Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Inteligência artificial para reconhecer pessoas traz riscos à população LGBTI, diz pesquisadora

Na Inglaterra, o casamento do Príncipe Harry e de Meghan Markle fez história — por vários motivos. Pela primeira vez no telejornalismo, uma emissora de notícias, a Sky News, usou inteligência artificial (IA) para identificar ao vivo os convidados do matrimônio real. Mas para Cynthia Weber, professora de Relações Internacionais e Estudos de Gênero na Universidade de Sussex, a utilização do software de reconhecimento facial, embora tenha funcionado como um truque elegante, causa preocupação.

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. Foto: ONU Brasil

‘A gente vai resistir’, diz novo campeão da igualdade da ONU

Em entrevista à campanha da ONU Brasil Livres & Iguais, o cantor e compositor recifense Johnny Hooker fala da importância da arte para a transformação da sociedade e para o respeito aos direitos da população LGBTI no Brasil.

“No que concerne à natureza humana e aos sentimentos humanos, nós somos todos iguais. A arte tem esse poder de comunicar e fica muito mais fácil para as pessoas que são de fora da comunidade LGBTI se identificarem, verem que somos pessoas, que não existe uma parede dividindo a gente”, disse. Leia a entrevista completa.

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. Foto: ONU Brasil

Campanha da ONU Brasil nomeia Johnny Hooker como campeão da igualdade

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado campeão da igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. O título é conferido às pessoas que apoiam oficialmente a iniciativa das Nações Unidas pela igualdade de direitos e tratamento justo da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersexo (LGBTI).

A nomeação ocorreu na sede das Nações Unidas no Brasil, em Brasília, em ato pelo Dia Internacional contra a Lesbofobia, a Homofobia, a Bifobia, a Transfobia e a Intersexofobia, marcado anualmente a cada 17 de maio. O evento contou com a presença de representações diplomáticas, representantes de governo, de organizações da sociedade civil e ativistas.

Refugiada LGBTI que foi forçada a fugir da violência e da discriminação em Honduras pinta as unhas de uma amiga em um abrigo em Tenosique, no México. Foto: ACNUR/Markel Redondo

Mulher trans de El Salvador encontra refúgio e uma nova vida na Guatemala

Carolina é uma adolescente transgênero de El Salvador. Na capital do país, San Salvador, onde vivia, a jovem foi abandonada pela família e ameaçada por gangues de rua. Hoje, ela vive como solicitante de refúgio na Guatemala e luta pelos direitos humanos das pessoas LGBTI.

Neste 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reafirma seu empenho em proteger os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans e intersexo em situação de deslocamento forçado.

Série aborda autocuidado e direito à sexualidade. Imagem: Canal Futura

UNICEF leva para o Canal Futura série sobre educação sexual na infância e adolescência

Vai ao ar amanhã (18), no Canal Futura, a série de interprogramas “Que Corpo é esse?”, produção que aborda a educação sexual entre crianças e adolescentes. Realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Childhood Brasil, a obra de animação acompanha os Vila Cesar, uma família brasileira que reflete sobre como lidar com o desenvolvimento de seus cinco filhos. Primeiro episódio estreia às 20h.

No Dia Internacional contra a LGBTIfobia, o músico brasileiro Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da Campanha Livres & Iguais no Brasil. Foto: PNUD/Ismália Afonso

ONU e missões diplomáticas no Brasil lembram Dia Internacional contra a LGBTIfobia

O Sistema ONU no Brasil, a delegação da União Europeia no país e missões diplomáticas em Brasília (DF) lembram nesta quinta-feira (17) o Dia Internacional contra a LGBTIfobia – Discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersexo (IDAHOT).

A bandeira arco-íris, símbolo da luta pelos direitos das populações LGBTI, foi hasteada em algumas das representações participantes da campanha. Houve ainda um ato contra a LGBTIfobia na Casa da ONU, com a nomeação do músico brasileiro Johnny Hooker como Campeão da Igualdade da Campanha Livres & Iguais no Brasil.

Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, 2015. Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

População LGBT tem acesso reduzido a direitos sociais, econômicos e culturais, dizem relatores

Em pronunciamento para o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, observado nesta quinta-feira (17), relatores da ONU e especialistas internacionais de direitos humanos lembraram que governos têm a obrigação de combater a violência contra a população LGBT. Em 72 países, ainda existem leis que criminalizam relações homossexuais e expressões de gênero. Apenas um terço das nações contam com legislação para proteger indivíduos da discriminação por orientação sexual.

Todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, lembrou o PNUD. Foto: PNUD

Agências da ONU defendem direitos de lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo

Neste Dia Internacional contra Homofobia, Bifobia e Transfobia, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) se posicionaram ao lado de todos os membros de comunidades lésbicas, gays, bissexuais, transgênero e intersexo (LGBTI) de todo o mundo.

“Toda pessoa, sem nenhuma distinção em qualquer esfera, tem o direito de viver livre de violência, perseguição, discriminação e estigma de qualquer tipo. Direitos humanos são universais. Práticas culturais, religiosas e morais e atitudes sociais não devem ser invocadas para justificar violações de direitos humanos de nenhum grupo, incluindo contra pessoas LGBTI”, disse em comunicado Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA.

Em dia contra a homofobia, UNAIDS pede parcerias pelo fim da discriminação

Na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT), lembrado na quinta-feira (17), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pediu o fortalecimento de parcerias para apoiar lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexuais (LGBTI) e suas famílias vivendo com HIV ou enfrentando discriminação.

“O estigma, a discriminação e a violência social e física contra as minorias sexuais e de gênero impedem que essas pessoas tenham acesso aos serviços de saúde”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS. “Todas as pessoas têm direito à saúde, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero. Para isso, precisamos de zero discriminação para todos, em todos os lugares.”

O jornalista Vladimir Herzog. Foto: EBC

Entrega do Prêmio Vladimir Herzog ocorre nesta terça-feira (31) em São Paulo

A entrega do 39º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será realizada nesta terça-feira (31), às 20h, no Tucarena, em São Paulo. A premiação tem apoio do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) e de outras organizações.

Das 14h às 18h, haverá um bate-papo no qual jornalistas poderão compartilhar os bastidores e o processo de construção das reportagens premiadas. A conversa será mediada pelos jornalistas Aldo Quiroga, Paulo Oliveira e Angelina Nunes, com coordenação de Sergio Gomes e transmissão ao vivo pela TV PUC-SP.

Brasil recebeu uma série de recomendações de Estados-membros da ONU para reformar seu sistema prisional. Foto: José Cruz/ABr

Brasil aceita mais de 200 recomendações de direitos humanos da ONU; rejeita quatro

O governo brasileiro informou no início deste mês (6) ter aceitado a maior parte das mais de 200 recomendações de direitos humanos feitas pelos Estados-membros da ONU ao país na Revisão Periódica Universal (RPU), espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas. Quatro recomendações, no entanto, foram rejeitadas.

Em documento, o governo brasileiro reconheceu a necessidade de melhorar seu sistema penitenciário e disse estar tomando uma série de ações para reduzir a população prisional. Também reconheceu a necessidade de evitar mortes em operações policiais, mas preferiu não estabelecer metas de redução.

Crédito: Ilustração de Carol Rossetti. www.carolrossetti.com.br

Nesta sexta (22), ONU Brasil transmite ao vivo roda de conversa pelo Dia da Visibilidade Bissexual

O Dia da Visibilidade Bissexual foi criado em 1999 por ativistas bissexuais que sentiam que as demandas e prioridades da sua população não eram suficientemente ouvidas pela sociedade nem estavam adequadamente representadas pelas pautas do movimento LGBTI. Desde então, o 23 de setembro tem sido reconhecido mundialmente como o Dia da Visibilidade Bissexual.

