Com campanha ‘O Futuro que Queremos’, ONU convida sociedade civil a participar da Rio+20

28 de novembro de 2011 · Destaque


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Lançamento da campanha O Futuro que Queremos, no Brasil. Foto: Pieter Zalis/UNIC Rio.

“Se você pudesse construir o futuro, o que você gostaria de fazer?”. Esta é a pergunta fundamental que as Nações Unidas fazem à sociedade civil na campanha “O Futuro que Queremos”, lançada hoje (28/11) no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro. Como parte dos preparativos para a Conferência Rio+20, o evento reuniu representantes da ONU, do Governo brasileiro e dos chamados “major groups” – empresários, ONGs, povos indígenas, entre outros.

Assista à campanha:


(baixe aqui)

O Subsecretário-Geral para Comunicação e Informação Pública das Nações Unidas e Chefe do Departamento de Informação Pública (DPI) da ONU, Kiyo Akasaka, afirmou que a Rio+20 será uma oportunidade para que a comunidade internacional reflita sobre os desafios e as soluções para alcançar o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a partir de janeiro os Estados-Membros se reunirão mensalmente para discutir o documento oficial da Conferência. Ele ressaltou que é preciso haver metas mais concretas, que possam ser medidas pelas futuras gerações.

Acesse a palestra na íntegra, em português, de Kiyo Akasaka:


(Acesse esta palestra em inglês)

Akasaka cobrou mais seriedade dos governos em relação aos acordos e compromissos firmados nas conferências sobre o clima. Comentando as expectativas para a Conferência de Durban, que também teve início hoje, ele enfatizou que é preciso haver mais pressão da imprensa, dos acadêmicos e da sociedade civil por um acordo.

Ouça abaixo entrevista (em inglês) com Chefe do DPI/ONU, Kiyo Akasaka:

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O Diretor do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), Giancarlo Summa, comentou que a preocupação com a questão ambiental é relativamente recente dentro do Sistema da ONU e afirmou que hoje os países devem encontrar soluções através do diálogo e do multilateralismo.

Summa agradeceu o apoio da Presidente do Instituto Humanitare, Sheila Pimentel (abaixo a palestra na íntegra), para a realização do evento e defendeu as parcerias da ONU com ONGs e empresas do setor privado para dar continuidade à campanha no idioma português, um dos mais falados no mundo.

Destaque para democratização da informação

Representando o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, o Embaixador Tovar da Silva Nunes ressaltou a importância do envolvimento da sociedade civil no processo preparatório e durante a Rio+20. Ele afirmou que a mobilização da sociedade civil tem sido uma tarefa de constante aperfeiçoamento e ressaltou a importância das mídias sociais e da democratização da internet para permitir que a Conferência seja inclusiva e participativa.


(Acesse esta palestra em inglês)

Ouça abaixo entrevista com o Embaixador Tovar da Silva Nunes:

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O engajamento da sociedade civil e dos “major groups” também foi o cerne da fala da Chefe e do Oficial do Departamento de Desenvolvimento (Serviço de Campanhas de Comunicação/DPI), Pragati Pascale e Daniel Shepard. Eles apresentaram o objetivo da campanha, que é informar à sociedade civil sobre a Conferência Rio+20 e tornar mais concreto o conceito de desenvolvimento sustentável. “Queremos que essa seja uma campanha positiva”, disse Pascale, afirmando que serão destacados os aspectos e as soluções possíveis para as atuais crises mundiais.

A palestra na íntegra de Pascale pode ser acessada abaixo:

(Acesse esta palestra em inglês)

Ouça abaixo entrevista (em inglês) com a Chefe do Serviço de Campanhas de Comunicação/DPI, Pragati Pascale:

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(baixar o áudio)

A palestra na íntegra de Shepard pode ser acessada abaixo:

(Acesse aqui a palestra em inglês)

O evento contou ainda com a participação do Presidente do Grupo Meio&Mensagem, José Carlos de Salles Gomes Neto, que reiterou a importância de uma estrutura de comunicação profissionalizada para a divulgação e o sucesso da Conferência.

