Mundo poderia evitar morte de mais de 250 mil bebês prematuros, revela ONU

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Nascer prematuro é a segunda maior causa de morte entre menores de cinco anos. Relatório mostra que mais de um milhão de bebês prematuros morrem no parto.

Crianças do Mali têm baixo peso ao nascer, ligadas à inadequada assistência materna, desnutrição e pobreza endêmica. (UNICEF)Em torno de 15 milhões de bebês, mais de um a cada dez nascimentos, são precoces, de acordo com o relatório das Nações Unidas lançado na quarta-feira (02/05) Nascimento precoce: Relatório da Ação Global sobre Nascimento Prematuro. A publicação encoraja a adoção de medidas como a garantia de remédios necessários, equipamentos e profissionais de saúde bem treinados para promover a sobrevivência das crianças.

O relatório mostra que mais de um milhão de bebês prematuros morrem no parto e que, destes, três quartos poderiam sobreviver sem grandes custos, bastaria apenas alguns cuidados e tratamentos que estão disponíveis. Mostra também que nascer prematuro é a segunda maior causa de morte de menores entre cinco anos e que a maioria dos prematuros sobreviventes leva alguma deficiência, psicológica, educacional ou física para o resto da vida, com um grande ônus para a família e a sociedade.

O relatório foi produzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e parceiros, como 100 especialistas de mais de 40 agências da ONU, universidades e organizações. A Diretora-Geral Assistente da OMS, Flávia Bustreo, disse que o relatório apresenta os desafios para o progresso da saúde de mães e crianças, ambas vulneráveis durante o parto.

O relatório mostra números novos sobre as disparidades dos países. De 11 países com taxas de prematuridade maior que 15%, apenas dois não estão na África Subsaariana. Mas esse também é um problema de países com maior renda. Brasil e EUA estão entre os 10 países com maior taxa de prematuridade, além de outros como Índia, China, República Democrática do Congo, Filipinas e Paquistão. Entre os com menor taxa, estão Croácia, Finlândia e Equador.

Em países de alta renda, os aumentos no número de nascimentos prematuros estão relacionados ao número de mulheres mais velhas tendo bebês, ao aumento do uso de medicamentos de fertilidade e à gravidez múltipla. Induções desnecessárias com o uso de medicamentos e cesarianas antes do tempo também são fatores. Em muitos países de baixa renda, as principais causas de partos prematuros incluem infecções, malária, HIV e altas taxas de gravidez de adolescentes.


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