Relator Especial da ONU recomenda boicote a empresas que lucram com assentamentos israelenses

26 de outubro de 2012 · Destaque
Tamanho da fonte: Aumentar o tamanho da letraDiminuir o tamanho da letra


Share

O Relator Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Richard Falk, pediu nesta quinta-feira (25) à Assembleia Geral da ONU e à sociedade civil que tomem medidas contra empresas que estão lucrando com assentamentos israelenses.

“Minha principal recomendação é que as empresas destacadas no relatório – bem como muitos outros negócios que estão lucrando com os assentamentos israelenses – devem ser boicotadas, até que suas operações estejam de acordo com os direitos humanos internacionais e os direitos e padrões humanitários”, informou Falk.

O Relator Especial chamou a atenção da Assembleia para o desenvolvimento de leis e normas internacionais sobre empresas e direitos humanos, incluindo o Pacto Global da ONU e os Princípios Orientadores sobre as empresas e os Direitos Humanos.

“Em suma, as empresas não devem violar as disposições do direito internacional humanitário nem ser cúmplices em quaisquer violações. Se o fizerem, elas podem estar sujeitas a responsabilidade civil ou criminal. E esta responsabilidade pode ser ampliada para os funcionários de tais empresas”, afirmou o Falk.

O Relator Especial também lembrou que todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, foram estabelecidos em clara violação do direito internacional. “No entanto, hoje os assentamentos israelenses controlam mais de 40% da Cisjordânia e entre 500 mil e 600 mil cidadãos israelenses estão vivendo em território palestino. Nos últimos 12 meses, a população de colonos aumentou em mais de 15 mil pessoas.”

O relatório destaca as atividades do grupo belga Dexia; da francesa Veolia Environnement; da Holding Group Riwal, da Holanda; das israelenses Ahava, Elbit Systems e Mehadrin; da mexicana Cemex; das norte-americanas Caterpillar Incorporated, Hewlett-Packard e Motorola;  da G4S, do Reino Unido; além das suecas Assa Abloy e Volvo.

Segundo Falk, todas as empresas mencionadas receberam comunicações. Em resposta, Assa Abloy, Grupo Dexia, G4S e Cemex afirmaram estar procurando caminhos para que suas operações se adequem a seus compromissos firmados com o Pacto Global.


Comentários

Deixe seu comentário










  • Campanha Livres & Iguais -- Por direitos e igualdade LGBT!


    Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014

    Campanha O Valente não é Violento
    Una-se pelo fim da violência contra as mulheres


    ONU e o Sudão do Sul

    ONU e a República Centro-Africana (RCA)

    ONU e a Síria




    Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) para a Europa Ocidental
    Clique aqui para acessar todas as campanhas e atividades da ONU Clique aqui para acessar todas a agenda da ONU e as datas internacionais