Brasil recebeu uma série de recomendações de Estados-membros da ONU para reformar seu sistema prisional. Foto: José Cruz/ABr

Brasil aceita mais de 200 recomendações de direitos humanos da ONU; rejeita quatro

O governo brasileiro informou no início deste mês (6) ter aceitado a maior parte das mais de 200 recomendações de direitos humanos feitas pelos Estados-membros da ONU ao país na Revisão Periódica Universal (RPU), espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas. Quatro recomendações, no entanto, foram rejeitadas.

Em documento, o governo brasileiro reconheceu a necessidade de melhorar seu sistema penitenciário e disse estar tomando uma série de ações para reduzir a população prisional. Também reconheceu a necessidade de evitar mortes em operações policiais, mas preferiu não estabelecer metas de redução.

Crédito: Ilustração de Carol Rossetti. www.carolrossetti.com.br

Nesta sexta (22), ONU Brasil transmite ao vivo roda de conversa pelo Dia da Visibilidade Bissexual

O Dia da Visibilidade Bissexual foi criado em 1999 por ativistas bissexuais que sentiam que as demandas e prioridades da sua população não eram suficientemente ouvidas pela sociedade nem estavam adequadamente representadas pelas pautas do movimento LGBTI. Desde então, o 23 de setembro tem sido reconhecido mundialmente como o Dia da Visibilidade Bissexual.

Às 16h desta sexta-feira, 22 de setembro, a campanha da ONU Livres & Iguais transmitirá ao vivo uma roda de conversa para tratar dos principais temas e desafios que cercam as vidas dessas pessoas que desafiam cotidianamente a monossexualidade.

Frei Tomás González Castillo, diretor do La 72, abrigo para refugiados em Tenosique, no México, defende direitos dos solicitantes de refúgio, incluindo pessoas da comunidade LGBTI. Foto: ACNUR/Markel Redondo.

Trabalhos que transformam vidas; conheça indicados ao Prêmio Nansen 2017

Da educação para refugiados no oeste de Uganda ao acolhimento de solicitantes de refúgio LGBTI que fogem de perseguições na América Central, os cinco indicados ao Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deste ano representam o empenho de todos aqueles que apoiam pessoas deslocadas por guerras e violência no mundo todo.

O prêmio humanitário foi criado em 1954 em memória do primeiro alto-comissário para refugiados, Fridjtof Nansen, e será entregue em 2 de outubro em Genebra, na Suíça.

Imagem: Divulgação

Com apoio da ONU, 2º Festival Internacional de Cinema LGBTI começa na quinta-feira (22) em Brasília

De 22 de junho a 2 de julho, o 2º Festival Internacional de Cinema LGBTI levará para as salas do Cine Brasília 13 longas-metragens de diversos países e dez curtas da campanha das Nações Unidas ‘Livres e Iguais’.

A mostra é organizada pelas embaixadas da Austrália, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França e Países Baixos no Brasil. A ONU, o governo brasileiro e outras missões diplomáticas na capital também apoiam a iniciativa. A entrada é franca.

Embaixada da Suécia hasteou a bandeira do orgulho LGBTI. Foto: Embaixada da Suécia

ONU e missões diplomáticas de 13 países reafirmam apoio à luta contra a LGBTIfobia

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado na quarta-feira (17), a Campanha da ONU Livres & Iguais se uniu às representações diplomáticas de 13 países e à Delegação da União Europeia no Brasil para reafirmar seu empenho na luta por igualdade de direitos para as pessoas LGBTI. Em 2017, um dos temas centrais da data foram os desafios enfrentados por famílias formadas por gays, lésbicas, pessoas trans e intersex.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Em dia internacional, ONU defende igualdade de direitos e mais acesso a serviços para pessoas LGBTI

Por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), dirigentes da ONU fizeram um apelo por mais respeito ao amor em toda a sua diversidade. Agências da ONU defenderam o fim da discriminação, ainda responsável por excluir pessoas LGBTI dos serviços de saúde, do mercado de trabalho e da proteção institucional para famílias e casais.

No Brasil, representantes das Nações Unidas alertaram para a violência motivada pela orientação sexual em evento na sede nacional do organismo, localizada em Brasília.

Parada do Orgulho Gay de São Francisco, em 2014. Foto: Flickr (CC)/Quinn Dombrowski

Países têm obrigação de combater transfobia, dizem relatores da ONU

Em comunicado divulgado na véspera do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), relatores independentes da ONU cobraram dos Estados-membros políticas que protejam os direitos das crianças trans. Para os especialistas, países devem implementar medidas pelo respeito à diversidade, como legislações contra a LGBTIfobia e a criação de programas educativos sobre orientação sexual e identidade de gênero.

Foto do 14º Acampamento Terra Livre, em abril de 2017, em Brasília. Crédito da foto: Apib Comunicação/Flickr/CC

Brasil recebe centenas de recomendações para combater violações aos direitos humanos

Estados-membros das Nações Unidas fizeram nesta terça-feira (9) mais de 240 recomendações de direitos humanos ao Brasil, em meio à Revisão Periódica Universal (RPU).

Grande parte das recomendações refere-se à segurança pública. Os países pediram uma reformulação do sistema penitenciário brasileiro e o combate à violência e ao abuso policial, especialmente contra a população negra e pobre.

Os países também pediram o combate à violência contra os povos indígenas, o impulso à demarcação de terras e a participação dessa população nas decisões.

Leia aqui reportagem completa com todas as principais recomendações feitas ao Brasil por mais de cem países.

Para especialista, discussões sobre gênero devem integrar políticas públicas de educação. Foto: EBC

Falta de informação prejudica debate sobre gênero nas escolas, aponta especialista

Em entrevista à ONU Mulheres, a cientista social Sylvia Cavasin defende que políticas escolares devem levar discussões sobre gênero para centros de ensino. Segundo a especialista, os debates desenvolvidos continuam sendo fruto de iniciativas individuais de alguns professores.

