Operações militares no Paquistão deixam 100 mil deslocados, afirma ACNUR

30 de março de 2012 · Notícias
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(ACNUR/H.Caux)O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) informou hoje (30/03) que mais de 100 mil pessoas foram deslocadas, desde janeiro de 2012, por operações militares paquistanesas contra os grupos militantes no noroeste do país. O ACNUR estima que mais de 100 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças, foram deslocadas pelos combates na região da Área Tribal de Administração Federal (FATA).

“Os recém-chegados dizem que deixaram suas casas por causa da proximidade do combate e devido a instruções por parte das autoridades para evacuar a área”, informou a  porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, a jornalistas em Genebra. Os refugiados se dirigem para o campo de Jalozai, onde o ACNUR realiza o registro e fornece suprimentos humanitários básicos. O Alto Comissariado tem registrado uma média de duas mil famílias por dia desde meados de março. Todos os inscritos receberam um pacote de ajuda do ACNUR, um kit de higiene do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e uma provisão de alimento inicial para um mês.

Esta não é a primeira vez que uma ofensiva militar paquistanesa desloca tão grande número de civis. Mais de dois milhões de pessoas foram deslocadas pelos confrontos semelhantes entre as tropas governamentais e militantes no noroeste do Paquistão em 2009, levando a uma das maiores crises de deslocamento no mundo.

Ainda nesta sexta-feira, o ACNUR saudou a aprovação de um programa conjunto de repatriamento da União Europeia (UE), descrevendo-o como um passo importante para os esforços globais de realocar pessoas deslocadas. Conforme a agência, dos 10,5 milhões de refugiados que preocupam o ACNUR em todo o mundo, apenas 1% são candidatos ao repatriamento. O programa da União Européia permite que os países priorizem populações de refugiados para o reassentamento, incluindo as pessoas do Afeganistão, a República Democrática do Congo, Eritreia, Iraque, Mianmar e Somália.


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