Às 16h desta sexta-feira, 22 de setembro, a campanha da ONU Livres & Iguais transmitirá ao vivo uma roda de conversa para tratar dos principais temas e desafios que cercam as vidas dessas pessoas que desafiam cotidianamente a monossexualidade.

Frei Tomás González Castillo, diretor do La 72, abrigo para refugiados em Tenosique, no México, defende direitos dos solicitantes de refúgio, incluindo pessoas da comunidade LGBTI. Foto: ACNUR/Markel Redondo.

Trabalhos que transformam vidas; conheça indicados ao Prêmio Nansen 2017

Da educação para refugiados no oeste de Uganda ao acolhimento de solicitantes de refúgio LGBTI que fogem de perseguições na América Central, os cinco indicados ao Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deste ano representam o empenho de todos aqueles que apoiam pessoas deslocadas por guerras e violência no mundo todo.

O prêmio humanitário foi criado em 1954 em memória do primeiro alto-comissário para refugiados, Fridjtof Nansen, e será entregue em 2 de outubro em Genebra, na Suíça.

Imagem: Divulgação

Com apoio da ONU, 2º Festival Internacional de Cinema LGBTI começa na quinta-feira (22) em Brasília

De 22 de junho a 2 de julho, o 2º Festival Internacional de Cinema LGBTI levará para as salas do Cine Brasília 13 longas-metragens de diversos países e dez curtas da campanha das Nações Unidas ‘Livres e Iguais’.

A mostra é organizada pelas embaixadas da Austrália, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França e Países Baixos no Brasil. A ONU, o governo brasileiro e outras missões diplomáticas na capital também apoiam a iniciativa. A entrada é franca.

Embaixada da Suécia hasteou a bandeira do orgulho LGBTI. Foto: Embaixada da Suécia

ONU e missões diplomáticas de 13 países reafirmam apoio à luta contra a LGBTIfobia

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado na quarta-feira (17), a Campanha da ONU Livres & Iguais se uniu às representações diplomáticas de 13 países e à Delegação da União Europeia no Brasil para reafirmar seu empenho na luta por igualdade de direitos para as pessoas LGBTI. Em 2017, um dos temas centrais da data foram os desafios enfrentados por famílias formadas por gays, lésbicas, pessoas trans e intersex.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Em dia internacional, ONU defende igualdade de direitos e mais acesso a serviços para pessoas LGBTI

Por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), dirigentes da ONU fizeram um apelo por mais respeito ao amor em toda a sua diversidade. Agências da ONU defenderam o fim da discriminação, ainda responsável por excluir pessoas LGBTI dos serviços de saúde, do mercado de trabalho e da proteção institucional para famílias e casais.

No Brasil, representantes das Nações Unidas alertaram para a violência motivada pela orientação sexual em evento na sede nacional do organismo, localizada em Brasília.

Parada do Orgulho Gay de São Francisco, em 2014. Foto: Flickr (CC)/Quinn Dombrowski

Países têm obrigação de combater transfobia, dizem relatores da ONU

Em comunicado divulgado na véspera do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), relatores independentes da ONU cobraram dos Estados-membros políticas que protejam os direitos das crianças trans. Para os especialistas, países devem implementar medidas pelo respeito à diversidade, como legislações contra a LGBTIfobia e a criação de programas educativos sobre orientação sexual e identidade de gênero.

Foto do 14º Acampamento Terra Livre, em abril de 2017, em Brasília. Crédito da foto: Apib Comunicação/Flickr/CC

Brasil recebe centenas de recomendações para combater violações aos direitos humanos

Estados-membros das Nações Unidas fizeram nesta terça-feira (9) mais de 240 recomendações de direitos humanos ao Brasil, em meio à Revisão Periódica Universal (RPU).

Grande parte das recomendações refere-se à segurança pública. Os países pediram uma reformulação do sistema penitenciário brasileiro e o combate à violência e ao abuso policial, especialmente contra a população negra e pobre.

Os países também pediram o combate à violência contra os povos indígenas, o impulso à demarcação de terras e a participação dessa população nas decisões.

