Guiné-Bissau: insegurança e impunidade no caminho da democracia

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País tem uma história marcada por golpes, má governança e instabilidade política desde que se tornou independente de Portugal, em 1974.

Assistente do Secretário-Geral para Assuntos Políticos, Taye-Brook Zerihoun. UN Photo / Ryan Brown

Apesar dos recentes esforços para avançar no processo de transição de Guiné-Bissau, a insegurança e a impunidade continuam a representar graveproblemas  que o Governo deve abordar urgentemente, disse nesta terça-feira (05) o Secretário-Geral Assistente para os Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun.

“Existe uma atmosfera generalizada de medo entre a população, que decorre dos recentes casos de espancamento, tortura e intimidação que continuam restringindo a liberdade de reunião e de informação”, relatou Zeruhoun ao Conselho de Segurança.

Guiné-Bissau tem uma história marcada por golpes de Estado, má governança e instabilidade política desde que se tornou independente de Portugal, em 1974. No ano passado, um golpe militar em abril, poucos dias antes do início da eleição presidencial no país, provocou reações da comunidade internacional que apelou ao regresso à ordem civil e a restauração da ordem constitucional. Incidentes recentes incluem um ataque a uma base militar em outubro, que teria resultado em diversas mortes e que até agora segue impune.

Membros do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Construção da Paz na Guiné Bissau (UNIOGBIS) têm visitado prisões e centros de detenção e confirmam as condições inadequadas e a falta de acesso dos detidos a cuidados médicos, comida e água potável.

Zerihoun acrescentou que, ao mesmo tempo que a restituição da ordem constitucional através de eleições continua sendouma prioridade, a comunidade internacional deve também apoiar os esforços para combater a impunidade durante o período de transição e a médio e longo prazo, de forma a ser alcançada uma estabilidade sustentável.


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