Parceria entre setores público e privado pode levar energia limpa aos mais pobres, aponta relatório da ONU

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A Assembleia Geral da ONU realizou nesta quinta-feira (02/06) um debate sobre a economia verde.

A Assembleia Geral da ONU realizou nesta quinta-feira (02/06) um debate sobre a economia verde. Na ocasião foi lançado um relatório pela ONU Energia – órgão que abrange as agências da ONU que trabalham para o desenvolvimento sustentável – em conjunto com parceiros do setor energético e empresarial. O documento estima que 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo podem se beneficiar de energias limpa e renováveis através de parcerias entre governos e o setor privado.

“Quando o desenvolvimento sustentável é o destino, a economia verde é o caminho”, disse o Presidente da Assembleia Geral, Joseph Deiss, que convocou o debate para aumentar o entendimento sobre a economia verde e sobre o que a comunidade internacional, os Estados-Membros e as comunidade locais podem realizar uma transição. O conceito de economia verde será um dos temas centrais da Quarta Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a ser realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012.

O relatório sugere a adoção de algumas medidas como financiamento para pesquisas, desenvolvimento e emprego de tecnologias de energia limpa e medidas para ampliar os benefícios das novas eletrificações para as comunidades. Além disso, o documento ressalta a importância de medidas para melhorar as capacidades do setor privado em oferecer capital através de formas alternativas de financiamento para projetos de eletricidade e para elaborar, construir, operá-las e mantê-las.

O Diretor da Divisão de Desenvolvimento Sustentável do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) disse que o acesso à energia não está apenas no centro do crescimento econômico, mas é chave para o desenvolvimento humano. “Se não há energia não é possível levar água potável à população. Se não há água potável não é possível salvar crianças da morte. A mortalidade infantil é, em parte, relacionada a falta de serviços energéticos”, completou.


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