Alta Comissária Assistente para Operações do ACNUR visita Haiti e República Dominicana

12 de Abril de 2012 · Comunicados
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Funcionários do ACNUR se reúnem com grupo de pessoas que correm risco de se tornarem apátridas. (ACNUR)Dois anos após o trágico terremoto, em 2010, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) continua assistindo as pessoas vulneráveis no Haiti e na vizinha República Dominicana. A Alta Comissária Assistente para Operações do ACNUR, Janet Lim, viajou na semana passada aos dois países para avaliar os desafios atuais. No Haiti, Lim expressou grande preocupação com a situação de haitianos que tentam fugir do país pelo mar. A visita coincidiu com a morte de três pessoas que tentavam chegar às Bahamas.

Lim visitou o campo de Marte, um dos maiores campos improvisados para deslocados internos no Haiti. Lá se reuniu com deslocados, diretores e representantes da ONG KOFAVIV, parceira do ACNUR. Na reunião, Lim conheceu um projeto de “casa segura”, que oferece apoio psicológico e serviços de assistência jurídica para sobreviventes de violência sexual. “É incrível testemunhar as realizações do projeto desde sua implementação em junho de 2011. O ACNUR mantém seu compromisso de fortalecer a capacidade de seus parceiros locais, em particular sobre temas relacionados à violência sexual no Haiti”, afirmou Lim.

Durante sua visita a Alta Comissária Assistente se reuniu com funcionários do governo haitiano. Lim destacou a importância de reformas administrativas no sistema de registro de civis, o que simplificaria o processo de certidões de nascimento e permitiria que haitianos tivessem acesso gratuito à sua documentação. Depois de ir ao Haiti, Lim viajou para a República Dominicana, onde a agência trabalha com o governo no estabelecimento de um sistema de refúgio. Lim conheceu Antoine, refugiado haitiano de 65 anos que apesar de viver há muito tempo na República Dominicana ainda não possui permissão de residência.

“Cada vez que saio da minha casa, tenho medo de ser preso e mandado de volta para o Haiti, onde não tenho parentes e lugar para viver”, contou Antoine. O único documento que o ampara legalmente é um pedaço de papel amassado, a carta de reconhecimento do seu estado de refugiado emitida pelo ACNUR faz mais de 20 anos. Os filhos e netos de Antoine também não possuem documentação, apesar de terem nascidos na República Dominicana.

“Estamos comprometidos a apoiar refugiados e solicitantes de refúgio na República Dominicana como for possível, porém, a resolução desse problema se encontra em políticas de Estado mais abertas, que ofereçam uma maior proteção e ao mesmo tempo promovam soluções duradouras”, disse Lim.


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