Comissão da ONU sobre Desenvolvimento Social inicia discussão com foco na pobreza e na juventude

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Comissão ressalta que é necessário se tomar ciência da oportunidade de causar impacto nos debates da Rio+20 atrelando-os à redução da pobreza, desigualdade e acesso a recursos.

Miloš Koterec, embaixador da República Eslovaca. (ONU/Evan Schneider)Iniciou-se ontem (01/02) a 50ª sessão da Comissão para o Desenvolvimento Social da ONU com  uma série de painéis de discussão sobre políticas efetivas para as questões de desenvolvimento social. A Comissão, que ficará reunida durante 10 dias, dedicará atenção especial aos desafios dos jovens para encontrar emprego, já que, somente em 2011, 75 milhões de jovens ficaram desempregados.

O Presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da ONU, Milos Koterec, disse que “com um em cada quatro jovens trabalhadores desempregados vivendo em países desenvolvidos e a maioria dos jovens trabalhando na economia informal, o mundo vive uma crise de desemprego na juventude, o que pode causar instabilidade social”. “Por isso, os jovens irão desempenharão um papel central em vários movimentos sociais pedindo democracia, igualdade de oportunidades e melhor emprego”.

A Comissão também discutirá a erradicação da pobreza e o fim das desigualdades entre os países. A discussão sobre a iniciativa do Piso de Proteção Social, uma forma de buscar estratégias para fortalecer as partes mais vulneráveis da sociedade, foi realizada ontem como uma forma norteadora das discussões daqui para frente. Segundo a Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, “os pobres querem deixar a pobreza e por isso precisamos investir em proteção social. Isso significa alimentação, educação e serviços básicos. O piso é uma importante iniciativa”.

A sessão também quer construir um impulso político para a Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Migiro ressaltou que se precisa tomar ciência da oportunidade de causar impacto nos debates da Rio+20 atrelando-os à redução da pobreza, desigualdade e acesso a recursos. “A Comissão sabe que o futuro que desejamos alcançar no Rio é centrado nas pessoas, inclusivo, igualitário e sustentável. Um futuro onde o meio ambiente é resiliente e saudável e pode receber as próximas gerações”.


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