Postagens com a tag ‘agricultura’



21/06/2012


O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, assinou na quinta-feira (21/06), durante a Rio+20, acordo de 3,5 milhões de dólares com o Ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. A assinatura ocorreu na Arena Socioambiental, espaco paralelo da conferência da ONU.

O objetivo do projeto é contribuir para o desenvolvimento rural sustentável da América Latina e Caribe, aumentando a capacidade dos países e da sociedade civil em desenvolver políticas públicas participativas de apoio à agricultura familiar campesina.

“Fortalecer o diálogo com a sociedade civil é muito importante para encontrar os consensos necessários para promover o desenvolvimento rural e a luta contra a fome”, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

Meio ambiente

Na quarta-feira (20/06), Graziano também assinou termo de cooperação técnica no valor de 300 mil dólares com a Ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira.

O projeto prevê o fortalecimento das políticas agroambientais nos países da América Latina e Caribe. O objetivo é promover o diálogo e o intercâmbio de experiências nacionais em políticas públicas da área.



18/06/2012


Governos e empresas se unem ao PNUD para impulsionar a agricultura sustentável. (PNUD)O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apresentou hoje (18/06) uma iniciativa para impulsionar a agricultura sustentável nos países em desenvolvimento através de parcerias entre governos, empresas e pequenos agricultores.

“Construindo Mercados de Amanhã” é uma aliança do PNUD com governos de países doadores e produtores – incluindo Dinamarca, Costa Rica, Gana, Indonésia – e empresas como a Kraft, Johnson & Johnson e IKEA. Tem como objetivo ajudar os governos na criação de plataformas de commodities, onde os parceiros do setor público e privado se reúnem para ajudar a escala de produção sustentável. A ação visa também melhorar a reforma política e o planejamento agrícola, aumentando o acesso ao financiamento e o fornecimento de treinamento, particularmente para produtores de baixa renda, muitos dos quais são mulheres.

“A adoção e a promoção de práticas sustentáveis de produção exigem um esforço conjunto, algo que na prática é muitas vezes ausente ou insuficiente. Fazer essa mudança necessária na escala exige liderança voltada para o futuro nos setores público e privado”, disse a Administradora do PNUD, Helen Clark, na apresentação da iniciativa no Fórum de Sustentabilidade Empresarial Rio+20. O evento, realizado de 15 a 18 de junho, no Rio de Janeiro, reuniu representantes de centenas de governos, setor privado e ONGs para fortalecer a contribuição das empresas para o desenvolvimento sustentável.

Mais de dois terços dos agricultores vivem com menos de um dólar por dia

Como principal impulsionador do crescimento e maior empregador em muitos países em desenvolvimento, a agricultura representa uma oportunidade para alcançar a população pobre. Mais de dois terços das pessoas vivem com menos de um dólar por dia de trabalho na agricultura, e as mulheres são uma proporção significativa.

Na Indonésia, uma plataforma nacional de óleo de palma será lançada no próximo mês para impulsionar a subsistência de pequenos agricultores e reduzir o desmatamento, envolvendo grandes grupos produtores e companhias compradoras, incluindo a IKEA, Kraft e Johnson & Johnson, em uma nova parceria do PNUD com o governo da Indonésia.

O Fórum de Sustentabilidade Empresarial Rio+20 terminou com um apelo a governos, empresas e outros parceiros a aderir à iniciativa e ajudar a construir os mercados sustentáveis e inclusivos de amanhã.



17/06/2012


Na véspera de sua partida para o Rio de Janeiro, Kanayo F. Nwanze, Presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), diz que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) é a “oportunidade de uma geração” para transformar o sistema global de agricultura e alimentos com a velocidade necessária, colocando os 500 milhões de pequenas propriedades do mundo em desenvolvimento no centro de planos orientados para a ação.

“Não há uma fórmula mágica que elimine a pobreza e garanta segurança alimentar sustentável da noite para o dia”, diz Nwanze. “Mas o FIDA vê a esperança de um futuro sustentável encarnada na perseverança e resistência dos habitantes rurais para superar desafios e prosperar. Mais especificamente, está encarnada nas mulheres rurais, pois são as cuidadoras e educadoras desta geração e da próxima.”

