Blog da Rio+20

22/06/2012


Em entrevista coletiva hoje (22/6), o Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, apresentou uma importante conquista da Rio+20: foram contabilizados 705 compromissos voluntários entre governos, ONGs e Major Groups – incluindo 500 empresas, indústrias, universidades, entre outros – nos eventos oficiais e paralelos realizados antes e durante a Conferência da ONU no Rio de Janeiro.

No total, serão investidos 513 bilhões de dólares somente nos 13 principais projetos, bem como nas demais parcerias, programas e ações nos próximos 10 anos nas áreas de transporte, energia, economia verde, redução de desastres e proteção ambiental, desertificação, mudanças climáticas, entre outros assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável.

No total foram 50 acordos que envolvem governos, 72 entre o Sistema ONU e ONGs, 226 entre empresas e a indústria, 243 entre universidades e escolas de todo mundo.

Os maiores valores acordados serão doados pelo Banco de Desenvolvimento Asiático e oito dos principais Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (MDBs, na sigla em inglês), com 175 bilhões de dólares para a área de transportes, enquanto 50 bilhões de dólares serão investidos na iniciativa do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ‘Energia Sustentável para Todos’. O Japão vai investir seis bilhões de dólares em programas sobre economia verde e redução de desastres, ao passo que a Alemanha se comprometeu a ajudar em ações sobre acesso a energia com 3,3 bilhões de dólares.

“A Rio+20 é sobre implementação e ações concretas. Aqui vimos que governos, Sistema ONU e Major Groups estão comprometidos de forma séria. Os acordos voluntários são uma parte fundamental do legado da Conferência e complementam o documento oficial da Rio+20. Estes acordos unem os atores-chave globais numa mesma causa, alcançar o desenvolvimento sustentável. Os governos não podem fazer este trabalho sozinhos, eles precisam do apoio do setor privado e da sociedade civil”, afirmou Sha Zukang.

Veja todos os compromissos em http://www.uncsd2012.org/allcommitments.html

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22/06/2012


Representantes e diretores de quatro importantes organizações dos cenários nacional e internacional declararam estarem desapontados com o documento final e os resultados das negociações da Rio+20. A declaração foi feita em conferência de imprensa nesta manhã (22/06), no Riocentro, por Sharan Burrow, Secretária-Geral da International Trade Union Conference (ITUC), Barbara Stocking, Chefe Executiva da Oxfam, Kumi Naidoo, Diretor Executivo do Greenpeace Internacional, e Rubens Born, Coordenador Adjunto do Vitae Civilis.

Sem ambição, sem metas, sem datas limites”, classificou Sharan Burrow ao definir o documento. “O que foi acordado aqui está carente de visão, carente de ação, carente de comprometimento”, completou.

Para Barbara Stocking, faltou uma liderança concreta que conduzisse melhor as negociações sobre os pontos polêmicos, sem a eliminação de tantas partes importantes. “Os mais pobres sofrem mais as consequências de tudo o que acontece hoje no mundo e acontecerá nos anos que virão. As pessoas estão temerosas e esse sentimento irá aumentar”, afirmou.

Kumi Naidoo endossou as palavras da colega da Oxfam, ao citar exemplos e as milhares de vidas perdidas todos os dias na África por causa da seca e outras calamidades. “Não é necessário criar novas plataformas, as soluções já existem e precisam estar interconectadas”, disse o diretor do Greenpeace. “Ecologia, pobreza e economia não podem ser tratadas de maneira separada, como ainda é feito hoje”, completou.

Nós dissemos ao Secretário-Geral da ONU que é necessário sensibilizar os governantes e empresários do mundo”, disse Rubens Born, em nome dos outros representantes no painel. “As pessoas não podem aguardar ações de seus líderes, precisam ser agentes de transformação em seu dia a dia”, completou.

