Pronunciamento do Brasil abre o debate da Assembleia Geral da ONU

23 de setembro de 2013 · Destaque
Tamanho da fonte: Aumentar o tamanho da letraDiminuir o tamanho da letra


Share

O debate geral da 68ª Sessão da Assembleia Geral, durante o qual chefes de Estado e de Governo e representantes dos 193 Estados-membros da ONU farão declarações, começará amanhã, terça-feira 24 de setembro e terminará na terça-feira 2 de outubro. Como é tradição desde a primeira Assembleia Geral, que aconteceu em 1947, o Brasil abrirá o debate.

Paralelamente serão realizadas três reuniões de alto nível.

A primeira, que está acontecendo hoje, segunda-feira, 23 de setembro, é o Encontro de Alto Nível da Assembleia Geral sobre a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e outros objetivos de desenvolvimento internacionalmente acordados para pessoas com deficiência.

Já no dia 26 de setembro ocorre o Encontro de Alto Nível da Assembleia Geral sobre desarmamento nuclear e, entre 3 e 4 de outubro, será realizado o Diálogo de Alto Nível sobre migração internacional e desenvolvimento.

A 68ª Sessão da Assembleia Geral da ONU será presidida pelo embaixador John Ashe, de Antigua e Barbuda.

Página oficial do Debate Geral da Assembleia Geral da ONU: clique na imagem. (Foto de fundo: ONU)

Página oficial do Debate Geral da Assembleia Geral da ONU: clique na imagem. (Foto de fundo: ONU)

Acompanhe os debates ao vivo da 68ª Sessão da Assembleia Geral da ONU pelos sites webtv.un.org e www.un.org/ga

Fórum para negociação multilateral

Fundada em 1945 sob a Carta das Nações Unidas, a Assembleia Geral ocupa uma posição central como o centro deliberativo e formulador de políticas das Nações Unidas.

Composto por todos os 193 Estados-Membros das Nações Unidas, fornece um fórum único para a discussão multilateral de todo o espectro de questões internacionais abrangidas pela Carta (clique aqui e aqui).

Desempenha também um papel significativo no processo de normalização e codificação do direito internacional. A Assembleia se reúne intensamente de setembro a dezembro de cada ano, e posteriormente quando necessário.

Funções e poderes da Assembleia Geral

A Assembleia Geral da ONU tem o poder para fazer recomendações aos Estados sobre questões internacionais de sua competência. Ela também realiza ações – políticas, econômicas, humanitárias, sociais e jurídicas – que afetam a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

O marco da Declaração do Milênio, aprovada em 2000, e do Documento Final da Cúpula Mundial de 2005, refletem o compromisso dos Estados-Membros em alcançar objetivos específicos para atingir a paz, a segurança e o desarmamento, juntamente com o desenvolvimento e a erradicação da pobreza; salvaguardar os direitos humanos e promover o Estado de Direito, proteger o meio ambiente comum; atender às necessidades especiais da África; e fortalecer as Nações Unidas.

De acordo com a Carta das Nações Unidas, a Assembleia Geral pode:

• Analisar e aprovar o orçamento das Nações Unidas e estabelecer as avaliações financeiras dos Estados-Membros;
• Eleger os membros não permanentes do Conselho de Segurança e os membros de outros conselhos e órgãos das Nações Unidas e, por recomendação do Conselho de Segurança, nomear o secretário-geral;
• Analisar e fazer recomendações sobre os princípios gerais de cooperação para a manutenção da paz e segurança internacionais, incluindo o desarmamento;
• Discutir quaisquer questões relativas à paz e segurança internacionais e, exceto quando uma disputa ou situação está sendo discutida no momento pelo Conselho de Segurança, formular recomendações sobre ela;
• Discutir, com a mesma exceção, e fazer recomendações sobre quaisquer questões no âmbito da Carta ou que afete os poderes e funções de qualquer órgão das Nações Unidas;
• Iniciar estudos e fazer recomendações para promover a cooperação política internacional, o desenvolvimento e a codificação do direito internacional, a realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e a colaboração internacional nos campos econômicos, sociais, humanitários, culturais, educativos e de saúde;
• Fazer recomendações para a solução pacífica de qualquer situação que possa prejudicar as relações amistosas entre os países;
• Considerar os relatórios do Conselho de Segurança e outros órgãos das Nações Unidas.

A Assembleia pode também tomar medidas em casos de ameaça à paz, violação da paz ou ato de agressão, quando o Conselho de Segurança não conseguiu atuar devido ao voto negativo de um membro permanente. Nesses casos, de acordo com sua resolução de “Unir para a paz” de 3 de novembro de 1950 (377 (V)), a Assembleia pode considerar o assunto imediatamente e recomendar aos seus membros as medidas coletivas para manter ou restabelecer a paz e a segurança internacionais. (Veja abaixo “Sessões especiais e sessões especiais de emergência”).

