regulatórias para a promoção da conservação e uso sustentável de alimentos importantes, porém subutilizados, que normalmente são mais nutritivos e mais bem adaptados aos ambientes locais, oferecendo assim menos impactos aos ecossistemas.



24/04/2012


Após muitos anos de negociações internacionais, foi acordado no domingo (22/04) o desenho final da Plataforma Intergovernamental sobre Serviços de Ecossistemas e da Biodiversidade (IPBES, na sigla em inglês). A cidade alemã de Bonn, que já hospeda tratados como a Convenção do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sobre Espécies Migratórias, ganhou o direito de sediar também o secretariado do novo órgão independente.

O IPBES pretende enfrentar a perda acelerada da biodiversidade mundial e a degradação dos ecossistemas, fazendo a ponte entre a ciência exata, imparcial e atualizada e os decisores políticos.

Embora muitas organizações e iniciativas já contribuam para melhorar o diálogo entre os tomadores de decisão e a comunidade científica nessa área, o IPBES é estabelecido como uma nova plataforma, reconhecida por ambas as comunidades científica e política, para fechar as lacunas existentes e reforçar a interface entre ciência e política em relação aos serviços dos ecossistemas e da biodiversidade.

“Hoje, a biodiversidade venceu”, disse o Presidente da reunião, Robert Watson, Assessor Científico Chefe do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido. “Serviços dos Ecossistemas e da Biodiversidade são essenciais para o bem-estar humano. Essa plataforma irá gerar o conhecimento e construir a capacidade de protegê-los para as gerações presentes e futuras.”

O PNUMA foi solicitado para a continuar o seu trabalho de facilitar a plataforma de forma interina, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Um ou mais desses organismos das Nações Unidas irá administrar o Secretariado IPBES, assim que for estabelecido.

Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner declarou: “Após anos de debates e negociações políticas complexas, chegamos hoje a uma conclusão positiva, uma nova conquista em termos de resposta da humanidade para reverter a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas, desde as florestas até as águas.”

As funções essenciais da IPBES abrangerão as seguintes áreas:

  • Identificar e priorizar informações científicas necessárias para tomadores de decisão e catalisar esforços para a geração de novos dados;
  • Efetuar avaliações regulares e oportunas sobre os serviços da biodiversidade e dos ecossistemas e suas interligações;
  • Apoiar a formulação e implementação de políticas por meio da identificação de ferramentas e metodologias relevantes;
  • Definir prioridades nas necessidades de capacitação para melhorar a interface entre ciência e política e para fornecer e buscar suporte para as necessidades prioritárias relacionadas diretamente às suas atividades.

O IPBES responderá às solicitações de governos, acordos ambientais multilaterais e organismos das Nações Unidas, bem como outras partes interessadas relevantes, por informações científicas relacionadas aos serviços dos ecossistemas e da biodiversidade.

Um núcleo financeiro será estabelecido para o recebimento de contribuições voluntárias de governos, organismos das Nações Unidas, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), outras organizações intergovernamentais e outras partes interessadas, tais como o setor privado e fundações.

Informações

Porta-Voz e Diretor de Comunição do PNUMA
Nick Nuttall
nick.nuttall@unep.org
+41 795 965 737 | +254 733 632 755

Chefe do Centro de Notícias do PNUMA
Shereen Zorba
shereen.zorba@unep.org
+254 788 526 000



20/04/2012


Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. (FAO/Simon Maina)

“Para garantir um modelo de desenvolvimento que seja sustentável a longo prazo, o mundo precisa enfrentar o desafio urgente de acabar com a fome”, disse na quinta-feira (19/04) o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

“Nós não podemos chamar de desenvolvimento sustentável se quase uma em cada sete pessoas é vítima de desnutrição”, ressaltou Graziano em conferência da FAO no Azerbaidjão. “Estou convencido que acabar com a fome é uma meta possível com um compromisso político verdadeiro. A FAO está comprometida com este esforço.”

Graziano destacou várias áreas que exigem uma ação eficaz, incluindo a adoção de abordagens de produção mais sustentáveis e tecnologias para produzir mais alimentos com menos impacto. O Diretor-Geral da FAO ainda enfatizou a necessidade de mudança alimentar em direção a dietas mais saudáveis para resolver o problema da obesidade e para reduzir a pressão sobre os recursos naturais essenciais à produção de alimentos.


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