Confira algumas fotos do evento:


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Comentários

11 comentários para “Com campanha ‘O Futuro que Queremos’, ONU convida sociedade civil a participar da Rio+20”

  1. Andre Karla Fernandes Matos em 29 de novembro de 2011 às 11:07 am

    Salve a todos!

    Estivemos presentes no Evento de Lançamento da Campanha “O Futuro que queremos” ontem no Palácio do Itamaraty-RJ e gostaríamos de parabenizar aos Organizadores do Evento pela excelente oportunidade de maior interação com a ONU e seu sistema. Destacamos aqui a grande abertura que a ONU está promovendo junto processo de “democratização” da ONU com vistas a uma maior interação e proximidade junto a Sociedade Civil e Organizações Náo-Governamentais.
    A Cultura Racional é um movimento Cultural com o objetivo pacífico de conscientização do ser humano e da sociedade para conhecimento e reconhecimento da importância da Natureza como fonte geradora e mantenedora dos recursos naturais.
    Nosso trabalho está diretamente ligado ao Tema Central da RIO+20 – Desenvolvimento Sustentável – uma vez que buscamos um processo cultural de preparação do ser humano para desenvolver uma consciência de respeito a Natureza e a utilização otimizada dos recursos naturais.
    Contem conosco!!!
    Andréa Karla Fernandes Matos
    Assessoria Social.

  2. Daiane Cristina em 30 de novembro de 2011 às 12:53 pm

    Bom,

    eu sou estudante de Relações Internacionais e acabo de concluir meu TCC sobre a Interferência das Relações Internacionais no Meio Ambiente. Enviei um pedido para o conselho da RIO + 20 se eu poderia assistir a Conferência de perto, mesmo que como observadora, sem opinar nem mesmo sussurrar, porém negaram.
    Então gostaria de entender como a sociedade civil pode participar se quando querem de verdade são obrigados a assistir via TV ou internet…..a participação da sociedade civil é superficial ou real???? e por que as comunidades indígenas podem participar e futuros internacionalistas e ambientalistas não????

  3. admin em 30 de novembro de 2011 às 1:56 pm

    Prezada Daiane,

    A participação da sociedade civil na Rio+20 se dá por meio dos “major groups”. Por sociedade civil, você deve entender a sociedade civil organizada, cujos grupos representam segmentos de diversos setores da sociedade. Acompanhe por meio deste site e por meio de nossos boletins informativos o desenvolvimento desta Conferência. Para saber mais sobre os major groups, favor entrar em http://www.rio20.info/2012/major-groups-2

    Att.
    Equipe ONU Brasil

  4. Arilce Grillo em 1 de dezembro de 2011 às 10:16 am

    Acho, que a grande tarefa da ONU,é concilhar os HUMANOS e a NATUREZA,não vamos a lugar algum,enquanto tivermos vivências ,onde só existe a preocupação com o TER,esquecendo o SER.Muitos com pouco,poucos com muito.
    A própria CRISE ECONÔMICA MUNDIAL,nos mostra uma realidade,que mesmo com todas as “BENESS”,dos dominadores,o retôrno acontece,independente de que seja.Falta é uma conscientização,para que possamos ter o mínimo necessário, para a sustentabilidade,das NAÇÕES,com PARCERIAS,EQUILÌBRIO,HARMONIA,e não toda uma calamidade,imperando a destruição,em todos os níveis.
    O que vamos deixar de LEGADO ,do MUNDO CONTEMPORÂNEO?
    FÉ,PAZ,DEMOCRACIA.

  5. Fernando Lage em 15 de dezembro de 2011 às 11:30 pm

    Eu quero que o nosso planeta volte às suas condições naturais, sem os desastres, destruições e sofrimentos causados pelas mudanças climáticas, com o nível de gás do efeito estufa determinado pela Natureza.

    Após a reunião de 2010 da ONU em Cancun (México), aquelas pessoas que ainda dizem não acreditar na existência das mudanças climáticas e seu prejuízo para a vida no planeta, são identificadas como mal informadas ou desinteressadas pelo tema.

    Mais que um desejo, eu gostaria de fazer uma sugestão aos organizadores da Rio+20.