A busca pelo consenso

Cada um dos 193 Estados-Membros da Assembleia tem um voto. As votações realizadas sobre questões designadas importantes – como recomendações sobre a paz e a segurança, a eleição dos membros do Conselho de Segurança e do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) e as questões orçamentárias – exigem uma maioria de dois terços dos Estados-Membros, mas outras questões são decididas por maioria simples.

Nos últimos anos, um esforço tem sido feito para alcançar um consenso sobre as questões, em vez de decidir por uma votação formal e, desta forma, reforçar o apoio para as decisões da Assembleia. O Presidente, após ter consultado e chegado a um acordo com as delegações, pode propor que uma resolução seja aprovada sem votação.

Comissões Principais

Como resultado da revitalização em curso do seu trabalho, e nos termos do artigo 30º do seu regulamento interno, a Assembleia Geral elege o seu Presidente, Vice-Presidentes e Presidentes das Comissões Principais com pelo menos três meses de antecedência do início da nova sessão, a fim de reforçar a coordenação e preparação do trabalho entre as comissões principais e entre as comissões e a plenária.

Comissão Geral

A comissão geral – composta pelo presidente e 21 vice-presidentes da Assembleia, bem como os presidentes das seis comissões principais – faz recomendações à Assembleia sobre a adoção da agenda, a alocação de itens da agenda e a organização de seu trabalho. (Clique aqui para mais sobre a agenda).

Comissão de Credenciais

A comissão de credenciais, escolhida pela Assembleia Geral a cada sessão, informa a Assembleia sobre as credenciais dos representantes.

Debate Geral

O debate geral anual da Assembleia, que fornece aos Estados-Membros a oportunidade de expressar suas visões sobre as principais questões internacionais, será realizado de terça-feira, 24 de setembro, até terça-feira, 2 de outubro. O secretário-geral apresentará o seu relatório sobre o trabalho da Organização imediatamente antes do debate geral, uma prática que começou com a 52ª sessão.

As reuniões do debate geral são normalmente realizadas entre 9h e 13h e entre 15h e 21h.

Comissões Principais

Com o encerramento do debate geral, a Assembleia inicia a consideração das questões em sua agenda. Por causa do grande número de questões que é chamada a considerar – mais de 170 itens na pauta na 68º sessão, por exemplo –, a Assembleia aloca com suas seis comissões principais itens relevantes para o seu trabalho. As Comissões discutem os itens, buscando sempre que possível a harmonização das várias abordagens dos Estados, e apresentam as suas recomendações, geralmente sob a forma de projetos de resolução e de decisão, para o Plenário da Assembleia para apreciação e ação.

As seis Comissões Principais são: Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional (Primeira Comissão), que trata sobre desarmamento e questões de segurança internacional relacionadas; Comissão Econômica e Financeira (Segunda Comissão), que trata sobre questões econômicas; Comissão Humanitária, Social e Cultural (Terceira Comissão), que trata de questões humanitárias e sociais; Comissão Política Especial de Descolonização (Quarta Comissão), que lida com uma variedade de assuntos políticos não abrangidos por qualquer outra Comissão, ou pelo Plenário, inclusive a descolonização, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) e os direitos humanos do povo palestino; a Comissão Administrativa e de Orçamento (Quinta Comissão), encarregada da administração e orçamento da ONU; e a Comissão Jurídica (Sexta Comissão), que lida com questões legais internacionais.

Em certo número de itens da agenda, no entanto, como a questão da Palestina e a situação no Oriente Médio, a Assembleia age diretamente nas suas reuniões plenárias.

Grupos Regionais

Muitos grupos regionais informais se envolveram ao longo dos anos com a Assembleia Geral como veículos para consulta e para facilitação do trabalho processual. Os grupos são: Os Estados africanos; os Estados da Ásia e do Pacífico; os Estados do Leste Europeu; os Estados da América Latina e do Caribe; e os Estados do Oeste Europeu e outros Estados. O posto do Presidente da Assembleia Geral se alterna em torno dos grupos regionais.

Sessões especiais e sessões especiais de emergência

Em acréscimo às sessões regulares, a Assembleia pode se reunir em sessões especiais e sessões especiais de emergência.

Até a data, a Assembleia convocou 28 sessões especiais para temas que requerem atenção particular, incluindo a questão da Palestina, as finanças das Nações Unidas, o desarmamento, a cooperação econômica internacional, drogas, meio ambiente, população, mulheres, desenvolvimento social, assentamentos humanos, HIV/AIDS, apartheid e a Namíbia. A vigésima oitava sessão especial da Assembleia Geral, realizada em 24 de janeiro de 2005, foi dedicada à comemoração do sexagésimo aniversário da libertação de prisioneiros dos campos de concentração nazistas.

Dez sessões especiais de emergência abordaram as situações em que o Conselho de Segurança se encontrava em um impasse: Hungria (1956), Suez (1956), Oriente Médio (1958 e 1967), Congo (1960), Afeganistão (1980), Palestina (1980 e 1982), Namíbia (1981), os territórios árabes ocupados (1982), as ações ilegais de Israel no território ocupado de Jerusalém Oriental e no resto do território palestino ocupado (1997, 1998, 1999,2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2009).