Ouça o depoimento de Márcio Astrini, porta-voz do Greenpeace em português para a Rio+20:

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22/06/2012


A representante do Grupo Articulador da Cúpula dos Povos e da Rede Brasil, Iara Pietricovsky, presidiu o encontro de hoje (22/06), no Riocentro, entre o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e delegados da sociedade civil. ( UNIC Rio / Pieter Zalis)

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, encontrou-se hoje (22/6) com 36 delegados da Cúpula dos Povos, que apresentaram o documento político final elaborado durante as Plenárias de Convegência organizadas por ONGs e movimentos sociais, reunidos no evento paralelo à Rio+20.

Os delegados representam redes, organizações e movimentos sociais de diversos países, em temas sindicais, indígenas, ambientais, povos tradicionais, direitos humanos, entre outros. O encontro foi presidido por Iara Pietrovsky, integrante do Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos. Cinco representantes da delegação apresentaram o conteúdo do documento da Cúpula para Ban Ki-moon.

O áudio na íntegra você encontra aqui.

 



22/06/2012


Secretário-Geral da ONU lança Desafio Fome Zero (UNIC Rio / Diego Blanco)A erradicação da fome é fundamental para se alcançar o desenvolvimento sustentável e tirar mais de 925 milhões de pessoas da situação de insegurança alimentar. Esta é a ideia principal do programa “Desafio Fome Zero”, lançado na quinta-feira (21/6) durante a Rio+20 pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

“Alimentação e nutrição estão entre as minhas prioridades. Em um mundo de abundância, ninguém – nem uma única pessoa – deve passar fome. Não estou propondo um novo objetivo, mas estou compartilhando minha visão para o futuro. Um futuro onde os sistemas alimentares são resistentes. Onde todo mundo tem seu direito a alimentação garantido. Isso aumentaria o crescimento econômico, reduziria a pobreza e protegeria o meio ambiente. É promover a paz e a estabilidade”, afirmou Ban durante o evento.

O Desafio Fome Zero possui cinco objetivos: 100% de acesso a uma alimentação nutritiva e suficiente durante todo o ano a todos; acabar com a desnutrição na gravidez e primeira infância; criar sistemas alimentares sustentáveis em todo mundo; aumentar a produtividade e rendimento dos pequenos agricultores – especialmente mulheres; e erradicar o desperdício de alimentos.

No evento, o Diretor-Geral da Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, disse que o exemplo do Brasil pode ser visto como um caminho para a erradicação da fome no mundo. “Quando começamos o programa Fome Zero no país muitos críticos diziam que seria impossível acabar com a fome e a pobreza. Nós mostramos que eles estavam errados. Grandes problemas exigem mobilização e soluções ousadas, como é esta iniciativa do Secretário-Geral Ban Ki-moon”.

O “Desafio Fome Zero” conta com o apoio da FAO, do Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (IFAD), da ONG Biodiversidade Internacional e do Banco Mundial.



21/06/2012


O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, assinou na quinta-feira (21/06), durante a Rio+20, acordo de 3,5 milhões de dólares com o Ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. A assinatura ocorreu na Arena Socioambiental, espaco paralelo da conferência da ONU.

O objetivo do projeto é contribuir para o desenvolvimento rural sustentável da América Latina e Caribe, aumentando a capacidade dos países e da sociedade civil em desenvolver políticas públicas participativas de apoio à agricultura familiar campesina.

“Fortalecer o diálogo com a sociedade civil é muito importante para encontrar os consensos necessários para promover o desenvolvimento rural e a luta contra a fome”, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

Meio ambiente

Na quarta-feira (20/06), Graziano também assinou termo de cooperação técnica no valor de 300 mil dólares com a Ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira.

O projeto prevê o fortalecimento das políticas agroambientais nos países da América Latina e Caribe. O objetivo é promover o diálogo e o intercâmbio de experiências nacionais em políticas públicas da área.



21/06/2012


Um grupo de lideranças e personalidades nacionais e internacionais entregaram hoje (21/06) aos chefes de Estado uma mensagem entitulada “A Rio+20 que não queremos”, como resposta ao documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, negociado e encaminhado aos governantes para adoção.

“Registramos nossa profunda decepção com os chefes de Estado, pois foi sob suas ordens e orientações que trabalharam os negociadores, e esclarecemos que a sociedade civil não compactua nem subscreve esse documento”, afirma a mensagem.

