Conflito no norte de Mali deixa mais de 200 mil deslocados, afirma ACNUR

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Confrontos entre forças do governo e rebeles da etnia tureg começaram em janeiro. Golpe de Estado dificulta ainda mais a situação dos refugiados.

Mais de 200 mil pessoas tiveram que fugir de suas casas no norte do Mali, desde de janeiro, por causa dos confrontos entre forças do governo e rebeles da etnia tureg, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Do total, 93 mil foram para países vizinhos como Níger, Burkina Fasso e Mauritânia. O restante são deslocados internos. A maioria dos refugiados pertencem à própria etnia tuaregs, mas há também peuls, árabes e bambaras.

“A maioria fala à equipe ACNUR que fugiu por estar preocupada com grupos armados e temer a intensificação dos conflitos no norte. Outros falam que não há comida, enquanto ainda há os que decidiram sair quando a esperança por uma paz negociada entre Governo e rebeles tuareg no norte desvaneceu após o golpe”, afirmou a Porta-Voz do ACNUR, Melissa Fleming.

Soldados rebeles deram um golpe de Estado em 22 de março e anunciaram a dissolução do governo liderado pelo Presidente Amadou Toumani Toure.

O ACNUR enfrenta dificuldades para oferecer assistência aos refugiados malianos. Além da falta de água e de alimentos, a situação piorou na última semana quando soldados tuareg conquistaram diversas cidades e passaram a impedir ajuda humanitária nessas regiões.

 


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