Para ela, “as famílias desconhecem o que é gênero e caem na desinformação, que tem criado uma espécie de terrorismo e de perseguição” aos docentes que abordam a temática com alunos.

Relator independente da ONU para a proteção contra violência e discriminação baseada em orientação sexual e identidade de gênero, Vitit Muntarbhorn. Foto: ONU/Rick Ajornas

Pessoas LGBTI enfrentam ‘turbilhão de violência e discriminação’, diz especialista da ONU

Pessoas de comunidades LGBTI de todo o mundo estão vivenciando uma proliferação de discursos de ódio, incluindo ataques “desenfreados” nas redes sociais, assim como violência e discriminação, afirmou o especialista da ONU em discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, pessoas transgênero e intersex, Vitit Muntarbhorn, em seu primeiro discurso no cargo recém-criado pelo Conselho de Direitos Humanos.

Campanha da ONU homenageia pais que perderam seus filhos e filhas por conta da LGBTI-fobia

A Livres & Iguais no Brasil, campanha das Nações Unidas pela igualdade de direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, pessoas trans e intersex (LGBTI), lança neste Dia dos Pais o vídeo “Avelino, o pai de um milhão”.

O material conta a história de Avelino Mendes Fortuna, cujo filho, Lucas Fortuna, foi assassinado em 2012, vítima da homofobia. Avelino diz que perdeu Lucas, mas que a militância pelos direitos das pessoas LGBTI o fez ganhar milhões de filhos e filhas em todo o Brasil.

Minas Gerais, estado parceiro da campanha da ONU Livres & Iguais, lança vídeo com mulher transexual como protagonista

Minas Gerais, estado parceiro da campanha da ONU Livres & Iguais, lança vídeo com mulher transexual como protagonista

As famílias têm um papel fundamental na proteção dos direitos das pessoas LGBTI e no enfrentamento à violência ou discriminação com base em orientação sexual ou identidade de gênero, real ou percebida. Emocione-se com a história de “O amor transforma preconceitos”, lançada nesta semana pela Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania do Estado de Minas Gerais, com o apoio da Livres & Iguais, a campanha da ONU pela igualdade LGBTI.

Museu da Diversidade está localizado na Estação República do Metrô. Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Exposição sobre diversidade sexual ocorre até 27 de agosto em São Paulo

Ocorre até 27 de agosto no Museu da Diversidade Sexual, centro de São Paulo, a exposição “Sonhar o Mundo”, que celebra o reconhecimento da diversidade sexual e de gênero como parte dos direitos humanos e das lutas por igualdade globalmente.

A exposição, apoiada pela campanha “Livres & Iguais” das Nações Unidas, apresenta instalações interativas, obras híbridas que se transformam com a interação do público e trabalhos de artistas que abordam essas temáticas a partir de múltiplas perspectivas.

Adama Dieng, conselheiro especial das Nações Unidas para a prevenção do genocídio. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Conselheiro especial da ONU condena ataque em Orlando e discurso de ódio contra comunidades LGBT

“Fiquei particularmente enojado ao ouvir líderes religiosos elogiarem os assassinatos de membros da comunidade LGBT”, disse o conselheiro especial da ONU para a prevenção do genocídio, Adama Dieng, referindo-se às declarações de alguns líderes religiosos, incluindo a manifestação de um que rotulou as vítimas como “pervertidas repugnantes e pedófilas” e que pediu aos governos em todo o mundo “para executarem as pessoas LGBT”.

No estado de Minnesota, nos Estados Unidas, pessoas fizeram uma vigília em homenagem às vítimas do atentado em Orlando, no último domingo (12). Foto: Fibonacci Blue / Flickr (CC)

ONU condena atentado homofóbico em Orlando e pede mais controle de armas nos Estados Unidos

Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, fortemente, o ataque terrorista que envolveu o alvejamento de vítimas em função de sua orientação sexual.

Chefe de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, criticou facilidade com que pessoas podem adquirir armamento de alta potência nos Estados Unidos. O dirigente também repreendeu a exploração do evento trágico para incitar homofobia e islamofobia.

O diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, expressou solidariedade com as pessoas LGBTI e destacou que “não há lugar para a violência baseada em orientação sexual no mundo de hoje”.

Marcha contra a homofobia em Brasília. Foto: EBC

Cúpula da UNESCO debate violência homofóbica e transfóbica nas escolas

Ministros de todo o mundo uniram-se a líderes da sociedade civil e agências multilaterais para combater a violência homofóbica e transfóbica nas escolas, durante reunião sediada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em meados de maio em Paris, na França.

Relatório da agência da ONU mostrou que mais de 85% de estudantes lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) de alguns países já sofreram violência na escola.

Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

‘Ser lésbica, gay, bissexual ou trans não é uma doença, e sim parte da diversidade humana’

No Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, especialistas independentes da ONU, organismos regionais de direitos humanos e agências das Nações Unidas se uniram para pedir o fim do tratamento de pessoas LGBTI como ‘portadores de patologias’.

Classificações médicas estigmatizantes justificam, em diferentes partes do mundo, a submissão de pessoas a terapias forçadas. Procedimentos considerados ‘capazes de converter indivíduos’ foram criticados por serem ‘abusivos, prejudiciais e antiéticos’.

Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, 2015. Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

ONU lembra Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia; veja principais ações no Brasil

Hoje o mundo lembra o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, data na qual, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, o 17 de maio virou símbolo da luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito. Veja aqui as principais ações das Nações Unidas na defesa pelos direitos das pessoas LGBTI.