Adama Dieng, conselheiro especial das Nações Unidas para a prevenção do genocídio. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Conselheiro especial da ONU condena ataque em Orlando e discurso de ódio contra comunidades LGBT

“Fiquei particularmente enojado ao ouvir líderes religiosos elogiarem os assassinatos de membros da comunidade LGBT”, disse o conselheiro especial da ONU para a prevenção do genocídio, Adama Dieng, referindo-se às declarações de alguns líderes religiosos, incluindo a manifestação de um que rotulou as vítimas como “pervertidas repugnantes e pedófilas” e que pediu aos governos em todo o mundo “para executarem as pessoas LGBT”.

No estado de Minnesota, nos Estados Unidas, pessoas fizeram uma vigília em homenagem às vítimas do atentado em Orlando, no último domingo (12). Foto: Fibonacci Blue / Flickr (CC)

ONU condena atentado homofóbico em Orlando e pede mais controle de armas nos Estados Unidos

Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, fortemente, o ataque terrorista que envolveu o alvejamento de vítimas em função de sua orientação sexual.

Chefe de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, criticou facilidade com que pessoas podem adquirir armamento de alta potência nos Estados Unidos. O dirigente também repreendeu a exploração do evento trágico para incitar homofobia e islamofobia.

O diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, expressou solidariedade com as pessoas LGBTI e destacou que “não há lugar para a violência baseada em orientação sexual no mundo de hoje”.

Marcha contra a homofobia em Brasília. Foto: EBC

Cúpula da UNESCO debate violência homofóbica e transfóbica nas escolas

Ministros de todo o mundo uniram-se a líderes da sociedade civil e agências multilaterais para combater a violência homofóbica e transfóbica nas escolas, durante reunião sediada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em meados de maio em Paris, na França.

Relatório da agência da ONU mostrou que mais de 85% de estudantes lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) de alguns países já sofreram violência na escola.

Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

‘Ser lésbica, gay, bissexual ou trans não é uma doença, e sim parte da diversidade humana’

No Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, especialistas independentes da ONU, organismos regionais de direitos humanos e agências das Nações Unidas se uniram para pedir o fim do tratamento de pessoas LGBTI como ‘portadores de patologias’.

Classificações médicas estigmatizantes justificam, em diferentes partes do mundo, a submissão de pessoas a terapias forçadas. Procedimentos considerados ‘capazes de converter indivíduos’ foram criticados por serem ‘abusivos, prejudiciais e antiéticos’.

Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

ONU lembra Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia; veja principais ações no Brasil

Hoje o mundo lembra o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, data na qual, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, o 17 de maio virou símbolo da luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito. Veja aqui as principais ações das Nações Unidas na defesa pelos direitos das pessoas LGBTI.