Refugiados da ex-Iugoslávia estão entre prioridades mundiais do ACNUR

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Conferência internacional de doadores será realizada em 24 de abril para angariar 500 milhões de euros necessários para prover moradia a vulneráveis.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) ressaltou nesta terça-feira (03/04) a condição de pessoas que ainda vivem como refugiados duas décadas depois do cerco a Saravejo, durante os conflitos dos Balcãs. A Porta-Voz do ACNUR, Melissa Fleming, informou que os refugiados restantes na região da ex-Iugoslávia são uma das cinco situações prioritárias da agência em todo o mundo.

O cerco a Saravejo começou em 6 de abril de 1992 e durou quatro anos. Tornou-se um dos mais dramáticos eventos de violência que se seguiram à separação da Iugoslávia, deixando cerca de 200 mil mortos e 2,7 milhões de deslocados – o maior deslocamento forçado na Europa desde a 2ª Guerra Mundial. O ACNUR vem ajudando 100 mil refugiados e deslocados desde o fim da guerra, incluindo cooperação com governos para facilitar o retorno às suas áreas de origem ou a integração local.

Uma iniciativa de Sérvia, Bósnia-Herzegóvina, Croácia e Montenegro para encontrar soluções tem sido apoiada pela comunidade internacional. Uma conferência de doadores será realizada em 24 de abril para angariar 500 milhões de euros, necessários para prover moradia a deslocados e refugiados.


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