Chefe humanitária da ONU pede apoio a deslocados na República Democrática do Congo

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Cerca de 20 mil pessoas cruzaram a fronteira da República Democrática do Congo com Ruanda, fugindo da violência armada na província de Kivu do Norte.

Campo de refugiados no sul do Ruanda Kigeme - estendendo-se até onde os olhos podem ver. (ACNUR/ A.Bronee)A Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos, pediu ontem (9) mais ajuda para as pessoas deslocadas devido ao conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC). “Os congoleses afetados, inclusive os refugiados em Ruanda, querem um fim à violência e uma chance de ir para casa”, disse Amos em um comunicado de imprensa. “É vital que todas as partes tentem resolver a crise, que afeta toda a região”.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), cerca de 20 mil pessoas cruzaram a fronteira da RDC com Ruanda, fugindo da violência armada na província de Kivu do Norte, na RDC.

O leste do país — particularmente as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul — tem sido assolado pela violência ao longo dos últimos meses, desde que um grupo de soldados renegados conhecido como o Movimento 23 de março (M23) tornou-se ativo na área.

O M23 entrou em choque com tropas do exército nacional, que foram apoiadas por forças de paz da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO), o que causou grande deslocamento de moradores locais, além de levantar preocupações sobre a estabilidade da região. Além disso, os combates no leste da RDC têm desenraizado de casa quase meio milhão de pessoas nos últimos quatro meses, incluindo 220 mil pessoas na província de Kivu do Norte, 200 mil na província de Kivu do Sul e mais de 51 mil que fugiram para a vizinha Uganda e Ruanda.

O Governo de Ruanda e o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) são responsáveis por esforços de coordenação no campo de Kigeme, com agências humanitárias da ONU e seus parceiros não governamentais prestando serviços básicos como acesso a água, saneamento, saúde e alimentação. “O Governo de Ruanda tem desempenhado um papel crucial, proporcionando um local onde as famílias, as crianças separadas de seus pais, os idosos e outros grupos vulneráveis têm buscado segurança”, disse Amos. “No entanto, são necessários mais recursos para ampliar a resposta”.


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