A Assembleia decidiu, em 16 de janeiro de 2009, adiar temporariamente a décima sessão especial de emergência e autorizar o Presidente da Assembleia a retomar suas reuniões a pedido dos Estados-Membros.

Continuando o trabalho da Assembleia

O trabalho das Nações Unidas deriva em grande parte das decisões da Assembleia Geral e é realizado principalmente por:

• Comissões e outros organismos estabelecidos pela Assembleia para estudar e apresentar relatórios sobre temas específicos, como o desarmamento, a manutenção da paz, o desenvolvimento econômico, o meio ambiente e os direitos humanos.

• O Secretariado das Nações Unidas – formado pelo secretário-geral e sua equipe de funcionários internacionais.

Informações adicionais
UNIC Rio de Janeiro
Valéria Schilling | Gustavo Barreto
unic.brazil@unic.org | (21) 2253-2211


Comentários

10 comentários para “Pronunciamento do Brasil abre o debate da Assembleia Geral da ONU”

  1. victor briaunus em 17 de setembro de 2013 às 1:11 pm

    Olá boa tarde.
    Recebo este email com muito agrado,e gostaria de saber como poderei assistir a palestra de abertura.
    victor briaunys

  2. admin em 18 de setembro de 2013 às 4:12 pm

    Prezado Senhor, a abertura da Assembleia Geral da ONU será transmitida ao vivo pela TV ONU: http://webtv.un.org/
    Cordialmente,
    UNIC Rio

  3. […] ** Publicado originalmente no site ONU Brasil. […]

  4. JORGE T RIBEIRO em 24 de setembro de 2013 às 8:13 am

    Sobre esta questão da ação desta assembleia Geral da ONU tem o poder para fazer recomendações aos Estados sobre questões internacionais de sua competência. Ela também realiza ações – políticas, econômicas, humanitárias, sociais e jurídicas – que afetam a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Seria muito bom se todos governantes de todos os países procurasse distribuír as riquezas de forma justa perante aos seus trabalhadores que produzem as riquezas, enchendo a cada vez mais os cofres do Governo, com os exessos de impostos. Em certos países. Só politicos, senado, depultados, funcionários de altos escalões e vários cargos de confiança que tem só o direito de serem bem e muito bem remunerados e sem contar, com os privilégios mas o trabalhador só tem direito ao minimo dos minimos. Questões políticas humanitárias, ta longe para muitos trabalhadores e funcionários de alguns poderes de algumas nação, o Brasil se coloca nesta posição. Os programas sociais como bolsa família e outros mais, não passa de uma ação voltada eleitoral. O povo precisa sim, porque não tem como ganhar trabalhando principalmente aqueles que nem na escola foi, pai de família que muitos das vezes, vão para ops estacionamentos lavar carros e nas feira livres carregar sacolas e descarregar caminhões afim de levar o pao de cada dia.
    Política economica humanitaria em certos países, só DEUS, para tocar na consciências deste governantes que promete antes das eleições ao povo sofrido melhora e quando chega no poder, esquece que o povo estão sofrendo e morrendo.
    Porisso que os hospitais e os postos de saúde vivem cheios de trabalhadores e aposentados internados e nos corredores deitados nas macas destes hospitais e postos de saúde.
    Sem mais nada.

  5. […] Continue acompanhando o debate geral da Assembleia Geral abaixo ou em http://www.onu.org.br/ag68 […]

  6. […] o debate geral da Assembleia Geral em http://www.onu.org.br/ag68 e […]

  7. […] o debate geral da Assembleia Geral em http://www.onu.org.br/ag68 e […]

  8. […] Acompanhe o debate geral da Assembleia Geral em www.onu.org.br/ag68 e http://gadebate.un.org/  […]

  9. Rita de Cassia em 24 de setembro de 2013 às 3:00 pm

    Agradeco por receber esses emails e estou procurando conscientizar as pessoas o quanto eh importante participar. grata Rita

  10. marcoantoniomarques em 25 de setembro de 2013 às 10:23 pm

    Boa noite para todos o projetoeas.blogspot.com.br em conjunto com o projeto de Alto Nível de aproveitamento da aguá foram criado para a geração de energia elétrica sustentável e preservação ambiental .
    O projeto EAS não e preciso construir represa mas e possível utilizar as que já existem .
    Falta apoio para desenvolver o projeto EAS que poderá ser útil para vários países .
    Ajude o projeto EAS compartilhe .
    Projeto EAS por um futuro melhor e sustentável …

Deixe seu comentário










  • Campanha Livres & Iguais -- Por direitos e igualdade LGBT!


    Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014

    Campanha O Valente não é Violento
    Una-se pelo fim da violência contra as mulheres


    Emergência em Gaza

    ONU e o Sudão do Sul

    ONU e a República Centro-Africana (RCA)

    ONU e a Síria




    Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) para a Europa Ocidental
    Clique aqui para acessar todas as campanhas e atividades da ONU Clique aqui para acessar todas a agenda da ONU e as datas internacionais