“A conferência Rio+20 é a oportunidade de acelerar o desenvolvimento agrícola sustentável”, continua Nwanze. “Mas, para sermos realmente sustentáveis, temos que tirar o peso dos ombros das mulheres e homens rurais e substituí-lo por acesso igual a recursos agrícolas e ferramentas climaticamente inteligentes para fortalecer sua resiliência.”

Vinte anos após a Cúpula da Terra, realizada no Rio em 1992, os líderes mundiais se reunirão para discutir as ações que possam criar um futuro sustentável para o planeta em face de novos e intimidantes desafios. Nos últimos 20 anos, não só o aquecimento global aumentou, mas também aumentou o número de pessoas que passam fome. As mudanças climáticas, o crescimento populacional e a limitação dos recursos naturais – bem como a competição por esses recursos limitados – representam enormes desafios para a segurança alimentar.

Antes da Rio+20, Nwanze será o orador principal em vários eventos internacionais, como o Dia da Agricultura e Desenvolvimento Rural e o Fórum da Sustentabilidade Empresarial, onde apresentará sua mensagem distinta sobre a importância de trabalhar com os pequenos agricultores e reconhecê-los como empresários.

“O FIDA acredita que os pequenos agricultores constituem a âncora do desenvolvimento sustentável, pois são os principais investidores do setor privado interno nas áreas rurais”, afirma Nwanze. “Os investimentos do setor privado, tanto interno como externo, podem ser o ingrediente essencial para obter um desenvolvimento agrícola sustentável e a segurança alimentar. Mas têm que ser claramente direcionados para habilitar os agricultores a aumentar sua produtividade e sua renda.”

Como maior empregador do mundo, a agricultura continua sendo um setor crucial para as economias dos países em desenvolvimento. Na maioria dos países, a agricultura representa mais de 60% do emprego. A experiência do FIDA indica que, com o apoio certo, os pequenos agricultores podem duplicar ou triplicar sua produção, mesmo em face das mudanças climáticas e degradação ambiental.

“Quando melhoramos a capacidade dos pequenos agricultores de se alimentar, também melhoramos sua capacidade de alimentar os outros”, declara Nwanze. “Eles não podem fazer isso sozinhos. Não é coincidência que nos países em que a agricultura decolou houve grandes investimentos em pesquisa e infraestrutura.”

No Fórum de Sustentabilidade Empresarial, o FIDA realizará uma sessão chamada O ponto ideal: o cacau promete sustentabilidade, equidade e rentabilidade para pequenos produtores e empresas. Durante essa sessão, Nwanze indicará como os governos dos países em desenvolvimento deveriam avaliar melhor o impacto das políticas sobre os pequenos agricultores e suas organizações, e criar um ambiente adequado que leve o setor privado a investir mais na agricultura.

Antes e durante a Rio+20, as agências da ONU para alimentação e agricultura baseadas em Roma – a Organização  das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o FIDA e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) – e Bioversity International realizarão vários eventos para promover o diálogo e identificar as ações necessárias para preparar o caminho para um futuro com segurança alimentar. Em nome das agências, Nwanze pronunciará o discurso de abertura de um evento em 19 de junho, focalizando as ações para enfrentar os desafios da segurança alimentar no âmbito comunitário, nacional e global.



16/06/2012


“As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, painel promovido pela Organização das Nações Unidas em parceria com o Governo do Estado de Rio de Janeiro | Painel 1 - Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza |   Da esquerda para a direita: Representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ, Antonio Claret Subdiretora Geral de Ciências Naturais da UNESCO, Gretchen Kalonji Assessor Especial do PNUD Brasil para a Rio+20, Eduardo Gutierrez Diretora Executiva Adjunta da ONU Mulheres, Lakshmi Puri Diretora de Meio Ambiente e Energia do PNUD, Veerle Wandeweerd. (UNIC Rio / André F. Kishimoto)Representantes de diversas agências das Nações Unidas firmaram hoje (16/6) um compromisso de fazer com que os aspectos sociais, econômicos e ambientais não sejam tratados isoladamente nos programas de cooperação internacional para o desenvolvimento.

