Número de jovens sem emprego aumenta em 4 milhões nos últimos cinco anos, afirma OIT

Organização Internacional do Trabalho estima que cerca de 75 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estarão desempregados em 2012. Fórum Mundial sobre Emprego Juvenil discute o trabalho decente.

22 de Maio de 2012 · Destaque
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De acordo com a edição deste ano do Relatório sobre Tendências Mundiais de Emprego Juvenil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lançado na segunda-feira (21/05), cerca de 75 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estarão desempregados em 2012. O número representa um aumento de quatro milhões na comparação com os dados de 2007. Já em termos relativos, significa a continuidade da taxa mundial de desemprego juvenil registrada durante o auge da crise econômica, em 2009. Até 2016, não se espera redução dessa taxa, hoje em 12,7 %.

Essa é uma das questões que serão debatidas no Fórum Mundial sobre Emprego Juvenil, entre os dias 23 e 25 de maio na cidade suíça de Genebra. O encontro, realizado pela OIT, deve reunir cerca de 100 jovens de todo o mundo.

“A crise do desemprego juvenil pode ser superada, mas somente se a criação de emprego para os jovens for convertida em uma prioridade essencial na tomada de decisões políticas e se forem intensificados os investimentos do setor privado de maneira significativa”, declarou o Diretor Executivo do Setor de Emprego da OIT, José Manuel Salazar-Xirinachs.

O relatório mostra ainda que, na América Latina e Caribe, a taxa de desemprego juvenil aumentou drasticamente durante a crise econômica, de 13,7 % em 2008 para 15,6 % em 2009. Diminuiu até 14,3 % em 2011, mas não se esperam progressos adicionais a médio prazo. Outra conclusão relevante do relatório foi a de que muitos jovens estão presos em trabalhos temporários, de baixa produtividade e que não prometem melhores oportunidades.

De acordo com José Manuel Salazar-Xirinachs a criação de novos empregos passa por “medidas que ofereçam facilidades fiscais e outros incentivos às empresas que contratem jovens; esforços para reduzir a defasagem entre as qualificações dos jovens; programas de capacitação empresarial que integrem a formação profissional, a orientação e o acesso ao capital; e a melhoria da proteção social destinada aos jovens”.

O emprego juvenil também terá um lugar de destaque na agenda da Conferência Internacional do Trabalho da OIT, em junho.


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