    Promover um encontro dos cientista do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), antes do início da Rio+20. Em um simples e rápido evento, os cientistas definiriam:

    - Atividades humanas que geram gases do efeito estufa e que não serão mais utilizadas.
    - Procedimentos que deverão ser adotados, em certas atividades geradoras, para que parem de emitir gases do efeito estufa.
    - Atividades que absorvem os gases do efeito estufa e devem ser estimuladas.

    Ao iniciar a Rio+20 os governos precisariam, simplesmente, acordar os prazos para adequação das atividades humanas às exigências científicas.
    Cada governo conservaria sua autonomia e liberdade para a escolha das políticas mais adequadas aos seus potenciais, às suas necessidades e aos recursos disponíveis.

  6. Roberto Rocha em 27 de abril de 2012 às 6:04 pm

    É um grande e lamentável equívoco dizer “vamos salvar o planeta”! A Terra não precisa de nós para salvá-la! Ela existiu sem nossa presença por alguns “bilhões” de anos. O gênero Homo surgir apenas há alguns “milhões” de anos. A nossa espécie é que está ameaçada pela nossa insanidade econômica imediatista e depredadora. Nós e a Terra somos um corpo só. Não há separação entre homem-natureza! Mesmo que o planeta perca boa parte de suas espécies, ele continuará a existir, com seus “serviços ambientais”, embora mais simplificados. O nosso sistema econômico “competitivo” não pode ser comparado com o sistema “cooperativo” da natureza. O que estamos fazendo com a biodiversidade da Terra é um crime global. Nossa espécie é a mais invasora de todas. Com uma agravante: ela é capaz de destruir indivíduos do mesmo gênero quando não consegue dialogar em nome do amor. O futuro que queremos? Sensatez, compreensão, humanismo, ética, educação.

  7. Antonietta Semprini de Abreu em 15 de maio de 2012 às 11:42 pm

    Quero/queremos uma mudança vinda da ação dos mais variados atores sociais: diferentes redes e organizações não-governamentais e movimentos sociais de distintas áreas de atuação, incluindo ambientalistas, trabalhadores/as rurais e urbanos, mulheres, juventude, movimentos populares, povos originários, etnias discriminadas, empreendedores da economia solidária para que tenhamos um novo mundo onde reine acima de tudo o respeito e a dignidade da pessoa humana.

  8. Marinice Machado em 16 de maio de 2012 às 9:52 pm

    Construa o mundo hoje, amanhã pode ser tarde demais…

  9. Carlos Alberto Santana em 22 de maio de 2012 às 12:49 am

    O que a maioria das pessoas desejam é um mudo de Paz. No entanto o que temos, é um mundo em franco processo de extinção. A espécie humana é a maior culpada. A história da humanidade é a guerra. Essa é a nossa marca fundamental. É o que fazemos de melhor.

    Agora a guerra se ampliou para o planeta. Somos nós contra o planeta.

    Quem sobreviverá?

  10. Valderly Paulino em 28 de maio de 2012 às 8:24 pm

    Quando pensamos em futuro, o que nos remete não é muito otimista, mas diante de ações como esta começamos a acreditar que um futuro melhor é possível. Eu quero um futuro, no qual todas as nações do planeta se tratem como irmãs e deixem as diferenças de lado, onde existam trabalho para a maioria e, para aqueles que não o tiverem que as pessoas exerçam sua solidariedade. Quero um futuro que não precisemos mais nos preocupar com a extinsão dos animais ou da mata atlântica, onde as guerras só existam nos livros de história e que os problemas com o aquecimento global tenham sido superados. Quero um mundo rejido pelo amor e que seus problemas sejam resolvidos por todos, sendo que o capitalismo não fique em primeiro plano.

  11. Luiz Renato Weber em 12 de junho de 2012 às 9:26 am

    http://www.youtube.com/watch?v=vbwZP88i_4M&list=LLdJGCw-UPlc0fyT_NHd3DVw&feature=mh_lolz

    O Futuro que queremos esta escrito no LIVRO* O menino com 21 dedos* um futuro sem preconceito, sem maldades.

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