ONU consulta 1 milhão de pessoas de todo o mundo para criar agenda de desenvolvimento pós-2015

Participantes querem agenda como forma de combate às desigualdades. No Brasil, foram realizadas 5 mil enquetes que incluíram grupos LGBT, comunidades indígenas, presidiários, pessoas sem teto, entre outros.

11 de Setembro de 2013 · Destaque
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O secretário-geral da ONU. Ban Ki -moon, e a administradora do PNUD, Helen Clark, no lançamento do relatório. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Relatório da ONU lançado nesta terça-feira (10) reuniu a opinião de mais de um milhão de pessoas em todo mundo refletindo suas prioridades em relação às questões de desenvolvimento. O objetivo do documento é ajudar os Estados-Membros da ONU a elaborar um quadro sucessor das metas antipobreza conhecidas como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que expiram em 2015.

A publicação, intitulada “Um Milhão de Vozes: O Mundo Que Queremos”, é o resultado de 88 consultas nacionais, incluindo o Brasil, 11 diálogos temáticos, e uma pesquisa global online (Meu Mundo) realizadas entre dezembro de 2012 e abril de 2013. Estas consultas foram organizadas pelo Grupo de Desenvolvimento da ONU, que reúne 32 agências e fundos da organização. Mais de um milhão de pessoas participaram do processo, que tentou dar prioridade e ouvir as vozes dos grupos mais vulneráveis e marginalizados do planeta.

“Nosso trabalho para definir uma agenda de desenvolvimento pós-2015 nos ajudará a melhorar os esforços de erradicação da pobreza extrema e traçar um caminho para um mundo de prosperidade, paz, sustentabilidade, equidade e dignidade para todos”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki -moon, em uma conferência de imprensa na sede da Organização, em Nova York, Estados Unidos.

Entre as principais mensagens do relatório, está o desejo dos participantes – metade com idade inferior a 30 anos – de desempenhar um papel na mudança do mundo. Enquanto concordaram que os ODM cobrem áreas fundamentais de desenvolvimento ainda importantes, os participantes também manifestaram a necessidade de combater a desigualdade dentro e entre os países.

“As pessoas que participaram da consulta global transmitiram a sensação de que o mundo como está não é justo para muitos e querem a agenda pós-2015 para enfrentar e mudar isso”, disse a administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark. “Por isso, é importante que os Estados-Membros ouçam o resultado das consultas enquanto estudam de que forma a nova agenda de desenvolvimento repercuta a consulta.”

Segundo Clark, os consultados mundialmente também mostraram preocupação com a boa governança e responsabilidade para medir o progresso nas metas de desenvolvimento.

“A ideia que veio muito forte é a de que em todos os lugares as pessoas querem um trabalho melhor dos governos. Para que seja honesto e ágil na entrega dos serviços, crie as condições de trabalho dignas, dê segurança ao cidadão, e assuma responsabilidades pelo estado do planeta e de seus ecossistemas.”

No Brasil, as pessoas consultadas afirmam que a boa educação deve produzir mudanças na qualidade de vida e pediram uma maior aproximação da educação com o contexto regional. Demandas pela luta contra a corrupção, desigualdade, violência e melhores serviços de saúde também foram ouvidas.

As equipes nacionais da ONU no Brasil realizaram 20 consultas gerais e receberam mais de cinco mil enquetes, das quais 1.448 foram preenchidas por presidiários. No país, a pesquisa também incluiu as comunidades indígenas, sindicatos, pessoas sem teto, grupos LGBT, entre outros.

Todas as pessoas podem participar da consulta e enviar suas mensagens aos líderes mundiais que discutirão este relatório em 24 de setembro, na abertura da Assembleia Geral da ONU. Basta acessar a pesquisa Meu Mundo e escolher as seis prioridades para um mundo melhor. Clique aqui e participe.


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