“É possível fazer políticas públicas dirigidas aos três pilares do desenvolvimento sustentável (…), desmetindo alguns dos intelectuais (…) que defendem que é preciso fazer primeiro o econômico, depois o social e o ambiental”, afirmou o Coordenador Residente da ONU no Brasil, Jorge Chediek. “É imperativo fazer com que os três pilares caminhem juntos”, acrescentou.

Chediek participou da abertura do Seminário “As Nações Unidas e a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento”, organizado pela ONU em conjunto com o Estado do Rio de Janeiro no Parque dos Atletas.

Contribuição das agências para a Rio+20

No seminário, temas como educação, meio ambiente, habitação, acesso a água, empoderamento das mulheres, desigualdade e outros campos prioritários no trabalho das agências da ONU no Brasil foram abordados na programação, como forma de reforçar o processo prévio da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Participaram do Seminário representantes das seguintes Agências da ONU que atuam no Brasil: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), União Internacional de Telecomunicações (ITU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).



31/05/2012


Os Diálogos de Desenvolvimento Sustentável são um espaço aberto pelo Governo brasileiro, com apoio das Nações Unidas, que terão lugar no Riocentro, entre 16 e 19 de junho. Vão compreender dez painéis de reflexão e debate entre representantes da sociedade civil, incluindo setor privado, ONGs, academia, entre outros. A ideia é que as recomendações resultantes dos debates sejam levadas aos Chefes de Estado e de Governo presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Haverá três sessões por dia (manhã, tarde e noite) nos dias 16, 17 e 18, e uma última sessão na manhã do dia 19. Os temas, selecionados com base em sua relevância para a reflexão sobre o desenvolvimento sustentável, são os seguintes: Desemprego, trabalho decente e migrações; Desenvolvimento Sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras; Desenvolvimento Sustentável para o combate à pobreza; A economia do Desenvolvimento Sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo; Florestas; Segurança alimentar e nutricional; Energia sustentável para todos; Água; Cidades sustentáveis e inovação; e Oceanos.

Não haverá participação entre os debatedores de representantes de governos nacionais nem de agências das Nações Unidas.

Os Diálogos contam com uma plataforma digital, espaço de discussão aberto e interativo. Para acessar a plataforma, clique aqui.

A entrada na plenária do Riocentro será permitida somente para participantes credenciados e munidos de passe secundário.

Para fazer sua inscrição como espectador dos Diálogos, clique aqui.

Clique aqui para ver a programação completa.



11/05/2012


O Comitê sobre Segurança Alimentar Mundial, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aprovou hoje (11/05) um conjunto de amplas diretrizes globais para ajudar os governos a protegerem os direitos das pessoas, especialmente dos pobres, de possuir ou ter acesso a terra, florestas e áreas de pesca – o Guia Voluntário sobre Governança Responsável da Posse da Terra, Pesca e Florestas no Contexto da Segurança Alimentar Nacional.

“Dar a pessoas pobres e vulneráveis a garantia de direitos equitativos de acesso a terra e a outros recursos naturais é uma condição essencial na luta contra a fome e a pobreza”, disse o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva.

Entre as questões tratadas no Guia se encontra o chamado fenômeno da ‘grilagem’. O documento recomenda que medidas de segurança sejam tomadas para proteger o direito de posse das populações locais  dos riscos que poderiam surgir a partir de aquisições de grandes escala de terra, e também para proteger os direitos humanos, os meios de subsistência, a segurança alimentar e o meio ambiente.



24/04/2012


Após muitos anos de negociações internacionais, foi acordado no domingo (22/04) o desenho final da Plataforma Intergovernamental sobre Serviços de Ecossistemas e da Biodiversidade (IPBES, na sigla em inglês). A cidade alemã de Bonn, que já hospeda tratados como a Convenção do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sobre Espécies Migratórias, ganhou o direito de sediar também o secretariado do novo órgão independente.