Leia aqui reportagem completa com todas as principais recomendações feitas ao Brasil por mais de cem países.

Para especialista, discussões sobre gênero devem integrar políticas públicas de educação. Foto: EBC

Falta de informação prejudica debate sobre gênero nas escolas, aponta especialista

Em entrevista à ONU Mulheres, a cientista social Sylvia Cavasin defende que políticas escolares devem levar discussões sobre gênero para centros de ensino. Segundo a especialista, os debates desenvolvidos continuam sendo fruto de iniciativas individuais de alguns professores.

Para ela, “as famílias desconhecem o que é gênero e caem na desinformação, que tem criado uma espécie de terrorismo e de perseguição” aos docentes que abordam a temática com alunos.

Relator independente da ONU para a proteção contra violência e discriminação baseada em orientação sexual e identidade de gênero, Vitit Muntarbhorn. Foto: ONU/Rick Ajornas

Pessoas LGBTI enfrentam ‘turbilhão de violência e discriminação’, diz especialista da ONU

Pessoas de comunidades LGBTI de todo o mundo estão vivenciando uma proliferação de discursos de ódio, incluindo ataques “desenfreados” nas redes sociais, assim como violência e discriminação, afirmou o especialista da ONU em discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, pessoas transgênero e intersex, Vitit Muntarbhorn, em seu primeiro discurso no cargo recém-criado pelo Conselho de Direitos Humanos.

Campanha da ONU homenageia pais que perderam seus filhos e filhas por conta da LGBTI-fobia

A Livres & Iguais no Brasil, campanha das Nações Unidas pela igualdade de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, pessoas trans e intersex (LGBTI), lança neste Dia dos Pais o vídeo “Avelino, o pai de um milhão”.

O material conta a história de Avelino Mendes Fortuna, cujo filho, Lucas Fortuna, foi assassinado em 2012, vítima da homofobia. Avelino diz que perdeu Lucas, mas que a militância pelos direitos das pessoas LGBTI o fez ganhar milhões de filhos e filhas em todo o Brasil.

Minas Gerais, estado parceiro da campanha da ONU Livres & Iguais, lança vídeo com mulher transexual como protagonista

Minas Gerais, estado parceiro da campanha da ONU Livres & Iguais, lança vídeo com mulher transexual como protagonista

As famílias têm um papel fundamental na proteção dos direitos das pessoas LGBTI e no enfrentamento à violência ou discriminação com base em orientação sexual ou identidade de gênero, real ou percebida. Emocione-se com a história de “O amor transforma preconceitos”, lançada nesta semana pela Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania do Estado de Minas Gerais, com o apoio da Livres & Iguais, a campanha da ONU pela igualdade LGBTI.

Museu da Diversidade está localizado na Estação República do Metrô. Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Exposição sobre diversidade sexual ocorre até 27 de agosto em São Paulo

Ocorre até 27 de agosto no Museu da Diversidade Sexual, centro de São Paulo, a exposição “Sonhar o Mundo”, que celebra o reconhecimento da diversidade sexual e de gênero como parte dos direitos humanos e das lutas por igualdade globalmente.

A exposição, apoiada pela campanha “Livres & Iguais” das Nações Unidas, apresenta instalações interativas, obras híbridas que se transformam com a interação do público e trabalhos de artistas que abordam essas temáticas a partir de múltiplas perspectivas.

Adama Dieng, conselheiro especial das Nações Unidas para a prevenção do genocídio. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Conselheiro especial da ONU condena ataque em Orlando e discurso de ódio contra comunidades LGBT

“Fiquei particularmente enojado ao ouvir líderes religiosos elogiarem os assassinatos de membros da comunidade LGBT”, disse o conselheiro especial da ONU para a prevenção do genocídio, Adama Dieng, referindo-se às declarações de alguns líderes religiosos, incluindo a manifestação de um que rotulou as vítimas como “pervertidas repugnantes e pedófilas” e que pediu aos governos em todo o mundo “para executarem as pessoas LGBT”.