O ambientalista Rubens Born, da organização Vitae Civilis, afirma que é necessário que a sociedade civil atue como promotora de mudanças. “Não queremos ser cúmplices com a omissão do governo”.

Para Severn Suzuki, canadense conhecida como a menina que calou o mundo na Rio-92 com seu discurso aos negociadores, “a declaração que sairá da Rio+20 será a prova da falha do sistema de governança mundial”.



21/06/2012


Secretário Executivo do Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias. (ONU)A liderança para afirmar parcerias para ajudar os países a implementarem seus compromissos com a biodiversidade vai além dos mecanismos atuais dos ministérios de meio ambiente dos governos, afirmou na quinta-feira (21/06) o Secretário Executivo da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), Braulio Ferreira de Souza Dias, durante painel na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

“O bom é que já temos uma agenda global acordada e o desafio é colocar na pauta principal da economia a biodiversidade, envolver a sociedade e o governo entorno desses objetivos. Trabalhar apenas com mecanismos atuais dos ministérios do meio ambiente não foi suficiente. Essa é a mensagem principal: mostrar a relevância da biodiversidade para promover o desenvolvimento sustentável. Não podemos promover segurança sem biodiversidade, ou adaptar-se à mudança climática sem biodiversidade”, disse Ferreira de Souza.

Papel da sociedade

Edward Norton, Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas para o Meio Ambiente, também esteve presente no painel. “É incrível ver pessoas de comunidades locais em posições humildes sem acesso a recursos, treinamento e até mesmo sem educação, determinadas com o futuro de bem-estar das suas comunidades. A manutenção das suas tradições culturais depende de adaptar o seu comportamento em termos de interagir plenamente com seu ambiente local próprio”.

Norton também disse que é difícil fazer as pessoas entenderem que a perda da biodiversidade é uma forma de degradação do meio ambiente que afeta a vida diária das pessoas. “Elas não veem a biodiversidade desaparecendo. A Rio+20 é uma oportunidade de inovar e relançar a missão de comunicar sobre biodiversidade. Para ser honesto, a mídia contribui muito para esse desentendimento. Enquanto a mídia falar em termos abstratos, as pessoas não vão levar esta compreensão para casa. Ela precisa fazer um trabalho melhor para que as pessoas valorizem a biodiversidade”.

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21/06/2012


A ONU acredita que já existe um acordo político sobre o documento final da Rio+20 e que é bem provável a adesão de todos os países participantes da Conferência, informou hoje (21/06) o Chefe de Comunicação e Divulgação, Nikhil Chandavarkar, da Divisão para o Desenvolvimento Sustentável do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA). “Os países que gostaram do texto não vão querer reabri-lo à discussão”, disse Chandavarkar, acrescentando que há um acordo político para gerar o consenso.

O anuncio foi feito durante coletiva de imprensa diária da Porta-Voz da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Pragati Pascale.  Ela informou que 517 compromissos voluntários foram assumidos por países e empresas. Além disso, oito bancos multilaterais já anunciaram compromisso de 175 bilhões de dólares até 2020 para promover o transporte sustentável. Ela também informou que no total foram emitidos quase 45 mil vistos de credenciamento para todos os participantes da Rio+20, entre delegações, imprensa, ONU, ONG’s e segurança.



21/06/2012


Novo Mapa Mundial de Políticas e Diagnósticos Nacionais de Iluminação destacam grande potencial de economia de energia. (Enlighten)Um total de cinco por cento do consumo global de eletricidade poderiam ser economizados todos os anos através de uma transição para formas de iluminação mais eficientes, resultando em poupanças anuais de 110 bilhões de dólares em todo o mundo.

Estes são alguns dos principais resultados dos 150 diagnósticos nacionais e do mapa mundial de políticas em iluminação eficiente, divulgados hoje (21/06) pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) e parceiros.

