À procura de refúgio, mais de 60 morrem na maior tragédia deste ano no Mar Vermelho, diz ONU

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Nos últimos cinco anos, mais de meio milhão de pessoas (da Somália, da Etiópia e da Eritreia) atravessaram o Mar Vermelho em direção ao Iêmen.

Pessoas exaustas na praia depois de atravessaram o oceano em direção ao sul do Iêmen. Foto: SHS/A. S. Hussein/ACNUR

A agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) confirmou, nesta sexta-feira (06), a morte de pelo menos 62 pessoas, vítimas de um naufrágio durante a travessia do Mar Vermelho, do Chifre de África para o Iêmen. Trata-se da maior tragédia do ano entre as travessias na região.

“Ainda estamos buscando informações, mas está confirmado que um barco, que transportava 62 pessoas da Somália,  Etiópia e Iêmen, afundou no Mar Vermelho”, afirmou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards.

O porta-voz disse ainda que “esta tragédia é a maior perda registrada de uma só vez este ano entre refugiados e migrantes que tentam chegar ao Iêmen através do Mar Vermelho e do Golfo de Áden”.

Desde o início de 2014, já morreram cerca de 121 pessoas tentando fazer a mesma travessia. Por isso, Edwards reiterou o apelo do ACNUR aos governos da região para que melhorem “as suas capacidades de busca e salvamento E o desembarque seguro dessas pessoas” além da sua identificação e prestação de cuidados.

Nos últimos cinco anos, mais de meio milhão de pessoas (principalmente provenientes da Somália, da Etiópia e da Eritreia) atravessaram o Mar Vermelho em direção ao Iêmen. De acordo com o ACNUR, algumas vezes os contrabandistas atiram com os passageiros ao mar para evitar naufrágios ou detenções.


Comente

comentários