O IPBES pretende enfrentar a perda acelerada da biodiversidade mundial e a degradação dos ecossistemas, fazendo a ponte entre a ciência exata, imparcial e atualizada e os decisores políticos.

Embora muitas organizações e iniciativas já contribuam para melhorar o diálogo entre os tomadores de decisão e a comunidade científica nessa área, o IPBES é estabelecido como uma nova plataforma, reconhecida por ambas as comunidades científica e política, para fechar as lacunas existentes e reforçar a interface entre ciência e política em relação aos serviços dos ecossistemas e da biodiversidade.

“Hoje, a biodiversidade venceu”, disse o Presidente da reunião, Robert Watson, Assessor Científico Chefe do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido. “Serviços dos Ecossistemas e da Biodiversidade são essenciais para o bem-estar humano. Essa plataforma irá gerar o conhecimento e construir a capacidade de protegê-los para as gerações presentes e futuras.”

O PNUMA foi solicitado para a continuar o seu trabalho de facilitar a plataforma de forma interina, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Um ou mais desses organismos das Nações Unidas irá administrar o Secretariado IPBES, assim que for estabelecido.

Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner declarou: “Após anos de debates e negociações políticas complexas, chegamos hoje a uma conclusão positiva, uma nova conquista em termos de resposta da humanidade para reverter a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas, desde as florestas até as águas.”

As funções essenciais da IPBES abrangerão as seguintes áreas:

  • Identificar e priorizar informações científicas necessárias para tomadores de decisão e catalisar esforços para a geração de novos dados;
  • Efetuar avaliações regulares e oportunas sobre os serviços da biodiversidade e dos ecossistemas e suas interligações;
  • Apoiar a formulação e implementação de políticas por meio da identificação de ferramentas e metodologias relevantes;
  • Definir prioridades nas necessidades de capacitação para melhorar a interface entre ciência e política e para fornecer e buscar suporte para as necessidades prioritárias relacionadas diretamente às suas atividades.

O IPBES responderá às solicitações de governos, acordos ambientais multilaterais e organismos das Nações Unidas, bem como outras partes interessadas relevantes, por informações científicas relacionadas aos serviços dos ecossistemas e da biodiversidade.

Um núcleo financeiro será estabelecido para o recebimento de contribuições voluntárias de governos, organismos das Nações Unidas, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), outras organizações intergovernamentais e outras partes interessadas, tais como o setor privado e fundações.

Informações

Porta-Voz e Diretor de Comunição do PNUMA
Nick Nuttall
[email protected]
+41 795 965 737 | +254 733 632 755

Chefe do Centro de Notícias do PNUMA
Shereen Zorba
[email protected]
+254 788 526 000



20/04/2012


Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. (FAO/Simon Maina)

“Para garantir um modelo de desenvolvimento que seja sustentável a longo prazo, o mundo precisa enfrentar o desafio urgente de acabar com a fome”, disse na quinta-feira (19/04) o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

“Nós não podemos chamar de desenvolvimento sustentável se quase uma em cada sete pessoas é vítima de desnutrição”, ressaltou Graziano em conferência da FAO no Azerbaidjão. “Estou convencido que acabar com a fome é uma meta possível com um compromisso político verdadeiro. A FAO está comprometida com este esforço.”

Graziano destacou várias áreas que exigem uma ação eficaz, incluindo a adoção de abordagens de produção mais sustentáveis e tecnologias para produzir mais alimentos com menos impacto. O Diretor-Geral da FAO ainda enfatizou a necessidade de mudança alimentar em direção a dietas mais saudáveis para resolver o problema da obesidade e para reduzir a pressão sobre os recursos naturais essenciais à produção de alimentos.



