Cai o número de meninas ameaçadas pela mutilação genital feminina, afirma UNICEF

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Desde 2008, quando o Programa do UNFPA e do UNICEF foi implantado, cerca de 10 mil comunidades em 15 países, onde vivem oito milhões de pessoas, renunciaram à prática.

Mulheres na Costa do Marfim comemoram o Dia Internacional da Mulher, em 2005. UN Photo/Ky ChungMenos meninas são submetidas atualmente à perigosa prática da mutilação genital feminina/excisão (MGF/E), de acordo com os novos dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgados nesta quarta-feira (06), Dia Internacional da Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina.

Os dados mostram que a geração mais jovem está menos vulnerável à MGF/E. Nos 29 países da África e do Oriente Médio, onde a prática está concentrada, uma média de 36% das garotas com idade entre 15 e 19 anos foram mutiladas, comparadas com uma estimativa de 53% de mulheres com idade entre 45 e 49 anos. O declínio é particularmente acentuado em alguns países: no Quênia, por exemplo, as ocorrências de mutilação genital feminina em mulheres de 45 a 49 anos são três vezes maiores que entre garotas de 15 a 19 anos.

No total, ao menos 120 milhões de garotas e mulheres sofreram MGF/E nestes 29 países. De acordo com as tendências atuais, cerca de 30 milhões de garotas com menos de 15 anos ainda podem estar em situação de risco.

“Este progresso revela a possibilidade de acabar com a MGF/E”, disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake.

Desde 2008, quando o Programa Conjunto do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do UNICEF para a MGF/E foi implantado, cerca de 10 mil comunidades em 15 países, representando cerca de oito milhões de pessoas, renunciaram à prática. No ano passado, 1.775 comunidades espalhadas por toda a África declararam publicamente o compromisso em acabar com a MGF/E.


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