Quase cinco milhões de iemenitas precisam de assistência alimentar urgente, constata ONU

14 de março de 2012 · Notícias
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Famílias de deslocados em Sa’ada, no Iêmen, recebem assistência alimentar. PMA/Atheer Najim

Quase cinco milhões de iemenitas estão impossibilitados de produzir ou comprar os alimentos de primeira necessidade, segundo pesquisa preliminar das Nações Unidas, indicando que o número de pessoas em situação de insegurança alimentar severa quase dobrou desde 2009.

“A fome está aumentando no Iêmen e a alta dos preços dos alimentos combinada com o conflito afeta muitas famílias”, afirma a Representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) no país, Lubna Alaman. “Quase um quarto da população iemenita precisa de assistência alimentar emergencial agora.”

A pesquisa do PMA, produzida em colaboração com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e com a Organização Central de Estatísticas do Iêmen, também constatou que outros cinco milhões de pessoas correm risco de entrar em situação de insegurança alimentar severa. Nas áreas urbanas, mais duramente atingidas por conflitos civis, mais de 25% das famílias relataram que a insegurança reduziu a capacidade de comprar comida.

O PMA ampliou a assistência humanitária este ano para alimentar 3,6 milhões de vulneráveis que não podem comprar comida ou foram deslocados por causa da violência nas regiões norte e sul do país. O Programa está priorizando 1,8 milhão de iemenitas em severa insegurança alimentar, particularmente mulheres e crianças das 14 províncias mais pobres, assim como cerca de 670 mil deslocados e atingidos pelo conflito.

A pesquisa também sublinha que a desnutrição crônica entre crianças é seriamente preocupante. Em Al Mahweet, por exemplo, estima-se que 63,5% das crianças sofram de crescimento atrofiado.

Para o estudo, conduzido de novembro a dezembro, quase oito mil famílias foram entrevistadas em 19 das 21 províncias. Examinou-se o consumo alimentar e nutricional de mais de 11 mil crianças e de dez mil mães com idades entre 15 e 49 anos. O relatório final será apresentado em abril.


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