10/04/2012


Moradores de aldeia na Zâmbia encontram na agricultura alternativa para a sobrepescaEmpréstimos de pequeno porte têm permitido que a preservação ambiental seja uma aliada do desenvolvimento de comunidades no entorno do segundo lago mais profundo do planeta, o Tanganica, localizado na Zâmbia. Graças a um fundo rotativo dedicado à gestão ambiental e econômica foi possível reverter a taxa de sedimentação do lago de 159 toneladas por dia para 115 toneladas. Os recursos do projeto também são usados como uma alternativa de sustento para mais de 700 mulheres que deixaram a atividade da pesca após dificuldades com a sobrepesca.

A diversificação agrícola foi uma solução para ajudar famílias a obter sustento em áreas antes prejudicadas pelo mau uso da atividade pesqueira. Uma das mulheres beneficiadas é a trabalhadora Sebi Nafukwe, moradora de uma aldeia localizada às margens do lago. Hoje, com a venda do arroz que estão produzindo, Sebi e as mulheres da associação local estão obtendo 1,4 milhão de Kwachas (o equivalente a R$ 500) por ano, por família. “Nós nunca imaginamos que a agricultura poderia ser tão gratificante economicamente”, disse ela, com um sentimento de surpresa e realização.

Essas mulheres, encorajadas pelo sucesso do cultivo de arroz, expandiram suas atividades comerciais para a criação de aves e peixes e a horticultura. Com a nova renda, agora são capazes de garantir as necessidades nutricionais de toda a família, além de poder mandar os filhos para a escola.

O Fundo, iniciado em 2009, é apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Com esses recursos, as comunidades estão investindo no desenvolvimento de meios de vida sustentáveis e ambientalmente corretos. Assim, estão construindo tanques de peixes, criando aves e cultivando culturas como arroz e milho.

Ao mesmo tempo, estão plantando árvores para controlar os efeitos da erosão nas encostas íngremes do lago. A sedimentação polui a água, impede o crescimento da vegetação natural e causa a morte de peixes. O lago Tanganica, segundo mais profundo do planeta, fornece meio de vida para até 10 milhões de pessoas que vivem no Burundi, na República Democrática do Congo, na Tanzânia e na Zâmbia. Desde o início do projeto, a taxa de sedimentação do lago caiu de 159 toneladas por dia para 115 toneladas por dia na bacia hidrográfica do rio Lufubu, onde duas das onze aldeias participantes estão localizadas.

Para mais informações, clique aqui.



22/03/2012


No Dia Mundial da Água, funcionários da ONU pediram que os Estados reafirmem o direito de acesso a água e saneamento básico para todos e se engajem na luta pelo uso sustentável e pela preservação do recurso hídrico e no combate à seca e à fome. O tema de celebração do Dia este ano é água e segurança alimentar – um bilhão de pessoas no mundo sofrem de fome e 800 milhões não têm acesso à água potável. “Devíamos celebrar o Dia Mundial com progresso, e não discutindo semântica e certamente sem retroceder nestas questões”, disse a Especialista da ONU em água e saneamento básico, Catarina de Albuquerque.

Catarina afirmou que alguns países não devem voltar atrás em sua decisão de tornar real este direito universal. Ela apelou para que se discuta a questão do acesso a água durante a Conferência Sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), prevista para ocorrer em junho no Rio de Janeiro. “Alguns Estados, incluindo Canadá e o Reino Unido, estão aparentemente propondo a retirada de uma referência explícita do direito à água e saneamento para todos do primeiro rascunho do documento final da Rio+20”.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon enfatizou que a garantia de alimentação e água para todos depende do total engajamento dos países. “Serão necessárias políticas que promovam os direitos à água, capacidade regulatória fortalecida e igualdade de gênero, assim como desenvolvimento rural”. Rudolph Cleveringa, Conselheiro Técnico do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), enfatizou a mensagem de Ban e disse que “terra e água não podem ser tratadas como questões separadas. Para reduzir a pobreza em áreas rurais, precisamos focar nas questões da água para saúde e agricultura”.

Para celebrar o Dia, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) está realizando uma série de eventos em sua sede em Roma, na Itália, que incluem discussões sobre aperfeiçoamentos da gestão da água, redução do desperdício de água e comida, e construção de comunidades resilientes à mudança climática.


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