Em alguns casos, os diagnósticos mostram que as economias financeiras e os benefícios em termos de mitigação das mudanças climáticas que podem ser alcançados através da eliminação gradual de iluminação incandescente em países em desenvolvimento e em países de renda média são muito mais significativas do que o sugerido por estudos anteriores.

Uma eliminação progressiva da iluminação ineficiente poderia gerar economias anuais de eletricidade equivalentes ao fechamento de mais de 250 grandes centrais elétricas a carvão, o que representa cerca de 210 bilhões de dólares de custos evitados em investimento. Além disso, as 490 megatoneladas (Mt) de redução de CO2 por ano são equivalentes às emissões de mais de 122 milhões de carros de tamanho médio.

No próximo mês, um grupo de 14 países-piloto tentará alcançar esses objetivos como parte do Programa de Parcerias para uma Eficiência Global, coordenado pelo PNUMA e outros parceiros.

Os países vão desenvolver programas nacionais de redução gradual de iluminação ineficiente com o apoio de especialistas da iniciativa en.lighten: uma parceria público-privada liderada pelo PNUMA e pelo GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial, na sigla em inglês), em colaboração com a Philips Lighting, Osram AG, e o National Lighting Test Centre na China.

Mapa mundial de políticas

O novo mapa mundial de políticas, também produzido pela iniciative en.lighten, mostra em detalhes a situação das políticas de eficiência em iluminação ao redor do mundo.

Primeira ferramenta do tipo no setor da iluminação, o mapa on-line fornece uma visão geral das políticas de eficiência em matéria de iluminação e os êxitos obtidos, especificamente no setor residencial. As informações de cada país cobrem normas, selos de qualidade, políticas de apoio, atividades de controle de qualidade dos produtos e estratégias de fim de vida, assim como um ranking nacional em termos de desenvolvimento de políticas. O ranking será atualizado regularmente de acordo com os progressos realizados pelos países em vias de atingir uma transição sustentável para modelos de iluminação mais eficientes.



21/06/2012


Igualdade de gênero, expansão das oportunidades econômicas e empoderamento das mulheres e meninas. Estes são alguns dos principais assuntos incluídos no documento “O Futuro que as mulheres querem”, lançado em pela Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres, ONU Mulheres, durante a Conferência Rio+20.

Ouça aqui o áudio do evento:

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No evento Cúpula das Mulheres na Rio+20, realizada hoje (21/6), diversas mulheres Chefes de Governo, ex-Chefes de Governo, ativistas e homens que defendem a causa se encontraram no Riocentro para discutir os avanços nas políticas voltadas às mulheres e seu futuro. Entre as participantes da mesa estiveram presente a ex-presidenta do Chile e Diretora Geral da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e a Presidenta do Brasil e da Rio+20, Dilma Rousseff.

Em sua declaração, Michele Bachelet afirmou que este é um momento histórico. “Hoje mulheres Chefes de Governo e ex-Chefes de Governo encontram-se para a mobilização em torno de uma agenda única, com o objetivo de usar nossa influência como líderes para avançar na equidade de gêneros, expansão das oportunidades econômicas e empoderamento das mulheres no contexto do desenvolvimento sustentável. Não podemos mais permitir que metade da população mundial [as mulheres] continue marginalizada, que não participe da economia e das decisões políticas. A iguadade não é mais uma opção, é uma necessidade”.

Em seu discurso, a Presidenta Dilma Rousseff disse que a Conferência apresenta a oportunidade e o desafio de incorporar o direito das mulheres como dimensão crucial e estruturante no processo de desenvolvimento sustentável. “Sem isso não atingiremos os objetivos que nos trazem ao Rio de Janeiro. As mulheres como geradoras de vida ocupam em todas as sociedades um papel especial e a preocupação com a consolidação da presença das mulheres na política e na economia deve nortear as iniciativas ligadas a cada um dos pilares do desenvolvimento social. Para alcançarmos a cidadania plena das mulheres ainda temos que enfrentar lutas antigas, em essencial o igual acesso a oportunidades de trabalho, remuneração e proteção social e, muitas vezes, na defesa física contra a violência”.

Acesse aqui o documento “O Futuro que as mulheres querem”.


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