ONU marca Dia da Consciência Negra com show gratuito e exposição no Rio de Janeiro

12 de Novembro de 2013 · Comunicados, Destaque
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Em apoio à campanha para que os Estados-membros das Nações Unidas aprovem a Década Internacional de Afrodescendentes – movimento defendido pelo Brasil – o Centro de Informação das Nações Unidas no país (UNIC Rio) promove o “Encontro das Áfricas”. O evento será realizado em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, a partir das 19 horas, com entrada gratuita.

Arte: Maria Júlia Ferreira

Artistas do Brasil, Cuba e Senegal sintetizarão as contribuições culturais dos povos africanos com apresentações que vão dos tambores à música eletrônica. O evento contará com a participação do senegalês Zal Sissokho, cuja música se destaca pelo uso da “kora” uma espécie de harpa africana com 21 cordas. O cubano René Ferrer trará sua interessante mistura de reggae, mango e rumba com o samba e os brasileiros Aderbal de Ashogun e Grupo Treme Terra mostrarão a força dos atabaques.

Também presentes no evento o percussionista e baterista carioca, Robertinho Silva e banda; o compositor de grandes sucessos da MPB, Altay Veloso; e a cantora paulista Cellia Nascimento, que se apresenta com o rapper e agente cultural MC Slow Dabf. O público poderá ainda ouvir André Sampaio & os Afro mandinga e sua fusão de ritmos africanos e afrobrasileiros; o MC Papo Reto; a banda carioca Stereo Maracanã; e o rapper e compositor, integrante do grupo Racionais MC’s, Edi Rock. A iniciativa é apoiada pelo cantor Gilberto Gil.

Paralelamente, seis telas produzidas por artistas de rua engajados no movimento negro resumirão a história do tráfico negreiro para a América Latina. Os grafites complementam uma exposição online com 18 painéis divididos em cinco temas: Visão geral sobre o trafico de escravos; Rebeliões; Fugas; Movimento Abolicionista e Legado. As telas que serão exibidas são grafitadas por Marcelo Eco, Izolag Armeidah, Anahu e Akuma Santos.

O evento conta com o apoio do Instituto Oi Futuro, do Instituto Vale, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e do Fundo Baobá, que investe em projetos pró-equidade racial de organizações da sociedade civil afro-brasileiras. Elemídia, Agência Café das 4 e Maxpress são parceiros de comunicação. A produção executiva é da ImaginaRio e Neanderthal.

Década Internacional de Afrodescendentes

A Assembleia Geral da ONU deve votar ainda este ano o estabelecimento de uma década (2014-2023) para promover o fim do racismo, da discriminação, da xenofobia e de intolerâncias correlatas, reafirmando e avançando no plano de ação “Pessoas de descendência africana: reconhecimento, justiça e desenvolvimento” – estabelecido na Conferência de Durban (2001).

A Declaração de Durban afirma a necessidade de concentrar as atenções no grupo que, apesar de constituir significante parte da população mundial, sofre sistemáticas violações de seus direitos fundamentais. Ações políticas e culturais nesse sentido são essenciais para para a reconciliação internacional e a criação de sociedades fundadas na justiça, na igualdade e na solidariedade.

É preciso reconhecer que as injustiças históricas tiveram uma inquestionável contribuição para a pobreza, o subdesenvolvimento, a marginalização, exclusão social, desigualdade econômica, instabilidade e insegurança de milhões de afrodescendentes, em diferentes partes do mundo e particularmente em países em desenvolvimento, como o Brasil – principal destino dos escravos traficados via Atlântico.

Serviço
O que: Show e exposição “Encontro das Áfricas”
Local: Teatro Oi Casa Grande – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro
Quando: 20 de novembro, a partir das 19 horas
Página do evento no Facebook: http://on.fb.me/185B0Pb

Entrada gratuita – Os ingressos poderão ser retirados entre 15h e 18h30 do dia 20 de novembro na bilheteria do teatro. A distribuição será por ordem de chegada, limitada a dois tickets por pessoa, sujeita à lotação da casa.


Comentários

1 comentário para “ONU marca Dia da Consciência Negra com show gratuito e exposição no Rio de Janeiro”

  1. Esther Santos Bomfim em 12 de Novembro de 2013 às 5:56 pm

    precisamos cuidar para que o Quilombolas não seja prejudicado injustiçados que possam permanecer onde por direito lhes pertence, todos os que vinheram trabalhar nesta terra ganharam terras, ITALIANOS, JAPONESES, ALEMOES, etc, porque só os negros que regaram com seu sangue essa terra saiu dessa de mãos vazias, pois esta é a hora de corrigir-se esta ‘injustiça’… OU CONTINUAREMOS QUE ESSAS RETORICAS????????????????????

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